terça-feira, 6 de setembro de 2011
Religião e futebol: descubra as diferenças
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Não é bem assim, Sr. Ministro
Numa entrevista à revista Única, Nuno Crato afirmou
“Vejo os rankings como uma ajuda a ler os dados disponibilizados. É muito importante que os pais percebam que há escolas a funcionar muito melhor do que outras. E isso é um incentivo a todas para que melhorem.”
É preciso recordar que os rankings são elaborados com base nas classificações obtidas nos Exames Nacionais. Para os rankings pouco importa se a escola se situa na Lapa ou na Damaia, se os alunos que a frequentam têm explicadores ou familiares que os ajudam ou se, pelo contrário, são os únicos da família que sabem ler e escrever. Não importa se os pais acompanham os resultados escolares e servem de inspiração para os seus filhos, motivando-os a terem aspirações mais elevadas, ou se nem sequer sabem em que ano de escolaridade estão matriculados (ou o filho nem sabe por andam os pais). Há crianças que após as aulas têm apoio para a realização das tarefas escolares e outras, porém, que têm de ajudar os pais a cavar batatas ou tratar do gado. Alguns meninos regressam do fim-de-semana com aprendizagens realizadas em passeios ou viagens e outros perguntam-nos se vimos na tvi a rusga que houve lá no bairro e em que levaram o irmão mais velho. Não estou a exagerar em nenhuma das situações e conheço exemplos de todas.
Claro que há crianças oriundas de meios sociais muito favorecidos que são alunos medíocres e crianças que crescem num contexto social problemático e são alunos brilhantes, mas falo de maiorias. Das maiorias que, em certas zonas, frequentam determinada escola.
Não quero desresponsabilizar a escola. Em condições adversas há escolas que fazem um trabalho magnífico e outras que, em situações menos difíceis, funcionam mal e não se empenham num projecto colectivo de melhoria. Naturalmente, em ambos os casos deve haver uma análise e a consequente definição de medidas a manter e/ou a implementar. Não me digam é que os rankings servem para os pais saberem quais as escolas que funcionam bem ou mal, porque isso não é, de todo, verdade.
Imagem usada por Miguel Santos Guerra num seminário sobre este tema.
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Sacudir a água do capote
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
As férias toldaram-me as memórias
Ou isso, ou quem cresce numa vilazinha do interior, por muitos banhos de cidade que leve, continua a ter dificuldades em fazer uma adaptação rápida à hostilidade urbana.
Só para dizer que não me lembrava que 90% do meus colegas não responde a um cumprimento.
Observação: não foram considerados para esta estatística sons semelhantes a grunhidos, nem as respostas obtidas após uma abordagem muito, mesmo muito, directa.
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Bronze e racismo
Quando uma pessoa que afirma não apreciar peles muito bronzeadas é apelidada de racista, suponho que se estejam a referir ao mesmo tipo de racismo que caracteriza um algarvio que não gosta do Minho ou um homem que diz que as mulheres são aselhas ao volante.
Pois... exactamente... esse tipo de racismo.
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
classificação culinária
- grau de dificuldade = fácil
- tempo de preparação = rápido
em defesa da verdade, pelo menos acrescentem:
- grau de probabilidade de acertar na consistência = reduzido
- tempo de arrumação da cozinha = demorado
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Respostas (pouco diplomáticas) a perguntas idiotas
- Gostava de fazer uma surpresa ao meu namorado para assinalar o nosso aniversário, mas não sei o que hei-de fazer. O que me sugeres?
- Minha querida, o namorado é teu e o aniversário é vosso. Se tu não sabes como surpreender o teu namorado numa ocasião especial para vocês, se calhar é boa ideia dar-lhe a conhecer, desde já, o défice imaginativo de que padece a namorada.
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Trago-te debaixo de olho...
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Depois de os meus ouvidos terem sido sujeitos a 40 minutos de tortura...
Senhores músicos (ou aspirantes a tal), por favor, façam as experiências que entenderem em casa ou numa garagem bem longe de mim e convidem-me para assistir apenas quando for possível ouvir música a partir dos vossos instrumentos.
Sim, sou uma insensível e ignorante musical, mas, para mim, os conceitos de ritmo e harmonia ainda são importantes.
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Eu nunca, mas mesmo nunca, poderia ser fotógrafa e trabalhar no ramo turístico
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Dando relevância ao secundário
Chateiam-me os alunos que têm uma excessiva preocupação com a avaliação. Não se interessam pela aprendizagem, não se entusiasmam com o conhecimento, não vibram com as descobertas, não se sentem desafiados para dar o seu melhor num trabalho pelo simples prazer de fazer e de criar. Não, nada disso. Questionam ininterruptamente “Isso sai no teste?”; “Quanto é que isso conta na avaliação?”
Pior do que esses alunos, só mesmo os professores que não falam de outra coisa que não seja a Avaliação de Desempenho Docente, conhecem cada proposta até aos mais ínfimos detalhes e parecem mesmo decididos a nortear as suas práticas, e até a própria vida, a pensar na nota. Irra! Valerá mesmo a pena sacrificar o prazer de ensinar e de aprender que se sente ao longo do ano por um numerozito que aparece no fim?
sexta-feira, 22 de julho de 2011
quinta-feira, 21 de julho de 2011
A língua portuguesa e a ressurreição
terça-feira, 19 de julho de 2011
Raramente me dá para a lamechice, mas hoje apetece-me partilhar uma descoberta que pode revolucionar o mundo dos candidatos a um grande amor
Gasta-se o latim e queima-se o tempo em extensas listagens de características indispensáveis ou a evitar e, no fundo, o que faz a diferença e o que realmente importa é termos ao nosso lado alguém que, só por existir e ser como é, faz de nós uma pessoa melhor.
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Dúvida linguística ou síndrome "estes dias pré-férias dão cabo de mim!"
Não sei se hei de utilizar o blogue como cobaia para exercício prático do novo acordo ortográfico (que terei de utilizar já a partir de setembro) ou se, pelo contrário, deverei protegê-lo dessa praga e continuar a escrever "à moda antiga" ad eternum (leia-se enquanto dure).
(conforme novo acordo ortográfico)
domingo, 17 de julho de 2011
Podemos chamar-lhe resiliência
Algumas pessoas têm a sorte de crescer com adultos que lhes transmitem que os erros fazem parte do crescimento, que não conseguimos evitar todas as quedas (e que elas contribuem para nos fortalecer) e que mesmo quando tudo corre mal é importante levantar a cabeça, olhar em frente, procurar um novo caminho e sorrir. E eu sinto tanta inveja!
A mim ensinaram-me (ou tentaram ensinar-me) que não se pode errar, que cair é uma vergonha e que sorrir quando tudo corre mal é sinal de falta de responsabilidade e de maturidade.
Até ao fim do secundário foi-me incutida a obrigação de ter sempre a melhor nota e não me recordo de me terem perguntado se me sentia feliz. Perante os meus desejos de aprender ou realizar actividades extra-escolares as reacções oscilavam entre “Isso vai servir-te para quê?” e “Não vais ser capaz.”
Com persistência (sim, que eu não sou teimosa!)segui o caminho que decidi ser o melhor para mim e o que me fazia mais feliz, mesmo que para isso tenha sido olhada de soslaio muitas vezes e tenha ouvido muitas palavras de desencorajamento e de desconfiança.
Sozinha, aprendi (e continuo a aprender) que não há percursos sem obstáculos, que recomeçar é sempre uma opção e que a vida, quando encarada com optimismo, pode ser muito melhor.
Agora, sinto-me em condições para afirmar que, se aquilo que somos é em grande parte o reflexo da educação que tivemos, a verdade é que os valores e as prioridades que nos foram incutidos não nos condicionam de forma definitiva e aquilo que temos dentro de nós pode sempre vir à tona, basta darmo-nos essa oportunidade.
A mim ensinaram-me (ou tentaram ensinar-me) que não se pode errar, que cair é uma vergonha e que sorrir quando tudo corre mal é sinal de falta de responsabilidade e de maturidade.
Até ao fim do secundário foi-me incutida a obrigação de ter sempre a melhor nota e não me recordo de me terem perguntado se me sentia feliz. Perante os meus desejos de aprender ou realizar actividades extra-escolares as reacções oscilavam entre “Isso vai servir-te para quê?” e “Não vais ser capaz.”
Com persistência (sim, que eu não sou teimosa!)segui o caminho que decidi ser o melhor para mim e o que me fazia mais feliz, mesmo que para isso tenha sido olhada de soslaio muitas vezes e tenha ouvido muitas palavras de desencorajamento e de desconfiança.
Sozinha, aprendi (e continuo a aprender) que não há percursos sem obstáculos, que recomeçar é sempre uma opção e que a vida, quando encarada com optimismo, pode ser muito melhor.
Agora, sinto-me em condições para afirmar que, se aquilo que somos é em grande parte o reflexo da educação que tivemos, a verdade é que os valores e as prioridades que nos foram incutidos não nos condicionam de forma definitiva e aquilo que temos dentro de nós pode sempre vir à tona, basta darmo-nos essa oportunidade.
quinta-feira, 7 de julho de 2011
pequeno contributo para a diminuição da rotulagem infantil
Nem todas as crianças desinquietas são hiperactivas; nem todas as pessoas que dão muitos erros ortográficos são disléxicas.
segunda-feira, 4 de julho de 2011
sobre os comentários, ou a ausência deles
devo confessar que, no fundo no fundo, eu nem sempre sou uma pessoa muito democrática.
sexta-feira, 1 de julho de 2011
A economia ao serviço dos pirómanos
Como é natural, ninguém achou piada ao facto de, no próximo Natal, ver o seu subsídio emagrecer.
Existem aqueles que não gostaram, mas, ainda assim, entendem que a medida é necessária; por outro lado, há uma maioria (parece-me) que não concorda, de todo, com a mesma.
Este segundo grupo divide-se em quatro subgrupos: I – os que consideram que outras medidas seriam mais eficazes, justas ou qualquer outro adjectivo; II – os que acreditam que a dívida não deveria ser paga e ponto final; III – aqueles que não concordam simplesmente porque... não!; e, finalmente, há um IV – este último grupo, ou "grupo crente", é constituído por aqueles que acreditam num milagre.
Respeito a opinião de todos, sem excepção (e devo admitir que, bem no fundo, invejo o quarto subgrupo). O que não respeito , não compreendo e, de certa forma, me deixa indignada são aqueles que, parecendo ter um qualquer fetiche pirómano, apregoam em alta voz (ou letras) que vamos todos ficar sem 50% do subsídio de Natal.
A iliteracia voluntária não devia ser exibida e, ainda menos, ser considerada motivo de orgulho.
quinta-feira, 30 de junho de 2011
“Estes gnomos não me largam”, em exibição numa sala (sempre) perto de mim
Durante uma breve viagem a Glasgow, uma miúda, vamos chamar-lhe Descalça, vê uns marcadores de livros giríssimos e decide comprar um para oferecer a uma amiga, coleccionadora feroz dos mesmos. Uns dias depois, já no seu doce lar, telefonicamente, faz esta revelação à amiga que, seguindo o social e politicamente correcto, responde “- Ah, não era preciso, blá blá blá, fico à espera!”; “- Agora não tenho tido tempo de passar pelos ctt, mas na próxima semana envio-to!”; “- Ok!”
Descalça tem a certeza de que guardou este e outros souvenirs num sítio onde JAMAIS se esqueceria. Toda a casa foi revirada. Houve o feliz reencontro com outros objectos muito bem guardados, mas de Glasgow nem sinal. Algumas semanas mais tarde, Descalça recebe um telefonema de aniversário da amiga. O assunto Glasgow /marcador é evitado.
Drama actual: Descalça tem saudades de conversar com a amiga, mas não sabe se será preferível deixar o assunto cair no esquecimento ou confessar-lhe que coabita com gnomos marotos. Qualquer uma das hipóteses lhe parece bastante confrangedora.
(Descalça pensou apresentar esta questão à Maria, mas pareceu-lhe que não se enquadra na sua linha editorial e continua, por isso, a debater-se sozinha na árdua procura de uma solução rápida e eficaz.)
(Descalça pensou apresentar esta questão à Maria, mas pareceu-lhe que não se enquadra na sua linha editorial e continua, por isso, a debater-se sozinha na árdua procura de uma solução rápida e eficaz.)
pequeno contributo para uma definição de romantismo
"Há sempre um conflito entre o amor e a vida. Chama-se a isso romantismo, que é, no fim de contas, mais uma posição perante a vida do que diante da arte. Se se diz e se repete: «Sou um romântico incurável», está a admitir-se que se sofre de uma doença. Isto é, um estado crónico, uma espécie de gripe do espírito, e a única coisa que pode curar essa doença é outra doença incurável. O medo, por exemplo."
A Ninfa Inconstante, Guillermo Cabrera Infante
quarta-feira, 29 de junho de 2011
(muitos) dias assim...
Recentemente, o país ficou chocado com os casos de violência juvenil. Surpreendi-me com o facto de haver tanta gente que os desconhecia. Não raras vezes, muita gente fica horrorizada quando percebe que há pais negligentes que descuram os seus filhos. Perante a surpresa dos outros, eu penso "O quê?! Pensavam que todos os progenitores eram bons pais?!" Hoje, lê-se nos comentários dos jornais on-line a indignação dos comentadores perante a confissão da CPCJ (Comissão de Protecção de Crianças e Jovens em Risco) de que há famílias a "entregar" os filhos aos cuidados desta instituição por já não conseguirem "fazer nada". E eu, que passo parte dos dias a tentar "apagar fogos", a relatar as situações para as entidades competentes e a quem uma mãe já quis entregar um filho, começo a perceber a razão pela qual, muitas vezes, me sinto emocionalmente esgotada e fisicamente de rastos.
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Informação a ter em conta na próxima vez que me esquecer do código do cartão multibanco
- tentar combinações idiotas apenas leva à capturação do cartão e a ter de esperar, pacientemente, pelo seu envio para o lar doce lar.
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Estado actual: só falta crescer-me a tromba
"Entre falar e calar, um elefante preferirá sempre o silêncio, por isso é que lhe cresceu tanto a tromba que, além de transportar troncos de árvores e trabalhar de ascensor para o cornaca, tem a vantagem de representar um obstáculo sério para qualquer descontrolada loquacidade."
A Viagem do Elefante, José Saramago
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Efeito imediato
Sempre que me deparo com a expressão "um must have da próxima [ou desta] estação" visualizo, instantânea e inconscientemente, isto:

sexta-feira, 17 de junho de 2011
Para mais tarde recordar (e emendar?)
Fiquei satisfeita com a nomeação do Nuno Crato para a pasta da Educação.
Gosto de pensar na escola como um local onde ensinar não é uma ideia absurda.
sábado, 11 de junho de 2011
101/1001
Nunca me ocorreu que pensar em 101 coisas para realizar em 1001 dias fosse tão complicado. Com muito esforço, já consegui 98. Está quase...
http://dayzeroproject.com/
ADENDA: Tarefa cumprida!
quinta-feira, 2 de junho de 2011
As mulheres que se maquilham ganham mais
"A conclusão é de um estudo feito nos Estados Unidos da América.
De acordo com o jornal "i", basta perder sete minutos por dia para tratar da sua imagem e pode conseguir um aumento de 30 por cento no seu ordenado. Esta é a grande conclusão de um estudo realizado nos EUA sobre a importância da maquilhagem no mercado de trabalho.
O estudo foi publicado na "America Economic Review", que diz que as mulheres que se maquilham, para além de terem melhores empregos e serem promovidas mais depressa, ganham em média mais 30 por cento do que as que não o fazem." DN - 02/06/2011
Tenho tantas teorias sobre este estudo... mas não tenho tempo, preciso de ir ali pôr um pouco de batom.
terça-feira, 24 de maio de 2011
sábado, 14 de maio de 2011
O que o dinheiro não compra
Volta e meia deparo-me com pessoas que estão em pulgas para ir à praia desfilar com o biquíni da marca X; adoram correr com os ténis da marca Y; têm belas jantaradas nos restaurantes da moda, nos quais usam a roupa da marca Z e a mala da marca W; passam "n" fins-de-semana fantásticos em resorts de luxo e, quando viajam, têm como itinerário uma lista de compras. Eu, que também me permito alguns luxos, que gosto de restaurantes bons (e, por vezes, caros) e que sou uma snob que não gosta de campismo e prefere hotéis, pousadas e turismo rural, mas que sou igualmente feliz quando visto um vestidinho da feira, calço uns chinelos da loja chinesa, preparo um farnel caseiro e faço um piquenique em boa companhia, tenho pena desta gente cujos momentos de prazer estão directamente relacionados com o poder de compra.
sexta-feira, 29 de abril de 2011
considerações toponímicas (2)
Encontro, frequentemente, uma carrinha que faz publicidade a uma sex shop que se chama "Rapidinha". Quando a vejo coloca-se-me a seguinte questão logística: para uma rapidinha valerá a pena fazer o investimento?
quinta-feira, 28 de abril de 2011
STOMP
terça-feira, 26 de abril de 2011
É muito fácil reconhecer-me
Sou aquela parva que desce as escadas do Metro a correr e quando ouve o sinal de aviso de fecho de portas e se encontra a um metro do mesmo, em vez de saltar lá para dentro, fica bloqueada, a ver passar os outros, a porta a fechar-se e o metro a partir. Provavelmente, esta fobia nem merece um nome ou a atenção dos psis, mas lá que me atrapalha, atrapalha.
(E sim, eu sei [ou julgo saber] que as portas têm sensores e que se abrem quando detectam a nossa presença, mas exactamente por ser um medo irracional é que o designei de fobia)
sábado, 23 de abril de 2011
Fico com os nervos em franja
... quando oiço pessoas adultas dizerem que não querem saber de política, que é um assunto chato e sobre o qual não se interessam minimamente.
Muito bem, é uma opção. Podem continuar a interessar-se apenas por futebol e revistas cor-de-rosa, mas é importante ter consciência de que, nesse caso, se perde toda a legitimidade para queixumes porque a vida está cara e o salário não permite ter o estilo de vida ostentado pelas Mimis e Tetés deste país.
Muito bem, é uma opção. Podem continuar a interessar-se apenas por futebol e revistas cor-de-rosa, mas é importante ter consciência de que, nesse caso, se perde toda a legitimidade para queixumes porque a vida está cara e o salário não permite ter o estilo de vida ostentado pelas Mimis e Tetés deste país.
Expressões populares – Chave d’Ouro (2)
Onde Judas perdeu as botas
Significado: Longe, distante, inacessível
Origem: Depois de trair Jesus e receber 30 dinheiros, Judas enforcou-se numa árvore. Estava descalço. Por isso, os soldados partiram à procura das botas de Judas, onde, provavelmente, estaria o dinheiro. Não sabemos se acharam ou não as botas e o dinheiro. Mas a expressão atravessou vinte séculos.
quarta-feira, 20 de abril de 2011
uma questão de prioridades
Eu e a minha irmã somos completamente diferentes. Temos gostos e preferências diferentes, objectivos de vida distintos, formas de ver o mundo que se opõem. No entanto, num aspecto somos idênticas: deixamos que a família ocupe um lugar de destaque na nossa vida. Por essa razão, além de lhe dedicarmos alguns fins-de-semana e algum do nosso tempo de férias, pelo menos uma vez por mês usamos a tarde de sábado para, juntamente com a nossa mãe, passear, ir às compras, lanchar... Falamos de futilidades e de assuntos importantes, partilhamos preocupações ou alegrias, desenvolvemos a capacidade de aceitar as nossas diferenças e, por vezes, também nos desentendemos e chego, por instantes, a arrepender-me dos 300 kms percorridos para usufruir daquele momento.
Às vezes, parece-me que somos bichos raros num mundo em que os jovens adultos parecem não ter família. Contudo, para mim, não faz sentido que façamos sacrifícios para conseguir conciliar a vida profissional com a vida social e amorosa e que a família – aqueles que desde que nascemos nos orientaram e, à sua maneira, nos deram apoio – seja esquecida como as roupas que deixámos de usar ou os brinquedos que guardámos no sótão, sendo ultrapassados por tudo e por todos, até mesmo pelos 500 amigos do Facebook.
Às vezes, parece-me que somos bichos raros num mundo em que os jovens adultos parecem não ter família. Contudo, para mim, não faz sentido que façamos sacrifícios para conseguir conciliar a vida profissional com a vida social e amorosa e que a família – aqueles que desde que nascemos nos orientaram e, à sua maneira, nos deram apoio – seja esquecida como as roupas que deixámos de usar ou os brinquedos que guardámos no sótão, sendo ultrapassados por tudo e por todos, até mesmo pelos 500 amigos do Facebook.
sábado, 16 de abril de 2011
Expressões populares – Chave d’Ouro
Feito em cima do joelho
Significado: Trabalho com pouca qualidade, feito à pressa.
Origem: Os romanos empregavam escravos que faziam telhas ussando como molde a própria coxa. Conforme o tamanho da coxa de cada um, as telhas eram maiores ou mais pequenas. Nasceu assim a expressão para designar um trabalho que não prima pela regularidade.
café e sabedoria popular
Os pacotes de açucar Chave d’Ouro apresentam uma colecção de expressões populares que, logo de manhãzinha, me despertam muito mais do que o café, ou não fossem elas, juntamente com os provérbios e a toponímia, uma das minhas paixões.
quarta-feira, 6 de abril de 2011
estado de espírito
Na minha família, passou de geração em geração a mensagem de que não devemos viver acima das nossas possibilidades. Foi assim que me educaram. Parecerá uma educação saloia, mas a mim sempre me pareceu bastante coerente e inteligente. Talvez por isso me sinta tão triste, e até envergonhada, por constatar que o meu país se comportou durante anos e anos como um novo-rico vaidoso, esbanjador e inconsequente. A tristeza, por vezes, leva-me a ingerir calorias em quantidades gigantescas. Malditos esbanjadores que me fazem engordar!
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Toda a verdade sobre a saída de casa dos pais e sobre o mercado de arrendamento
Saímos de casa dos pais com 18 anos e, desde então, só lá voltamos alguns fins-de-semana ou passamos alguns dias de férias. Que fantásticas que nós somos! Orgulhamo-nos da nossa independência e até olhamos com algum desprezo para aqueles que não se atrevem a prescindir do conforto do lar parental – “Meninos da mamã,bah!”
Mas, na realidade, e ao contrário do que se vê nos filmes, nem sempre encontramos aquele apartamento relativamente bem localizado, com mobiliário de base apresentável e onde basta colocarmos aquele candeeiro que conseguimos a bom preço na Feira da Ladra (ou comprámos na IKEA) e os posters vintage que trouxemos de Paris para ficar com a nossa cara.
Muitas vezes (quase sempre?) a casa que se arrenda tem os móveis abandonados pelo casal de septuagenários que é proprietário do imóvel. Quantas vezes tive a companhia de simpáticos bichos da madeira que trabalhavam de dia e de noite e me embalavam ao ritmo da sua lida? Também não é raro hesitarmos em levar para o nosso “lar” alguns dos nossos livros mais estimados porque a sua destruição pela humidade é uma ameaça real e muito presente. E não falemos de conforto, ok? Não falemos...
E quanto às casas partilhadas? Bem... a nossa colega nem sempre é uma miúda gira e bem-disposta (como nós!) com quem organizamos sessões de cinema ou com quem fazemos animadas patuscadas. Às vezes, temos de lidar com o mau-humor, o mau feitio ou, simplesmente, com a amargura de quem não está satisfeito com o que tem e decide que os maus momentos (e apenas esses) devem ser contagiantes.
Também podemos ter como flatmate uma mãe de família cujos petizes passam a vida à pancada e agarrados à PlayStation, não permitindo um minuto de silêncio. Ou com uma aspirante a mulher fatal que nos leva a ter as esposas dos maridos assediados à porta, prontas a mostrar toda a sua indignação.
E por que razão não nos mudamos para uma casa melhor? Com melhores condições, em melhor companhia... Porque nem sempre o orçamento o permite e porque nem sempre há oferta. Exactamente. As situações mais graves são aquelas em que, de facto, não há outras opções, pois, ao contrário do que muita gente pensa, nem todos os jovens com pretensões de independência vivem em Lisboa (pasme-se!). Tal como nem todos os empregos se conseguem em grandes cidades. E, por vezes, conseguir uma das três ou quatro casas existentes para arrendamento é uma grande sorte.
Olhando para trás, no conforto do meu sofá (escolhido por mim), na minha sala(que ainda estou a decorar), muitas das situações que, no momento, foram difíceis e me deixaram com os cabelos em pé me parecem, agora, divertidas e tenho a certeza de que me serviram para aprendizagem.
No entanto, pergunto-me: teremos assim tanta razão quando condenamos aqueles que optam por se demorar na casa dos pais enquanto aguardam por dias melhores?
Somewhere
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Missão cumprida
E no ano da graça de dois mil e onze, pelas vinte e três horas e quatro minutos do dia vinte e sete de Fevereiro, Descalça concretiza o objectivo de ver os dez filmes nomeados na categoria de melhor filme antes da cerimónia de entrega dos Óscares.
Para objectivo não é grande coisa? Pois.. talvez não, mas nem todos os objectivos têm de ser grandiosos.
Preferências, em jeito de SMS (sem qualquer autoridade cinematográfica e sem um pingo de imparcialidade)
FILME:
’127 Horas’
‘The Fighter – Último Round’
‘O Discurso do Rei’
REALIZADOR:
Darren Aronofsky - ‘Cisne Negro’
ACTOR PRINCIPAL:
Colin Firth - ‘O Discurso do Rei’
James Franco - ’127 Horas’
ACTRIZ PRINCIPAL:
Natalie Portman - ‘Cisne Negro’
Jennifer Lawrence - ‘Winter’s Bone’
ACTOR SECUNDÁRIO:
Christian Bale - ‘The Fighter – Último Round’
ACTRIZ SECUNDÁRIA:
Helena Bonham Carter - ‘O Discurso do Rei’
Melissa Leo - ‘The Fighter – Último Round’
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Cru. Tão cru que até dói.
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
A minha nova parceira de trabalho é uma vaca
e chama-se Carlota Joana.
Foto da Carlota Joana
Espero que não faça como a sua antecessora, que desapareceu, sem deixar rasto, levando-me uma grande quantidade de documentos importantes.
Foto da Carlota Joanasegunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
A galinha da vizinha não é sempre melhor do que a minha
Hoje, junto do metro, fui abordada por uma senhora que me perguntou se eu queria uma empregada doméstica. Depois de declinar a oferta (mantendo-me a única mulher portuguesa com um vencimento acima do ordenado mínimo que não tem empregada) olhei-me de alto a baixo para ver se se notaria muito que mais umas mãozinhas lá em casa me dariam muito jeito: a roupa estava limpa e engomada, as botas devidamente engraxadas; o meu brushing estava perfeito e eu ligeiramente maquilhada (estes dois últimos aspectos não se verificam diariamente). Estranhamente, hoje nem tinha olheiras ou um ar cansado. Deduzo, por isso, que a oferta não foi uma tentativa de me ajudar por estar com um ar estafado e desmazelado, mas sim uma procura activa de alguém que precisa de pagar as contas. No que me diz respeito, senti-me aliviada e, amanhã às 6h50, lembrar-me-ei de não refilar quando tiver de me levantar para enfrentar mais uma jornada.
domingo, 20 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
50% - 50%
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
A todos aqueles que hoje tentaram converter-me à sua causa
Não tenho nada contra os que defendem que a comemoração do dia de S. Valentim é um apelo ao consumismo e/ou um comportamento de saloios.
Não tenho nada contra os que dizem que este dia deve ser vivido com paixão, muitos corações, rosas vermelhas e declarações mais ou menos lamechas.
Não tenho nada contra os que aceitam a comemoração, mas só se for feita com muita criatividade (seja lá isso o que for) e glamour.
Não sei se há outro grupo, mas se houver também não tenho nada contra eles. Afinal, se é o dia dos namorados, a comemoração ou a ausência dela diz respeito ao casal e não ao povinho todo.
Mas, por favor, não aproveitem esta minha tolerância (ou falta de posição, pode ser) para me tentarem vender os vossos argumentos e conseguirem mais uma seguidora da vossa causa. Eu acredito piamente que não é necessário ter uma opinião formada sobre tudo e sobre todos. E este é mesmo um daqueles assuntos que não me aquece nem me arrefece, tal como este é um dia que vou comemorando, ou não, de acordo com a disponibilidade, vontade... e outras .... "ades"...
Mas, por favor, não aproveitem esta minha tolerância (ou falta de posição, pode ser) para me tentarem vender os vossos argumentos e conseguirem mais uma seguidora da vossa causa. Eu acredito piamente que não é necessário ter uma opinião formada sobre tudo e sobre todos. E este é mesmo um daqueles assuntos que não me aquece nem me arrefece, tal como este é um dia que vou comemorando, ou não, de acordo com a disponibilidade, vontade... e outras .... "ades"...
domingo, 13 de fevereiro de 2011
O senhor Henri
Do Gonçalo M. Tavares conheço muito pouco, mas ao ler O Senhor Henri, que me está a divertir imenso, não consigo deixar de imaginar qualquer professora de Língua Portuguesa, de caneta em riste, a anotar "Texto muito repetitivo. É necessário fazer algumas substituições. Excesso de parágrafos... e patati patata..."
1ª conclusão: tudo tem o seu tempo;
2ª conclusão: o estilo não é para todos;
3ª conclusão (e, para mim, a mais importante): encontrar o equilíbrio entre a transmissão de normas e a liberdade criativa é fundamental.
"O senhor Henri disse: a estatística foi inventada em Londres em 1662.
... antes também existiam acasos e repetições, mas ninguém os via.
O senhor Henri coçou depois a barriga com o dedo indicador da mão direita.
O senhor Henri tinha umas calças pretas que não chegavam aos sapatos.
O senhor Henri tinha uns sapatos castanhos antigos. E estes, vindos de baixo, também não chegavam às calças.
Uma admirável coincidência – disse o senhor Henri, ao mesmo tempo que recordava a importância da estatística inventada em Londres em 1662."
O Senhor Henri, Gonçalo M. Tavares
sábado, 5 de fevereiro de 2011
considerações toponímicas
Francamente, não consigo ter motivação para ir a um restaurante que se auto-intitula Plano B.
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Aprendizagem empírica
Durante anos, encheram-me a cabeça com pedagogias e psicologias que garantiam que todas as ordens e proibições deviam ser justificadas às crianças e adolescentes.
Muito crédula e obediente, iniciei a minha actividade profissional com o intuito de cumprir na íntegra essas directrizes. Cedo reparei que em muitas situações essas justificações geravam contestação, argumentação (mais ou menos duvidosa e/ou elaborada) e muita perda de tempo.
Com o tempo, decidi justificar apenas aquilo que entendo dever ser justificado e responder simplesmente “Porque eu estou a dizer” quando entendo ser suficiente.
Resultado: menos contestação e menos perda de tempo.
Moral: o bom senso sobrepõe-se a todas as teorias.
Muito crédula e obediente, iniciei a minha actividade profissional com o intuito de cumprir na íntegra essas directrizes. Cedo reparei que em muitas situações essas justificações geravam contestação, argumentação (mais ou menos duvidosa e/ou elaborada) e muita perda de tempo.
Com o tempo, decidi justificar apenas aquilo que entendo dever ser justificado e responder simplesmente “Porque eu estou a dizer” quando entendo ser suficiente.
Resultado: menos contestação e menos perda de tempo.
Moral: o bom senso sobrepõe-se a todas as teorias.
domingo, 23 de janeiro de 2011
nem tudo o que parece é (2)
Desde muito cedo, percebi que sou uma pessoa preguiçosa e desorganizada. Sempre que me caracterizei dessa forma junto de colegas de escola ou de trabalho ouvi vozes de discordância: “Nem pensar. Tens tudo tão organizado. Cumpres todos os prazos. Trabalhas imenso.” E fico feliz; é bom saber que consigo disfarçar. O que a maior parte das pessoas não sabe é que eu faço um trabalho rigoroso, intenso e permanente de autopoliciamento. Faço listas mentais e/ou escritas de tarefas, estipulo prazos, defino prioridades, organizo pastas e dossiers e avalio constantemente o cumprimento daquilo a que me propus. Não me dou tréguas. Mas, naturalmente, este esforço diário cansa-me e, de tempos a tempos, o polícia que vive dentro de mim adormece um pouco e entro num sistema de serviços mínimos, em que só aquilo que é prioritário é feito. É o caos. As pastas desorganizam-se, as tarefas secundárias acumulam-se; eu entro, rapidamente, em parafuso e o sinal de alerta dispara. Acto contínuo, estipulo uma agenda muito mais rígida para os dias que se seguem de forma a compensar os dias (por vezes, apenas algumas horas) de liberdade.
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
o clique
Não é raro passar muito tempo sem telefonar aos amigos que não encontro com frequência. Quando me justifico com a falta de tempo, custa-me a acreditar e oiço-me dizer "pois, pois... desculpa esfarrapada. Arranjamos sempre tempo para fazer aquilo que queremos e, afinal, um telefonemazinho faz-se (quase) em qualquer lugar". E fico envergonhada. Penso que sou a pior amiga do mundo, uma egoísta sem tempo para os outros e patati patata. No entanto, sei que isso não é verdade, mas perante a dificuldade em me perceber desisto de pensar no assunto.
Hoje deu-se o clique e consegui entender. Não deixo de telefonar por falta de tempo, mas por falta de tempo de qualidade. Sou incapaz de telefonar a um amigo que não vejo há dois meses enquanto faço as compras de supermercado ou quando viajo nos transportes públicos, enquanto espero que me atendam no restaurante ou quando disponho apenas de cinco minutos para conversar. Quando telefono a alguém com quem não me encontro frequentemente faço-o com a intenção de falar e de ouvir, de contar e saber as novidades e, também, trocar ideias. Faço-o com o objectivo de lhe dedicar algum do meu tempo. Em regime de exclusividade.
Além disso, também não gosto de me sentir um operário na linha de montagem e, por isso, não faço dois ou três telefonemas seguidos. Dou-me tempo para absorver o que partilhado.
Nesta situação, como em muitas outras, prefiro a qualidade à quantidade.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
E sobre o tema do momento
só tenho a acrescentar este esclarecimento linguístico:
Os termos presente e prenda usam-se indistintamente com o significado de oferta, mas há, efectivamente, uma certa diferença entre eles. Com a palavra presente queremos dizer que a nossa oferta é símbolo da nossa presença. Por meio da oferta dizemos que estamos presentes. E a verdade é que, quando nos ausentamos, o objecto que oferecemos faz com que sejamos lembrados, faz perdurar a nossa presença junto de quem o recebeu. Presente é um substantivo formado do adjectivo presente (do latim ‘praesente-‘). Com a palavra prenda queremos dizer que entregamos à pessoa algo que faz com que ela fique de algum modo mais enriquecida, possuidora de algo com valor (não forçosamente material) e ainda que nos sentimos penhorados, que aquilo que oferecemos é uma garantia do nosso carinho, da nossa amizade, ou mesmo do nosso agradecimento, ou que é uma recompensa, um prémio. Esta palavra provém do latim ‘pignora-’ (= refém)
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Adenda ao post de dia 19
Onde se lê "estes motivos natalícios..." deve ler-se "estes motivos alusivos ao Ano Novo..."
PS: É a isto que se chama "reutilizar" :)
PS: É a isto que se chama "reutilizar" :)
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
(des)temperamentos
Não me venham com aquela conversa de "Fulano ou sicrano tem um temperamento difícil (eufemismo para é uma besta intratável), mas desculpamo-lo porque é muito bom profissional". Desde quando é que o profissionalismo e a arrogância têm de vir no mesmo pacote?
Não espero que toda a gente seja um doce, nem sequer aprecio excessos de simpatia, peço apenas que todas as pessoas tratem os outros como pessoas que lhes merecem respeito, sem parecer que lhes estão a fazer um grande favor por lhes dirigirem a palavra, e que falem em vez de lançarem farpas sem sentido em todas as direcções. Simples, parece-me.
Sim, fulano ou sicrano, apesar de ser insuportável, pode até ser um bom profissional, mas seria, certamente, bem melhor se estivesse mais disponível para os outros e para partilhar saberes e experiências. Os repelentes devem ser usados com moderação.
domingo, 19 de dezembro de 2010
Estes motivos natalícios que pairam pelo blogue
servem apenas para provar que, por vezes, sou muito dada à piroseira (ou direi antes ao
kitsch?)
sábado, 18 de dezembro de 2010
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
jantar com quem?
Nos últimos dias (e adivinho que nos próximos também), de forma mais ou mais secreta, toda a gente se queixa dos jantares de Natal organizados pela empresa ou local onde trabalha: são uma treta, atura-se o chefe e os imbecis dos colegas, as conversas e o divertimento são artificiais, trocam-se prendas compradas nas lojas dos chineses, é preciso fingir que se achou piada à piroseira oferecida pelo amigo secreto e mais umas quantas coisas que agora não me estão a ocorrer.
Mas quem vai a esses jantares? Os colegas. Os mesmos com quem se trabalha diariamente. Ou seja, previamente, já se deverá saber se se tem vontade, ou não, de passar uma parte do tempo livre com aquelas pessoas.
Penso que será fácil deduzir que quem acha esses jantares horríveis é porque não quer passar mais tempo com os colegas. Então, vai ao jantar porquê? Não deverá pensar se vale a pena?
Mas quem vai a esses jantares? Os colegas. Os mesmos com quem se trabalha diariamente. Ou seja, previamente, já se deverá saber se se tem vontade, ou não, de passar uma parte do tempo livre com aquelas pessoas.
Penso que será fácil deduzir que quem acha esses jantares horríveis é porque não quer passar mais tempo com os colegas. Então, vai ao jantar porquê? Não deverá pensar se vale a pena?
Para ajudar a tomar a decisão mais acertada, basta responder a estas perguntas:
1. Gosta de passar tempo com os seus colegas?
Sim – Então, vá ao jantar sem preconceitos e divirta-se.
Não – Responda à questão nº. 2.
2. Nas funções a desempenhar consta a participação em encontros sociais com os colegas em horário pós-laboral?
Sim - Então, vá. Ossos do ofício.
Não – Responda à questão nº. 3.
Não – Responda à questão nº. 3.
3. Quer dar graxar ao chefe para ter uma melhor avaliação e/ou mais oportunidades de progressão?
Sim - Então, vá. Vida de engraxador é difícil.
Não – Não pense mais nessa treta de jantar. Use o tempo livre para fazer aquilo que lhe dá na real gana.
Não – Não pense mais nessa treta de jantar. Use o tempo livre para fazer aquilo que lhe dá na real gana.
Educação (?!)
A mãe de um miúdo de doze anos confidenciou-me que, não tendo possibilidade económica de comprar umas botas Timberland, comprou uma imitação na feira, pediu a uma vizinha que trabalha num centro comercial que lhe trouxesse um saco da marca e surpreendeu o filho oferecendo-lhe as botas que ele queria. Perguntei-lhe se não teria sido preferível explicar-lhe que o orçamento familiar não permite que se comprem botas de 120 euros, havendo outras mais baratas que também são boas e bonitas. Disse-me que não, nem pensar. Não quer que o miúdo saiba que têm dificuldades económicas; quando crescer vai ter muito tempo para saber que a vida é dura. Ok... Se calhar a minha insensibilidade e incapacidade para perceber estes princípios educativos deve-se ao facto de não ter filhos.
Neste momento, o miúdo anda feliz da vida e, constantemente, goza com os colegas que, coitados, são pobres e não têm botas de marca.
Ah! É verdade: já colocou uma fotografia das ditas no Facebook.
Neste momento, o miúdo anda feliz da vida e, constantemente, goza com os colegas que, coitados, são pobres e não têm botas de marca.
Ah! É verdade: já colocou uma fotografia das ditas no Facebook.
falando do tempo...
A minha relação com a meteorologia é... inexistente. Exceptuando os dias em que fico encharcada até ao tutano e tenho de passar assim o dia, estou-me absolutamente nas tintas para as condições atmosféricas e, na maior parte das vezes, quando a minha mãe (que consegue passar dez ou quinze minutos a descrever-me a forma e tonalidade das nuvens, a temperatura, a força do vento, a quantidade de água que caiu ao longo do dia) me pergunta ao telefone “então, como esteve o dia por aí?” eu nem sei responder e digo o que me ocorrer no momento.
Não, não trabalho em casa, não me desloco diariamente de carro, não tenho ar condicionado em casa nem no emprego. Trabalho a uma distância de cerca de 35 a 40 minutos, que faço usando transportes públicos e a pé, e quando consigo trabalhar numa sala que tenha todas as janelas em condições e portas que fechem já é uma sorte. Apenas não tenho qualquer obsessão pelo clima. É simples.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010
domingo, 12 de dezembro de 2010
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Não consegui manter-me imune à loucura das compras
... mas uma viagem para Bruxelas (exactamente no fim de Janeiro, quando eu pretendia passar um fim-de-semana fora) a 3 euros pareceu-me irrecusável!
a inveja tem sexo
Numa conversa ocasional, com homens, afirmo que o Ferrari não me seduz de todo e que não é um carro que eu ambicione conduzir. Eles lamentam a minha falta de gosto e a conversa continua a fluir alegremente.
Numa outra conversa entre mulheres, confesso que não gosto da carteira Chanel 2.55, acho-a feia e sem graça. Olhares de horror recaem sobre mim, a conversa termina abruptamente e pouco depois, quando me afasto, alguém sussurra que tenho é inveja.
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