Ler Mia Couto é uma delícia. Demoro-me nas suas palavras e apetece-me ter sempre à mão um bloco e uma caneta para anotar muitas das suas frases que, além de revelarem um perfeito domínio da língua, expressam uma inteligência e sensibilidade raras.
"Velhice não é idade: é um cansaço. Quando ficamos velhos, todas as pessoas parecem iguais.", in Jesusalém
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quinta-feira, 18 de março de 2010
segunda-feira, 8 de março de 2010
pois... os óscares...
Tenho de confessar que não vi nenhum dos filmes galardoados.
Na maior parte dos casos, nem vi os nomeados e nem me posso manifestar relativamente às escolhas.
E é caso para perguntar: onde é que eu me meti durante os fins-de-semana???
Dão -se alvíssaras a quem me souber informar.

quinta-feira, 4 de março de 2010
a morada, por favor
terça-feira, 2 de março de 2010
top 3
Durante muito tempo, pensei que a situação que melhor ilustrava como sou despistada e propícia a protagonizar figuras tristes era o dia em que levei o carro para o trabalho, mas, no regresso, me esqueci desse pormenor e regressei a casa, caminhando alegremente durante 30 minutos, e só me lembrando do local onde havia deixado o meu fantástico bólide, umas horas mais tarde, quando quase desesperava na rua com a bagagem para o fim-de-semana na mão.
Mais recentemente, abasteci quarenta euros de combustível numa área de serviço do norte do país e só no momento de efectuar o pagamento me apercebi de que tinha comigo a mala errada, não tendo, por isso, dinheiro, cartões ou documentos. Corei, gaguejei, atrapalhei-me e acho que fui convincente, pois consegui continuar a viagem com o compromisso de pagar na semana seguinte (o que, de facto, fiz). Só não me meti num buraco porque não encontrei nenhum e pensei que pior que isto não me poderia acontecer.
Nesta sexta-feira arrumei a bagagem com grande velocidade e coloquei-a no porta-bagagem; não havia tempo a perder! Guardei toda a bagagem. Todinha. Incluindo a chave do carro. A minha chave suplente encontrava-se a duzentos quilómetros de distância e apenas quatro horas mais tarde consegui tê-la na mão e iniciar, desta vez mais calmamente, o fim-de-semana.
Começa a tornar-se difícil escolher o meu melhor momento.
Mais recentemente, abasteci quarenta euros de combustível numa área de serviço do norte do país e só no momento de efectuar o pagamento me apercebi de que tinha comigo a mala errada, não tendo, por isso, dinheiro, cartões ou documentos. Corei, gaguejei, atrapalhei-me e acho que fui convincente, pois consegui continuar a viagem com o compromisso de pagar na semana seguinte (o que, de facto, fiz). Só não me meti num buraco porque não encontrei nenhum e pensei que pior que isto não me poderia acontecer.
Nesta sexta-feira arrumei a bagagem com grande velocidade e coloquei-a no porta-bagagem; não havia tempo a perder! Guardei toda a bagagem. Todinha. Incluindo a chave do carro. A minha chave suplente encontrava-se a duzentos quilómetros de distância e apenas quatro horas mais tarde consegui tê-la na mão e iniciar, desta vez mais calmamente, o fim-de-semana.
Começa a tornar-se difícil escolher o meu melhor momento.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Tragicomédia em dois actos
Personagens: aluna, professora, director de turma, encarregada de educação.
Acto I
17h20m. Sala de aula.
A aluna afirma não ter telemóvel, mas, alguns minutos mais tarde, é apanhada a enviar mensagens. Após alguma resistência, a professora retira-lhe o telemóvel e entrega-o ao director de turma que informa, telefonicamente, a encarregada de educação. A mãe, detentora de cordas vocais invejáveis, mostra desagrado pela atitude da professora e do director de turma e avisa que, apesar de no corrente ano lectivo nunca ter tido tempo para ir à escola, estará na escola na manhã seguinte para reaver o telemóvel.
Acto II
08h20m. Porta da escola.
Gritaria, ameaças, insultos. Mensagem transmitida: a filha é dona do telemóvel e pode usá-lo quando e onde entender, ninguém tem nada a ver com isso. São rogadas pragas à professora, ao director de turma e às respectivas famílias até à terceira geração.
Epílogo provável
Num gabinete longínquo, afastado de tudo e de todos, um psicólogo americano observa o caso através da sua vasta experiência em estudos de caso no papel e afirma, num monólogo que durará ad eternum, que nesta peça existe uma personagem maquiavélica, insensível e irresponsável: a professora, que conta com a cumplicidade do director de turma, personagem também caracterizada por um desequilíbrio comportamental e desajustado da sociedade.
Peça em cena no palco de uma escola bem perto de si. Assisti à antestreia.
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
monotonia à vista
No mesmo dia, fiz a defesa da minha tese e entregaram-me o meu carro novo.
Parece-me que nas próximas semanas não vou ter nada que me deixe em pulgas.
Pffffff! Prevejo dias muito chatos!
sábado, 16 de janeiro de 2010
tertúlias, literatura e WC
Há quem se surpreenda com a emergência de tantas jovens “escritoras” e tantas publicações de lavra feminina nos escaparates das livrarias. Apenas compreendo este espanto se for proveniente de alguém que não frequente WCs femininos em escolas, universidades, cafés, áreas de serviço de norte a sul do país. Talvez apenas as mulheres possam compreender de que falo…Na maior parte das vezes em que uma mulher se desloca a uma casa de banho é brindada com portas repletas de frases de auto (e hetero) ajuda, pérolas da sabedoria popular adaptadas ou não, rimas à moda de António Aleixo, poemas plagiados ou recriados pelas próprias, declarações de amor e paixão tresloucadas capazes de nos fazer corar perante a pequenez dos nossos sentimentos.Desta forma, as casas de banho das senhoras tornam-se em locais de enriquecimento cultural e potenciais promotores de profunda reflexão. Para além de discussões filosóficas sobre o rímel, o blush ou o eyeliner, podem aí desenrolar-se autênticas tertúlias literárias.Tenho a certeza de que há muita gente que nunca concluiu a leitura de um livro, nem mesmo de uma revista, não entrando para as estatísticas de leitores assíduos, e já leu dezenas ou talvez centenas de portas de WC… quem sabe até colaborou deixando um dos comentários opinativos ou contestatários que também por lá se encontram em abundância…Considero, por isso, que as portas de WC não deveriam continuar a ser ostracizadas pela população em geral. Se existe o dia mundial do livro ou o dia internacional do livro infantil por que razão não se assinala, também, o dia da literatura das portas de WC? Seria muito menos elitista e mais próximo do país real.
domingo, 3 de janeiro de 2010
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
confirmou-se...
Confirmou-se. Não sou disciplinada. Durante cinco meses o meu recém-nascido foi completamente abandonado e já nem me recordava do seu nome. Que é como quem diz, não me lembrava exactamente da sua designação nem da password para entrar na conta.
Confirmou-se. A voz do povo está certa. A aproximação do fim do ano leva-nos a reflectir, a (re)pensar e a fazer um balanço dos últimos 12 meses. Até nos provoca sentimentos de culpa pelo blogue há tanto esquecido.
Confirmou-se. Os amigos e os inimigos, os familiares, os colegas, os clientes do café que frequentamos, a vizinha do 3ºesquerdo e a do r/c frente, bem como o carteiro, a dona da padaria, o senhor do talho, o estafermo que nos ocupa sempre o lugar de estacionamento e todos os outros que nunca conseguiríamos enumerar estão certos. Nestes últimos dias do ano, todos fazemos planos e listas de boas intenções para o ano que se segue e que, se espera, será o “tal”, o de todas as concretizações. Até nos leva a prometer (cruzando os dedos) que iremos incluir o blogue nas nossas vidas.
E agora, com licença. Vou ali fazer umas malas para me preparar para a neve e volto em 2010.
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