quinta-feira, 30 de junho de 2011

pequeno contributo para uma definição de romantismo




"Há sempre um conflito entre o amor e a vida. Chama-se a isso romantismo, que é, no fim de contas, mais uma posição perante a vida do que diante da arte. Se se diz e se repete: «Sou um romântico incurável», está a admitir-se que se sofre de uma doença. Isto é, um estado crónico, uma espécie de gripe do espírito, e a única coisa que pode curar essa doença é outra doença incurável. O medo, por exemplo."

A Ninfa Inconstante, Guillermo Cabrera Infante


quarta-feira, 29 de junho de 2011

(muitos) dias assim...

Recentemente, o país ficou chocado com os casos de violência juvenil. Surpreendi-me com o facto de haver tanta gente que os desconhecia. Não raras vezes, muita gente fica horrorizada quando percebe que há pais negligentes que descuram os seus filhos. Perante a surpresa dos outros, eu penso "O quê?! Pensavam que todos os progenitores eram bons pais?!" Hoje, lê-se nos comentários dos jornais on-line a indignação dos comentadores perante a confissão da CPCJ (Comissão de Protecção de Crianças e Jovens em Risco) de que há famílias a "entregar" os filhos aos cuidados desta instituição por já não conseguirem "fazer nada". E eu, que passo parte dos dias a tentar "apagar fogos", a relatar as situações para as entidades competentes e a quem uma mãe já quis entregar um filho, começo a perceber a razão pela qual, muitas vezes, me sinto emocionalmente esgotada e fisicamente de rastos.


sexta-feira, 24 de junho de 2011

Informação a ter em conta na próxima vez que me esquecer do código do cartão multibanco

- tentar combinações idiotas apenas leva à capturação do cartão e a ter de esperar, pacientemente, pelo seu envio para o lar doce lar.

prioridades



- Ó "setora", não! Anule-me o exame, mas deixe-me ficar com o telemóvel!







quarta-feira, 22 de junho de 2011

Prometo*



* com os dedos cruzados





Estado actual: só falta crescer-me a tromba



"Entre falar e calar, um elefante preferirá sempre o silêncio, por isso é que lhe cresceu tanto a tromba que, além de transportar troncos de árvores e trabalhar de ascensor para o cornaca, tem a vantagem de representar um obstáculo sério para qualquer descontrolada loquacidade."
A Viagem do Elefante, José Saramago




segunda-feira, 20 de junho de 2011

de manhãzinha, antes de sair, sorrio sempre com ele








Público, 20/Junho/2011



Efeito imediato

Sempre que me deparo com a expressão "um must have da próxima [ou desta] estação" visualizo, instantânea e inconscientemente, isto:






sexta-feira, 17 de junho de 2011

Para mais tarde recordar (e emendar?)




Fiquei satisfeita com a nomeação do Nuno Crato para a pasta da Educação.
Gosto de pensar na escola como um local onde ensinar não é uma ideia absurda.



sábado, 11 de junho de 2011

101/1001



Nunca me ocorreu que pensar em 101 coisas para realizar em 1001 dias fosse tão complicado. Com muito esforço, já consegui 98. Está quase...


http://dayzeroproject.com/


ADENDA: Tarefa cumprida!

quinta-feira, 2 de junho de 2011

As mulheres que se maquilham ganham mais


"A conclusão é de um estudo feito nos Estados Unidos da América.

De acordo com o jornal "i", basta perder sete minutos por dia para tratar da sua imagem e pode conseguir um aumento de 30 por cento no seu ordenado. Esta é a grande conclusão de um estudo realizado nos EUA sobre a importância da maquilhagem no mercado de trabalho.

O estudo foi publicado na "America Economic Review", que diz que as mulheres que se maquilham, para além de terem melhores empregos e serem promovidas mais depressa, ganham em média mais 30 por cento do que as que não o fazem." DN - 02/06/2011


Tenho tantas teorias sobre este estudo... mas não tenho tempo, preciso de ir ali pôr um pouco de batom.



terça-feira, 24 de maio de 2011

Duma vez por todas

Entre magreza e beleza não há, necessariamente, uma relação de causa-efeito.

sábado, 14 de maio de 2011

O que o dinheiro não compra



Volta e meia deparo-me com pessoas que estão em pulgas para ir à praia desfilar com o biquíni da marca X; adoram correr com os ténis da marca Y; têm belas jantaradas nos restaurantes da moda, nos quais usam a roupa da marca Z e a mala da marca W; passam "n" fins-de-semana fantásticos em resorts de luxo e, quando viajam, têm como itinerário uma lista de compras. Eu, que também me permito alguns luxos, que gosto de restaurantes bons (e, por vezes, caros) e que sou uma snob que não gosta de campismo e prefere hotéis, pousadas e turismo rural, mas que sou igualmente feliz quando visto um vestidinho da feira, calço uns chinelos da loja chinesa, preparo um farnel caseiro e faço um piquenique em boa companhia, tenho pena desta gente cujos momentos de prazer estão directamente relacionados com o poder de compra.




sexta-feira, 29 de abril de 2011

considerações toponímicas (2)








Encontro, frequentemente, uma carrinha que faz publicidade a uma sex shop que se chama "Rapidinha". Quando a vejo coloca-se-me a seguinte questão logística: para uma rapidinha valerá a pena fazer o investimento?







quinta-feira, 28 de abril de 2011

Aperta os cordões à bolsa, Descalça!



STOMP

Estes tipos não se limitam a fazer barulho, eles sabem fazer barulho.
Além disso, ainda dançam, dramatizam e divertem.




terça-feira, 26 de abril de 2011

É muito fácil reconhecer-me



Sou aquela parva que desce as escadas do Metro a correr e quando ouve o sinal de aviso de fecho de portas e se encontra a um metro do mesmo, em vez de saltar lá para dentro, fica bloqueada, a ver passar os outros, a porta a fechar-se e o metro a partir. Provavelmente, esta fobia nem merece um nome ou a atenção dos psis, mas lá que me atrapalha, atrapalha.

(E sim, eu sei [ou julgo saber] que as portas têm sensores e que se abrem quando detectam a nossa presença, mas exactamente por ser um medo irracional é que o designei de fobia)








sábado, 23 de abril de 2011

Fico com os nervos em franja

... quando oiço pessoas adultas dizerem que não querem saber de política, que é um assunto chato e sobre o qual não se interessam minimamente.
Muito bem, é uma opção. Podem continuar a interessar-se apenas por futebol e revistas cor-de-rosa, mas é importante ter consciência de que, nesse caso, se perde toda a legitimidade para queixumes porque a vida está cara e o salário não permite ter o estilo de vida ostentado pelas Mimis e Tetés deste país.

Expressões populares – Chave d’Ouro (2)


Onde Judas perdeu as botas


Significado: Longe, distante, inacessível


Origem: Depois de trair Jesus e receber 30 dinheiros, Judas enforcou-se numa árvore. Estava descalço. Por isso, os soldados partiram à procura das botas de Judas, onde, provavelmente, estaria o dinheiro. Não sabemos se acharam ou não as botas e o dinheiro. Mas a expressão atravessou vinte séculos.


quarta-feira, 20 de abril de 2011

Azul



Vila Nova de Milfontes - Abril/2011

uma questão de prioridades



Eu e a minha irmã somos completamente diferentes. Temos gostos e preferências diferentes, objectivos de vida distintos, formas de ver o mundo que se opõem. No entanto, num aspecto somos idênticas: deixamos que a família ocupe um lugar de destaque na nossa vida. Por essa razão, além de lhe dedicarmos alguns fins-de-semana e algum do nosso tempo de férias, pelo menos uma vez por mês usamos a tarde de sábado para, juntamente com a nossa mãe, passear, ir às compras, lanchar... Falamos de futilidades e de assuntos importantes, partilhamos preocupações ou alegrias, desenvolvemos a capacidade de aceitar as nossas diferenças e, por vezes, também nos desentendemos e chego, por instantes, a arrepender-me dos 300 kms percorridos para usufruir daquele momento.
Às vezes, parece-me que somos bichos raros num mundo em que os jovens adultos parecem não ter família. Contudo, para mim, não faz sentido que façamos sacrifícios para conseguir conciliar a vida profissional com a vida social e amorosa e que a família – aqueles que desde que nascemos nos orientaram e, à sua maneira, nos deram apoio – seja esquecida como as roupas que deixámos de usar ou os brinquedos que guardámos no sótão, sendo ultrapassados por tudo e por todos, até mesmo pelos 500 amigos do Facebook.


sábado, 16 de abril de 2011

Expressões populares – Chave d’Ouro


Feito em cima do joelho


Significado: Trabalho com pouca qualidade, feito à pressa.

Origem: Os romanos empregavam escravos que faziam telhas ussando como molde a própria coxa. Conforme o tamanho da coxa de cada um, as telhas eram maiores ou mais pequenas. Nasceu assim a expressão para designar um trabalho que não prima pela regularidade.



café e sabedoria popular

Os pacotes de açucar Chave d’Ouro apresentam uma colecção de expressões populares que, logo de manhãzinha, me despertam muito mais do que o café, ou não fossem elas, juntamente com os provérbios e a toponímia, uma das minhas paixões.



quarta-feira, 6 de abril de 2011

estado de espírito

Na minha família, passou de geração em geração a mensagem de que não devemos viver acima das nossas possibilidades. Foi assim que me educaram. Parecerá uma educação saloia, mas a mim sempre me pareceu bastante coerente e inteligente. Talvez por isso me sinta tão triste, e até envergonhada, por constatar que o meu país se comportou durante anos e anos como um novo-rico vaidoso, esbanjador e inconsequente. A tristeza, por vezes, leva-me a ingerir calorias em quantidades gigantescas. Malditos esbanjadores que me fazem engordar!

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Toda a verdade sobre a saída de casa dos pais e sobre o mercado de arrendamento



Saímos de casa dos pais com 18 anos e, desde então, só lá voltamos alguns fins-de-semana ou passamos alguns dias de férias. Que fantásticas que nós somos! Orgulhamo-nos da nossa independência e até olhamos com algum desprezo para aqueles que não se atrevem a prescindir do conforto do lar parental – “Meninos da mamã,bah!”
Mas, na realidade, e ao contrário do que se vê nos filmes, nem sempre encontramos aquele apartamento relativamente bem localizado, com mobiliário de base apresentável e onde basta colocarmos aquele candeeiro que conseguimos a bom preço na Feira da Ladra (ou comprámos na IKEA) e os posters vintage que trouxemos de Paris para ficar com a nossa cara.
Muitas vezes (quase sempre?) a casa que se arrenda tem os móveis abandonados pelo casal de septuagenários que é proprietário do imóvel. Quantas vezes tive a companhia de simpáticos bichos da madeira que trabalhavam de dia e de noite e me embalavam ao ritmo da sua lida? Também não é raro hesitarmos em levar para o nosso “lar” alguns dos nossos livros mais estimados porque a sua destruição pela humidade é uma ameaça real e muito presente. E não falemos de conforto, ok? Não falemos...
E quanto às casas partilhadas? Bem... a nossa colega nem sempre é uma miúda gira e bem-disposta (como nós!) com quem organizamos sessões de cinema ou com quem fazemos animadas patuscadas. Às vezes, temos de lidar com o mau-humor, o mau feitio ou, simplesmente, com a amargura de quem não está satisfeito com o que tem e decide que os maus momentos (e apenas esses) devem ser contagiantes.
Também podemos ter como flatmate uma mãe de família cujos petizes passam a vida à pancada e agarrados à PlayStation, não permitindo um minuto de silêncio. Ou com uma aspirante a mulher fatal que nos leva a ter as esposas dos maridos assediados à porta, prontas a mostrar toda a sua indignação.
E por que razão não nos mudamos para uma casa melhor? Com melhores condições, em melhor companhia... Porque nem sempre o orçamento o permite e porque nem sempre há oferta. Exactamente. As situações mais graves são aquelas em que, de facto, não há outras opções, pois, ao contrário do que muita gente pensa, nem todos os jovens com pretensões de independência vivem em Lisboa (pasme-se!). Tal como nem todos os empregos se conseguem em grandes cidades. E, por vezes, conseguir uma das três ou quatro casas existentes para arrendamento é uma grande sorte.
Olhando para trás, no conforto do meu sofá (escolhido por mim), na minha sala(que ainda estou a decorar), muitas das situações que, no momento, foram difíceis e me deixaram com os cabelos em pé me parecem, agora, divertidas e tenho a certeza de que me serviram para aprendizagem.
No entanto, pergunto-me: teremos assim tanta razão quando condenamos aqueles que optam por se demorar na casa dos pais enquanto aguardam por dias melhores?




Somewhere

Algures... Algures gostava que tivesse havido alguma coisa neste filme que tivesse a capacidade de me prender e de não me levar a contar os minutos que faltavam para terminar.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Missão cumprida


E no ano da graça de dois mil e onze, pelas vinte e três horas e quatro minutos do dia vinte e sete de Fevereiro, Descalça concretiza o objectivo de ver os dez filmes nomeados na categoria de melhor filme antes da cerimónia de entrega dos Óscares.
Para objectivo não é grande coisa? Pois.. talvez não, mas nem todos os objectivos têm de ser grandiosos.

Preferências, em jeito de SMS (sem qualquer autoridade cinematográfica e sem um pingo de imparcialidade)


FILME:
’127 Horas’
‘The Fighter – Último Round’
‘O Discurso do Rei’

REALIZADOR:
Darren Aronofsky - ‘Cisne Negro’

ACTOR PRINCIPAL:
Colin Firth - ‘O Discurso do Rei’
James Franco - ’127 Horas’

ACTRIZ PRINCIPAL:
Natalie Portman - ‘Cisne Negro’
Jennifer Lawrence - ‘Winter’s Bone’

ACTOR SECUNDÁRIO:
Christian Bale - ‘The Fighter – Último Round’

ACTRIZ SECUNDÁRIA:
Helena Bonham Carter - ‘O Discurso do Rei’
Melissa Leo - ‘The Fighter – Último Round’

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

É imperativo



Abandonar a esplanada e fazer-me à pista para peões.


quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Cru. Tão cru que até dói.

Como eu gosto.

Desaconselhado a românticos patológicos e outros utópicos que acreditam em príncipes e princesas encantados. (a menos que pretendam iniciar uma cura, claro.)

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

A minha nova parceira de trabalho é uma vaca

e chama-se Carlota Joana.

Espero que não faça como a sua antecessora, que desapareceu, sem deixar rasto, levando-me uma grande quantidade de documentos importantes.
Foto da Carlota Joana

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

A galinha da vizinha não é sempre melhor do que a minha

Hoje, junto do metro, fui abordada por uma senhora que me perguntou se eu queria uma empregada doméstica. Depois de declinar a oferta (mantendo-me a única mulher portuguesa com um vencimento acima do ordenado mínimo que não tem empregada) olhei-me de alto a baixo para ver se se notaria muito que mais umas mãozinhas lá em casa me dariam muito jeito: a roupa estava limpa e engomada, as botas devidamente engraxadas; o meu brushing estava perfeito e eu ligeiramente maquilhada (estes dois últimos aspectos não se verificam diariamente). Estranhamente, hoje nem tinha olheiras ou um ar cansado. Deduzo, por isso, que a oferta não foi uma tentativa de me ajudar por estar com um ar estafado e desmazelado, mas sim uma procura activa de alguém que precisa de pagar as contas. No que me diz respeito, senti-me aliviada e, amanhã às 6h50, lembrar-me-ei de não refilar quando tiver de me levantar para enfrentar mais uma jornada.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

50% - 50%

(Melhor filme)

E a dez dias da cerimónia da entrega dos óscares, em termos de
visionamento, estou assim:



- Cisne Negro
- Os Miúdos Estão Bem
- O Discurso do Rei
- A Rede Social
- Toy Story 3





- Indomável

- Winter’s Bone - Despojos de Inverno
- 127 Horas
- The Fighter - Último Round
- A Origem

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

A todos aqueles que hoje tentaram converter-me à sua causa


Não tenho nada contra os que defendem que a comemoração do dia de S. Valentim é um apelo ao consumismo e/ou um comportamento de saloios.
Não tenho nada contra os que dizem que este dia deve ser vivido com paixão, muitos corações, rosas vermelhas e declarações mais ou menos lamechas.
Não tenho nada contra os que aceitam a comemoração, mas só se for feita com muita criatividade (seja lá isso o que for) e glamour.
Não sei se há outro grupo, mas se houver também não tenho nada contra eles. Afinal, se é o dia dos namorados, a comemoração ou a ausência dela diz respeito ao casal e não ao povinho todo.
Mas, por favor, não aproveitem esta minha tolerância (ou falta de posição, pode ser) para me tentarem vender os vossos argumentos e conseguirem mais uma seguidora da vossa causa. Eu acredito piamente que não é necessário ter uma opinião formada sobre tudo e sobre todos. E este é mesmo um daqueles assuntos que não me aquece nem me arrefece, tal como este é um dia que vou comemorando, ou não, de acordo com a disponibilidade, vontade... e outras .... "ades"...

domingo, 13 de fevereiro de 2011

O senhor Henri

Do Gonçalo M. Tavares conheço muito pouco, mas ao ler O Senhor Henri, que me está a divertir imenso, não consigo deixar de imaginar qualquer professora de Língua Portuguesa, de caneta em riste, a anotar "Texto muito repetitivo. É necessário fazer algumas substituições. Excesso de parágrafos... e patati patata..."
1ª conclusão: tudo tem o seu tempo;
2ª conclusão: o estilo não é para todos;
3ª conclusão (e, para mim, a mais importante): encontrar o equilíbrio entre a transmissão de normas e a liberdade criativa é fundamental.



"O senhor Henri disse: a estatística foi inventada em Londres em 1662.
... antes também existiam acasos e repetições, mas ninguém os via.
O senhor Henri coçou depois a barriga com o dedo indicador da mão direita.
O senhor Henri tinha umas calças pretas que não chegavam aos sapatos.
O senhor Henri tinha uns sapatos castanhos antigos. E estes, vindos de baixo, também não chegavam às calças.
Uma admirável coincidência – disse o senhor Henri, ao mesmo tempo que recordava a importância da estatística inventada em Londres em 1662."
O Senhor Henri, Gonçalo M. Tavares

sábado, 5 de fevereiro de 2011

considerações toponímicas

Francamente, não consigo ter motivação para ir a um restaurante que se auto-intitula Plano B.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Aprendizagem empírica


Durante anos, encheram-me a cabeça com pedagogias e psicologias que garantiam que todas as ordens e proibições deviam ser justificadas às crianças e adolescentes.
Muito crédula e obediente, iniciei a minha actividade profissional com o intuito de cumprir na íntegra essas directrizes. Cedo reparei que em muitas situações essas justificações geravam contestação, argumentação (mais ou menos duvidosa e/ou elaborada) e muita perda de tempo.
Com o tempo, decidi justificar apenas aquilo que entendo dever ser justificado e responder simplesmente “Porque eu estou a dizer” quando entendo ser suficiente.
Resultado: menos contestação e menos perda de tempo.
Moral: o bom senso sobrepõe-se a todas as teorias.

domingo, 23 de janeiro de 2011

lavagem de dinheiro


Este fim-de-semana dediquei-me à lavagem de dinheiro. Literalmente.

nem tudo o que parece é (2)

Desde muito cedo, percebi que sou uma pessoa preguiçosa e desorganizada. Sempre que me caracterizei dessa forma junto de colegas de escola ou de trabalho ouvi vozes de discordância: “Nem pensar. Tens tudo tão organizado. Cumpres todos os prazos. Trabalhas imenso.” E fico feliz; é bom saber que consigo disfarçar. O que a maior parte das pessoas não sabe é que eu faço um trabalho rigoroso, intenso e permanente de autopoliciamento. Faço listas mentais e/ou escritas de tarefas, estipulo prazos, defino prioridades, organizo pastas e dossiers e avalio constantemente o cumprimento daquilo a que me propus. Não me dou tréguas. Mas, naturalmente, este esforço diário cansa-me e, de tempos a tempos, o polícia que vive dentro de mim adormece um pouco e entro num sistema de serviços mínimos, em que só aquilo que é prioritário é feito. É o caos. As pastas desorganizam-se, as tarefas secundárias acumulam-se; eu entro, rapidamente, em parafuso e o sinal de alerta dispara. Acto contínuo, estipulo uma agenda muito mais rígida para os dias que se seguem de forma a compensar os dias (por vezes, apenas algumas horas) de liberdade.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

o clique

Não é raro passar muito tempo sem telefonar aos amigos que não encontro com frequência. Quando me justifico com a falta de tempo, custa-me a acreditar e oiço-me dizer "pois, pois... desculpa esfarrapada. Arranjamos sempre tempo para fazer aquilo que queremos e, afinal, um telefonemazinho faz-se (quase) em qualquer lugar". E fico envergonhada. Penso que sou a pior amiga do mundo, uma egoísta sem tempo para os outros e patati patata. No entanto, sei que isso não é verdade, mas perante a dificuldade em me perceber desisto de pensar no assunto.


Hoje deu-se o clique e consegui entender. Não deixo de telefonar por falta de tempo, mas por falta de tempo de qualidade. Sou incapaz de telefonar a um amigo que não vejo há dois meses enquanto faço as compras de supermercado ou quando viajo nos transportes públicos, enquanto espero que me atendam no restaurante ou quando disponho apenas de cinco minutos para conversar. Quando telefono a alguém com quem não me encontro frequentemente faço-o com a intenção de falar e de ouvir, de contar e saber as novidades e, também, trocar ideias. Faço-o com o objectivo de lhe dedicar algum do meu tempo. Em regime de exclusividade.


Além disso, também não gosto de me sentir um operário na linha de montagem e, por isso, não faço dois ou três telefonemas seguidos. Dou-me tempo para absorver o que partilhado.


Nesta situação, como em muitas outras, prefiro a qualidade à quantidade.



quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

E sobre o tema do momento


só tenho a acrescentar este esclarecimento linguístico:

Os termos presente e prenda usam-se indistintamente com o significado de oferta, mas há, efectivamente, uma certa diferença entre eles. Com a palavra presente queremos dizer que a nossa oferta é símbolo da nossa presença. Por meio da oferta dizemos que estamos presentes. E a verdade é que, quando nos ausentamos, o objecto que oferecemos faz com que sejamos lembrados, faz perdurar a nossa presença junto de quem o recebeu. Presente é um substantivo formado do adjectivo presente (do latim ‘praesente-‘). Com a palavra prenda queremos dizer que entregamos à pessoa algo que faz com que ela fique de algum modo mais enriquecida, possuidora de algo com valor (não forçosamente material) e ainda que nos sentimos penhorados, que aquilo que oferecemos é uma garantia do nosso carinho, da nossa amizade, ou mesmo do nosso agradecimento, ou que é uma recompensa, um prémio. Esta palavra provém do latim ‘pignora-’ (= refém)

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Adenda ao post de dia 19

Onde se lê "estes motivos natalícios..." deve ler-se "estes motivos alusivos ao Ano Novo..."

PS: É a isto que se chama "reutilizar" :)


quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Natal é...


... o momento de fazer as malas e ocupar, por uns dias, o sofá da mamã.



terça-feira, 21 de dezembro de 2010

(des)temperamentos

Não me venham com aquela conversa de "Fulano ou sicrano tem um temperamento difícil (eufemismo para é uma besta intratável), mas desculpamo-lo porque é muito bom profissional". Desde quando é que o profissionalismo e a arrogância têm de vir no mesmo pacote?
Não espero que toda a gente seja um doce, nem sequer aprecio excessos de simpatia, peço apenas que todas as pessoas tratem os outros como pessoas que lhes merecem respeito, sem parecer que lhes estão a fazer um grande favor por lhes dirigirem a palavra, e que falem em vez de lançarem farpas sem sentido em todas as direcções. Simples, parece-me.
Sim, fulano ou sicrano, apesar de ser insuportável, pode até ser um bom profissional, mas seria, certamente, bem melhor se estivesse mais disponível para os outros e para partilhar saberes e experiências. Os repelentes devem ser usados com moderação.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Estes motivos natalícios que pairam pelo blogue





servem apenas para provar que, por vezes, sou muito dada à piroseira (ou direi antes ao
kitsch?)






sábado, 18 de dezembro de 2010

Há séries e séries

e esta vale mesmo a pena.


sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

jantar com quem?

Nos últimos dias (e adivinho que nos próximos também), de forma mais ou mais secreta, toda a gente se queixa dos jantares de Natal organizados pela empresa ou local onde trabalha: são uma treta, atura-se o chefe e os imbecis dos colegas, as conversas e o divertimento são artificiais, trocam-se prendas compradas nas lojas dos chineses, é preciso fingir que se achou piada à piroseira oferecida pelo amigo secreto e mais umas quantas coisas que agora não me estão a ocorrer.
Mas quem vai a esses jantares? Os colegas. Os mesmos com quem se trabalha diariamente. Ou seja, previamente, já se deverá saber se se tem vontade, ou não, de passar uma parte do tempo livre com aquelas pessoas.
Penso que será fácil deduzir que quem acha esses jantares horríveis é porque não quer passar mais tempo com os colegas. Então, vai ao jantar porquê? Não deverá pensar se vale a pena?

Para ajudar a tomar a decisão mais acertada, basta responder a estas perguntas:

1. Gosta de passar tempo com os seus colegas?

Sim Então, vá ao jantar sem preconceitos e divirta-se.
Não Responda à questão nº. 2.

2. Nas funções a desempenhar consta a participação em encontros sociais com os colegas em horário pós-laboral?

Sim - Então, vá. Ossos do ofício.
Não – Responda à questão nº. 3.

3. Quer dar graxar ao chefe para ter uma melhor avaliação e/ou mais oportunidades de progressão?

Sim - Então, vá. Vida de engraxador é difícil.
Não – Não pense mais nessa treta de jantar. Use o tempo livre para fazer aquilo que lhe dá na real gana.

Educação (?!)

A mãe de um miúdo de doze anos confidenciou-me que, não tendo possibilidade económica de comprar umas botas Timberland, comprou uma imitação na feira, pediu a uma vizinha que trabalha num centro comercial que lhe trouxesse um saco da marca e surpreendeu o filho oferecendo-lhe as botas que ele queria. Perguntei-lhe se não teria sido preferível explicar-lhe que o orçamento familiar não permite que se comprem botas de 120 euros, havendo outras mais baratas que também são boas e bonitas. Disse-me que não, nem pensar. Não quer que o miúdo saiba que têm dificuldades económicas; quando crescer vai ter muito tempo para saber que a vida é dura. Ok... Se calhar a minha insensibilidade e incapacidade para perceber estes princípios educativos deve-se ao facto de não ter filhos.
Neste momento, o miúdo anda feliz da vida e, constantemente, goza com os colegas que, coitados, são pobres e não têm botas de marca.
Ah! É verdade: já colocou uma fotografia das ditas no Facebook.

falando do tempo...



A minha relação com a meteorologia é... inexistente. Exceptuando os dias em que fico encharcada até ao tutano e tenho de passar assim o dia, estou-me absolutamente nas tintas para as condições atmosféricas e, na maior parte das vezes, quando a minha mãe (que consegue passar dez ou quinze minutos a descrever-me a forma e tonalidade das nuvens, a temperatura, a força do vento, a quantidade de água que caiu ao longo do dia) me pergunta ao telefone “então, como esteve o dia por aí?” eu nem sei responder e digo o que me ocorrer no momento.
Não, não trabalho em casa, não me desloco diariamente de carro, não tenho ar condicionado em casa nem no emprego. Trabalho a uma distância de cerca de 35 a 40 minutos, que faço usando transportes públicos e a pé, e quando consigo trabalhar numa sala que tenha todas as janelas em condições e portas que fechem já é uma sorte. Apenas não tenho qualquer obsessão pelo clima. É simples.



terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Piropos



“- Tem lume?
- Não. Não fumo...
- Eu também não. Antes assim. Ia começar a fumar por sua causa...”


José Eduardo Agualusa, As Mulheres do Meu Pai






domingo, 12 de dezembro de 2010

Ai... estes fins-de-semana cheios de glamour...

Roy Lichtenstein - Washing Machine

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Não consegui manter-me imune à loucura das compras


... mas uma viagem para Bruxelas (exactamente no fim de Janeiro, quando eu pretendia passar um fim-de-semana fora) a 3 euros pareceu-me irrecusável!




a inveja tem sexo



Numa conversa ocasional, com homens, afirmo que o Ferrari não me seduz de todo e que não é um carro que eu ambicione conduzir. Eles lamentam a minha falta de gosto e a conversa continua a fluir alegremente.
Numa outra conversa entre mulheres, confesso que não gosto da carteira Chanel 2.55, acho-a feia e sem graça. Olhares de horror recaem sobre mim, a conversa termina abruptamente e pouco depois, quando me afasto, alguém sussurra que tenho é inveja.

domingo, 5 de dezembro de 2010

as pessoas sensíveis do século XXI



as pessoas sensíveis do século XXI…
… interpretam sentimentos escondidos em textos rebuscados, mas não entendem as palavras que lhes são ditas directamente...
… comovem-se com os heróis dos romances e dos filmes que vêem no cinema ou com as personagens de blogues ou “facebookianas”, mas ignoram as pessoas com quem partilham os dias e a vida…
… adoram animais perdoando-lhes todos os caprichos, mas gritam às pessoas de quem dizem gostar quando são contrariadas...
… comovem-se com as campanhas de solidariedade nacional e internacional e participam em cadeias de generosidade, mas negligenciam as pessoas necessitadas do seu bairro…
… partilham todos os momentos com os amigos virtuais, mas não têm tempo para conviver com os amigos e familiares.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Dicas de poupança


Quando penso em fazer compras que não são essenciais, converto o preço em dias de trabalho.

Comigo resulta lindamente!







constatações (6)



Dizem-me muitas vezes “segunda-feira à tarde livre? Sortuda! É óptimo para ir ao cinema ou mesmo às compras!” Sim, sim... Sentei-me a trabalhar às 14:30, parei cerca de meia-hora para fazer um lanchinho e só agora reparei que é hora de jantar. E esta segunda não foi excepção. Excepção foi aquela em que resolvi ir ao cinema e desperdicei hora e meia a ver “orar, amar, rezar”

domingo, 28 de novembro de 2010

Com esta é que eu não contava...

Este fim-de-semana, tornei-me uma wiimaníaca.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Greve Geral

Para os que não puderam deixar os filhos na escola, para os que tiveram de adiar uma consulta marcada , para os que tiveram de sair de casa duas horas mais cedo porque não puderam usar os transportes públicos, para os que não puderam resolver assuntos burocráticos na loja do cidadão...
- têm a certeza de que a vossa revolta está bem direccionada?
Folheando os jornais, é fácil encontrar alguns exemplos que poderão ajudar a encontrar a resposta...

“Os salários dos administradores da Fundação Cidade de Guimarães (FCG) vão sofrer um corte de 30 por cento no início do próximo ano (...) o vencimento da presidente da FCG, Cristina Azevedo, passa de 14.300 para dez mil euros (...)os restantes 17 membros passam a receber 210 euros por reunião, em lugar dos actuais 300.” Público, 19/11/2010

“Três milhões de euros por dia. Foi este o lucro líquido registado pelos três maiores bancos privados portugueses no primeiro semestre do ano(...). No total, BCP, BES e BPI arrecadaram, nos primeiros seis meses, 544,9 milhões de euros, mais 62,2 milhões do que no mesmo período de 2009. Em contrapartida, os impostos pagos corresponderam a um terço do valor pago no primeiro semestre de 2009: 33,8 milhões de euros contra 108,6 milhões há um ano. Ou seja, pouco mais de 6% dos lucros registados.” Diário de Notícias, 29/07/2010

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Cenas de todos os dias…

...num metro perto de si.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Dos prazos de validade

Há cerca de três ou quatro anos decidi abolir da minha vida as amizades com prazo de validade limitado. Decidi fazê-lo usando o método mais simples e menos falível: fechando a porta ao desenvolvimento de afectos que sei que, por razões contextuais, terão apenas uns meses de duração.
Como em todas as decisões, há a possibilidade de errar e de haver arrependimentos, e assim tem sido. Aliás, este processo é cíclico: em Setembro decido e em Julho arrependo-me da decisão anterior e substituo-a pela decisão de não insistir no mesmo erro.
Há na minha atitude um enorme egoísmo, uma preservação idiota e, talvez, injustificável. Creio que terei receio de dar mais de mim do que aquilo que recebo em troca, o que confirma, como sempre suspeitei, que o adjectivo “altruísta” não se me aplica de todo.
Sei que perco bastante quando uso este escudo. Perco muitas coisas que seriam muito positivas, mas perco também, e que não é de somenos importância, a possibilidade de me desiludir uma e outra vez até encarar as desilusões como parte integrante da vida e não como um bicho papão do qual nos devemos proteger.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

15 de Novembro - Dia Nacional da Língua Gestual Portuguesa




Muito raramente um anúncio publicitário transmite uma mensagem tão bonita.

domingo, 14 de novembro de 2010

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

ah!... estas verdades...





A dificuldade das palavras simples


Para explicar o significado de “confortável” a uma criança para quem o português não é a língua materna, recorri a uns vinte exemplos muito diversificados, utilizando roupa, sapatos, viagens em vários meios de transporte, etc., etc., etc....
Uma semana mais tarde, quis provar-me que ainda sabia e deu-me a seguinte explicação: “No autocarro, uma pessoa gorda senta-se, não é confortável”. Pedi um esclarecimento. Resposta: “É aquilo do sapato.”
Nova explicação, novos exemplos. Na próxima semana saberei se consigo melhores resultados.


segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Dos maus exemplos



Num dos jornais do fim-de-semana li que o número de famílias que recorrem às instituições de apoio e de distribuição alimentar está a aumentar. Eu leio e lamento, mas não consigo ignorar uma realidade que eu conheço. Perto da casa da minha mãe, numa vila do interior, situa-se um centro social que, com uma certa regularidade, entrega um cabaz de alimentos aos carenciados. Não é raro ver os “pobres” a deitarem fora o arroz, o esparguete ou outros alimentos porque não são da marca que gostam.
Quero acreditar que isto não reflecte a atitude da maioria daqueles que pedem ajuda, mas desde o momento em que eu própria presenciei uma destas selecções nunca mais contribuí para o banco alimentar ou outro peditório desse género. Estarei a ser injusta? Talvez, mas não mais do que aqueles que deitam fora a ajuda que lhes é dada, muitas vezes, com sacrifício.

sábado, 6 de novembro de 2010

Descalça, sei o que fizeste no Inverno passado



Comeste como se não houvesse amanhã e, agora, em quase todas as roupas do último Inverno cabem duas Descalças.




sexta-feira, 5 de novembro de 2010

pontos de vista



Ouvir ou ler notícias sobre a crise em todos os órgãos de comunicação, para mim, não é chato, é preocupante.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

lição da semana


Nunca devemos fazer mais do que a nossa obrigação. Mesmo que pensemos que vale a pena prescindir de parte da nossa vida pessoal em prol de terceiros, devemos fazer apenas aquilo que temos mesmo de fazer, sem desvios, sem prolongamentos, sem pretensões de melhorias.
É triste, mas não podemos desprezar aquilo que aprendemos.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

E passar a ferro, senhores, haverá tarefa mais imbecil?





Desde já, a minha palavra de admiração e apreço por todas as engomadeiras, mas, aqui entre nós, é horrível , não é?
Conheço quem garanta que passar a ferro é relaxante, que se consegue abstrair e fazer planos para os dias de trabalho ou para os momentos de lazer e até ter ideias geniais que se revelam de grande utilidade. Eu só consigo ter ideias homicidas. Nos momentos em que me encontro de ferro na mão qualquer terrorista ou maquiavélico sanguinário e psicopata é um anjo, se comparado comigo.
Deixo alguma da roupa numa engomadoria, mas a que me sobra é suficiente para me estragar algumas horas, que, aliás, distribuo com muita parcimónia pelos vários dias da semana, de forma a evitar um atentado no meu prédio.
Mas a dúvida persiste: as pessoas que dizem gostar de engomar estarão a falar a sério ou tratar-se-á de uma piada irónica ou brincadeirinha para enganar parolos?


sábado, 9 de outubro de 2010

critérios



Quando paguei o meu guarda-chuva, a senhora da caixa disse-me que pensava que iria ter dificuldades em vendê-lo, pois já várias pessoas lhe tinham dito que não combina com o Inverno: é muito colorido e alegre. Exactamente. E não encontro razão que melhor justifique a minha compra.


quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Me gusta



Ao contrário dos últimos anos, desta vez não preciso ir procurar informação sobre o vencedor do prémio Nobel da Literatura, sentindo-me absolutamente ignorante.
Ufff! Que alívio.


Mario Vargas Llosa - Prémio Nobel da Literatura 2010

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

mudam-se os tempos, mantêm-se as vontades...

Todas as tardes, enquanto eu vou caminhar, ele prepara o jantar. Para nós isto é normal. Tão natural como eu ficar a arrumar a casa enquanto ele vai a uma prova de BTT, ou eu ir deitar-me a ler um livro enquanto ele lava a loiça, ou eu aspirar a casa enquanto ele descansa um pouco no sofá. Mas parece que, aos olhos dos outros, só é aceitável que seja eu a dedicar-me à lida doméstica e ele ao descanso ou ao lazer. Parece que eu devia dizer “ele faz-me o jantar”, “ele lava-me a loiça” e ficar eternamente grata por ter ao meu lado alguém que entende que as tarefas não se devem dividir por sexo, mas por preferências, por estados de espírito, por disposição e capacidade.
Entender a divisão de tarefas como algo natural, óbvio e obrigatório ainda é pecado no século XXI. E, dizem, sou muito mal agradecida e estou muito mimada; se eu soubesse o que há por aí...

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

constatações (5)




Ir caminhar enquanto escuto o podcast do Governo Sombra (pois... que levantar às seis e meia, trabalhar o dia todo e ainda conseguir correr uma hora seria demasiado para mim. Desde que as férias terminaram, uma caminhada de uma hora ao fim do dia já é um grande feito e uma viragem na minha vida)... mas dizia eu que ir caminhar enquanto escuto o podcast do Governo Sombra não é uma ideia muito brilhante, pois andar sozinha a sorrir ou mesmo a rir às gargalhadas é capaz de deixar os outros “atletas” um pouco desconfiados. E tendo em conta que me cruzo, diariamente, com as mesmas pessoas, é melhor tentar manter uma imagem de pessoa razoavelmente equilibrada.

da idolatria

Eu percebo que as pessoas façam alguns sacrifícios para ir ver os U2, ou outra banda ou cantor. Neste caso, é um concerto ao qual eu gostaria de assistir. Mas ir acampar com horas e horas de antecedência para ser o primeiro a entrar no estádio?!? Há aí qualquer coisa que eu não consigo atingir. Deve ser problema apenas meu.