quarta-feira, 2 de novembro de 2011

para averiguar do seu grau de pureza




Parece que muitas pessoas distinguem vertical de horizontal usando como mnemónica para horizontal a linha do horizonte. Eu recorro ao conceito de subir na vida "na horizontal" e, até há pouco, acreditava que esta associação de ideias era usada por todos.

sábado, 29 de outubro de 2011

a galinha dos ovos de ouro


Desde que o verbo “poupar” começou a bombardear-nos de todos os lados, tudo quanto é economista ou avozinha com truques na manga desatou a publicar livros com dicas infalíveis para economia doméstica.
Eu, que também me sei comportar como qualquer treinador de bancada, deixo mais uma dica para quem quer poupar e precisa de instruções: consultar os tais livros numa fnac ou secção de livraria de um supermercado e registar, mentalmente ou por escrito, as dicas que pode utilizar, poupando os primeiros 14 ou 15 euros. Esta dica, garantidamente, nenhum livro fornecerá.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Um dia... vou ter formigas em casa


Hoje é o dia.

À falta de outra técnica de extermínio, estou a usar o aspirador, mas parece-me uma espécie de tortura...

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Caro Gardner, esta é para ti



As pessoas que conseguem detectar, rápida e eficazmente, com quem lhes vale a pena serem simpáticas, flexíveis, cooperantes, adoráveis e por aí fora, e que são umas bestinhas arrogantes, displicentes, mal-humoradas com todos os outros, foram bafejadas por uma grande dose de inteligência interpessoal ou de chico-espertismo?


big brother



Estou a seguir uma encomenda via DHL. Está nas mãos do estafeta há mais de duas horas.
O serviço até é interessante, mas se tivesse uma estimativa sobre a hora de entrega seria perfeito.


quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Essa conversa dos "sinais" até pode ser bem simpática


Embora contrariada, deixei o que estava a fazer e fui lavar o chão da cozinha. Mal tinha iniciado a tarefa, parti a esfregona. Ainda pensei em ir comprar uma imediatamente, mas isso seria contrariar o sinal que me foi enviado e voltei para o trabalho anterior. Contra sinais não há argumentos!

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Em pouco mais de meia duzia de frases: estado actual


Penso no trabalho o dia todo. Tenho dificuldades em adormecer porque as preocupações nao me deixam. Levanto-me para registar ideias a qualquer hora da noite. Distraio-me do que me estao a dizer porque estou sempre a tentar encontrar soluções. Continuo com dificuldades em convencer-me de que nem todos os problemas do mundo precisam da minha intervenção. Para nao falar constantemente de trabalho, ando a ficar cada vez mais calada.
Conclusão: estou exausta e a precisar de desligar urgentemente.



PS: O computador hoje esta temperamental e so aceita os acentos que entende.


quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Sobre o uso de maiúsculas



Tenho pena que o Valter Hugo Mãe tenha deixado de utilizar exclusivamente minúsculas. Detesto letras maiúsculas. mesmo!




O filho de mil homens


Quando li “o remorso de baltazar serapião” achei-o muito duro e excessivamente violento. Nunca ponderei abandonar a sua leitura, mas sentia urgência de chegar ao fim e libertar-me daquela família e daquelas personagens. Durante muito tempo não voltei a pegar num livro do Valter Hugo Mãe. Não me atrevia. Agora não resisti à esmagadora campanha de marketing que tem sido feita para o lançamento d' "O filho de mil homens" e às entrevistas que o autor tem dado a vários jornais e revistas. Ainda meio desconfiada, e porque agora não me sinto com disposição mental para murros no estômago, li alguns excertos na fnac, mas acabei por trazê-lo para casa.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Desmistificando a não adesão ao facebook


Há pessoas que se espantam muito por haver quem ainda não se tenha rendido ao facebook. Acham que tem de haver uma razão muito forte ou, quiçá, uma filosofia de vida recheada de argumentos pertinentes e muito bem fundamentados. Confesso que, à falta de outro assunto, já me deixei arrastar no discurso da defesa da privacidade e da primazia que, actualmente, é dada à vida virtual em detrimento da vida real e outras balelas que serviram para ocupar os minutos que teriam sido passados a falar do tempo. No entanto, a verdade é que não aderi ao facebook pela mesma razão que me faz não comprar um triciclo: neste momento não me serviria para nada. Apenas isso. Sem qualquer floreado ou justificação.




segunda-feira, 26 de setembro de 2011

É por estas e por outras que, para mim, as teorias de gestão de tempo são apenas isso, teorias!


Acabei de entrar em casa e tenho três tarefas para executar:
1 - preparar o trabalho para amanhã (Importante e Urgente)
2 - passar a ferro a roupa que preciso para amanhã (Importante e Urgente)
3 - terminar o livro do David Lodge (Importante)

Todo e qualquer manual de Gestão de Tempo me diria para realizar já uma das duas primeiras tarefas, deixando a terceira para o fim, mas a minha vontade diz-me que se terminar o livro agora ficarei com uma maior disponibilidade mental para as outras duas. Neste caso, como em muitos outros, é a minha vontade que manda.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

a vida social do A



Quando se tem um nome iniciado por uma das primeiras letras do alfabeto, existem muitas probabilidades de se ser o primeiro contacto no telemóvel de muita gente: amigos e nem por isso, colegas queridos e intragáveis, conhecidos e assim-assim. Isso pode ser bom ou não ter qualquer importância, mas também pode tornar-se desagradável quando recebemos algumas mensagens que, claramente, não nos eram destinadas ou quando recebemos telefonemas por acidente. Neste último caso a situação pode tornar-se ainda mais confrangedora se a pessoa em causa decide omitir que telefonou por lapso e finge que tinha mesmo interesse em ligar, inventando uma conversa desinteressante e forçada e obrigando-nos a compactuar nessa farsa, fazendo-nos lamentar não nos chamarmos Zuleica.



segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Há situações que ocorrem com muita frequência e pode ser interessante saber o nome que lhes devemos dar




Efeito Lombard - tendência que as pessoas têm para elevar o tom de voz quando se encontram expostas a ambientes ruidosos.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Malgré les chaussures...



Eu também tenho as minhas preocupações com a imagem, por isso, submeti-me (sim, é mesmo este o verbo que quero utilizar) a um alisamento com queratina há exactamente três semanas. Prometeram-me resultados durante três meses. Por enquanto, estou completamente satisfeita e já recuperei, há muito, as quatro horas que passei no cabeleireiro.
Claro que não há almoços grátis e estou certa de que em breve os meus braços acusarão a falta de exercício diário, mas em Novembro, findos os três meses, lá voltaremos a encontrar-nos para sessões diárias de tonificação muscular com recurso ao secador e à escova. A beleza natural é um mito.

Testando a sabedoria popular


A minha avó costumava dizer que "A quem dói o dente que busque o barbeiro*", o que pode fazer todo o sentido. No entanto, nos dias que correm, muitas vezes aquele a quem doeu o dente considera que o barbeiro tinha a obrigação de adivinhar e devia tê-lo procurado e, por isso, trata de reclamar junto do gerente da barbearia. No preciso momento em que escrevo, tenho quase a certeza de que é o que está a acontecer, sendo que eu sou o barbeiro. No entanto, retornando à sabedoria da minha avó, lembro-me de lhe ouvir muitas vezes que "Quanto mais a gente se abaixa mais o rabo lhe aparece" (sendo uma mulher do campo pouco dada a preciosismos linguísticos, em vez de rabo dizia "cu"). Este adágio popular também me parece fazer todo o sentido. Assim sendo, e voltando ao início desta história, eu sou neste momento o barbeiro que não quer mostrar o rabo.

* Os dentes da minha avó, tal como os dos restantes habitantes da aldeia, não conheceram um dentista, apenas o barbeiro.


segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Pode ser deformação profissional,


mas a sugestão do comissário alemão, Gunther Oettinger, de se colocarem as bandeiras dos países endividados a meia haste nos edifícios das instituições europeias recordou-me as antigas pedagogias (?) que colocavam orelhas de burro nos meninos menos capazes.


terça-feira, 6 de setembro de 2011

A vida deve ser tão fácil para quem não gosta de estudar...



Havia aquele curso ao qual eu não conseguia resistir, apesar de estar consciente de que não iria aprender grande coisa, e agora aparece-me mais um onde posso aprender bastante, pois é toda uma nova área a explorar, mas que me é menos necessário (embora o outro também não o seja), me ocupará mais tempo e é mais caro.
Até posso considerar conciliar os dois, mas não me sobraria tempo para respirar. Sim, apenas para respirar, pois com os cinco cêntimos que me restariam na carteira não poderia fazer muito mais.
Luz. Preciso de luz.




Religião e futebol: descubra as diferenças



Leio na página do Público que "Jesus é quem mais comentários e "gostos" gera no Facebook", penso, imediatamente, que se estão a referir ao treinador do Benfica, mas não, é Jesus Cristo, o próprio. Logo a seguir, o Público afirma "Evangelista "convencido" que Ricardo Carvalho vai voltar à selecção" e eu para os meus botões "Ah! desta vez não me enganam, devem ter entrevistado um adepto evangelista e muito crente!". Não. Agora referem-se a Joaquim Evangelista, presidente do sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol. Desisto, já me está a parecer muita promiscuidade.


segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Não é bem assim, Sr. Ministro


Numa entrevista à revista Única, Nuno Crato afirmou
Vejo os rankings como uma ajuda a ler os dados disponibilizados. É muito importante que os pais percebam que há escolas a funcionar muito melhor do que outras. E isso é um incentivo a todas para que melhorem.”

É preciso recordar que os rankings são elaborados com base nas classificações obtidas nos Exames Nacionais. Para os rankings pouco importa se a escola se situa na Lapa ou na Damaia, se os alunos que a frequentam têm explicadores ou familiares que os ajudam ou se, pelo contrário, são os únicos da família que sabem ler e escrever. Não importa se os pais acompanham os resultados escolares e servem de inspiração para os seus filhos, motivando-os a terem aspirações mais elevadas, ou se nem sequer sabem em que ano de escolaridade estão matriculados (ou o filho nem sabe por andam os pais). Há crianças que após as aulas têm apoio para a realização das tarefas escolares e outras, porém, que têm de ajudar os pais a cavar batatas ou tratar do gado. Alguns meninos regressam do fim-de-semana com aprendizagens realizadas em passeios ou viagens e outros perguntam-nos se vimos na tvi a rusga que houve lá no bairro e em que levaram o irmão mais velho. Não estou a exagerar em nenhuma das situações e conheço exemplos de todas.
Claro que há crianças oriundas de meios sociais muito favorecidos que são alunos medíocres e crianças que crescem num contexto social problemático e são alunos brilhantes, mas falo de maiorias. Das maiorias que, em certas zonas, frequentam determinada escola.
Não quero desresponsabilizar a escola. Em condições adversas há escolas que fazem um trabalho magnífico e outras que, em situações menos difíceis, funcionam mal e não se empenham num projecto colectivo de melhoria. Naturalmente, em ambos os casos deve haver uma análise e a consequente definição de medidas a manter e/ou a implementar. Não me digam é que os rankings servem para os pais saberem quais as escolas que funcionam bem ou mal, porque isso não é, de todo, verdade.




Imagem usada por Miguel Santos Guerra num seminário sobre este tema.


sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Sacudir a água do capote



Embora consciente de que me vai ocupar muito tempo e de que, provavelmente, não irei aprender muito mais, não consigo resistir a inscrever-me num determinado curso. Mantenho, contudo, a secreta (e envergonhada) esperança de que não se consiga reunir o número mínimo de alunos exigido para o seu funcionamento.



quinta-feira, 1 de setembro de 2011

As férias toldaram-me as memórias



Ou isso, ou quem cresce numa vilazinha do interior, por muitos banhos de cidade que leve, continua a ter dificuldades em fazer uma adaptação rápida à hostilidade urbana.
Só para dizer que não me lembrava que 90% do meus colegas não responde a um cumprimento.

Observação: não foram considerados para esta estatística sons semelhantes a grunhidos, nem as respostas obtidas após uma abordagem muito, mesmo muito, directa.


terça-feira, 30 de agosto de 2011

Bronze e racismo


Quando uma pessoa que afirma não apreciar peles muito bronzeadas é apelidada de racista, suponho que se estejam a referir ao mesmo tipo de racismo que caracteriza um algarvio que não gosta do Minho ou um homem que diz que as mulheres são aselhas ao volante.
Pois... exactamente... esse tipo de racismo.



segunda-feira, 29 de agosto de 2011

classificação culinária



Se insistem em classificar a confecção do salame desta forma:

- grau de dificuldade = fácil
- tempo de preparação = rápido

em defesa da verdade, pelo menos acrescentem:

- grau de probabilidade de acertar na consistência = reduzido
- tempo de arrumação da cozinha = demorado



sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Respostas (pouco diplomáticas) a perguntas idiotas



- Gostava de fazer uma surpresa ao meu namorado para assinalar o nosso aniversário, mas não sei o que hei-de fazer. O que me sugeres?
- Minha querida, o namorado é teu e o aniversário é vosso. Se tu não sabes como surpreender o teu namorado numa ocasião especial para vocês, se calhar é boa ideia dar-lhe a conhecer, desde já, o défice imaginativo de que padece a namorada.


segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Trago-te debaixo de olho...







... e palpita-me que até ao final desta semana vamos viver sob o mesmo tecto e começaremos a cultivar uma relação (que esperamos) feliz e duradoura.



sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Depois de os meus ouvidos terem sido sujeitos a 40 minutos de tortura...



... declino qualquer convite para sessões de música experimental.
Senhores músicos (ou aspirantes a tal), por favor, façam as experiências que entenderem em casa ou numa garagem bem longe de mim e convidem-me para assistir apenas quando for possível ouvir música a partir dos vossos instrumentos.
Sim, sou uma insensível e ignorante musical, mas, para mim, os conceitos de ritmo e harmonia ainda são importantes.



quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Eu nunca, mas mesmo nunca, poderia ser fotógrafa e trabalhar no ramo turístico


A primeira fotografia de Havana foi retirada de um qualquer folheto turístico.


As que se seguem são minhas e comprovam o título do post.







Que posso dizer em minha defesa? Os olhos e o dedo fogem-me sempre para a degradação. E, devo confessar, neste caso o difícil seria conseguir o contrário


Imperdoável...


... ter demorado tantos anos para ler O Conde d'Abranhos.



terça-feira, 16 de agosto de 2011

Dando relevância ao secundário



Chateiam-me os alunos que têm uma excessiva preocupação com a avaliação. Não se interessam pela aprendizagem, não se entusiasmam com o conhecimento, não vibram com as descobertas, não se sentem desafiados para dar o seu melhor num trabalho pelo simples prazer de fazer e de criar. Não, nada disso. Questionam ininterruptamente “Isso sai no teste?”; “Quanto é que isso conta na avaliação?”
Pior do que esses alunos, só mesmo os professores que não falam de outra coisa que não seja a Avaliação de Desempenho Docente, conhecem cada proposta até aos mais ínfimos detalhes e parecem mesmo decididos a nortear as suas práticas, e até a própria vida, a pensar na nota. Irra! Valerá mesmo a pena sacrificar o prazer de ensinar e de aprender que se sente ao longo do ano por um numerozito que aparece no fim?



sexta-feira, 22 de julho de 2011

E é isto...



... afinal o tempo até passa muito depressa...





quinta-feira, 21 de julho de 2011

A língua portuguesa e a ressurreição





É mais ou menos do conhecimento geral, e consta de todos os dicionários, que o advérbio de modo literalmente significa em sentido literal, rigoroso. Posto isto, só recorrendo a fenómenos transcendentais se justifica que haja tanta gente que afirme que ontem morreu, literalmente, de cansaço, de tédio, de medo ou de outra coisa qualquer.




terça-feira, 19 de julho de 2011

Raramente me dá para a lamechice, mas hoje apetece-me partilhar uma descoberta que pode revolucionar o mundo dos candidatos a um grande amor



Gasta-se o latim e queima-se o tempo em extensas listagens de características indispensáveis ou a evitar e, no fundo, o que faz a diferença e o que realmente importa é termos ao nosso lado alguém que, só por existir e ser como é, faz de nós uma pessoa melhor.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Dúvida linguística ou síndrome "estes dias pré-férias dão cabo de mim!"


Não sei se hei de utilizar o blogue como cobaia para exercício prático do novo acordo ortográfico (que terei de utilizar já a partir de setembro) ou se, pelo contrário, deverei protegê-lo dessa praga e continuar a escrever "à moda antiga" ad eternum (leia-se enquanto dure).


(conforme novo acordo ortográfico)



domingo, 17 de julho de 2011

Podemos chamar-lhe resiliência



Algumas pessoas têm a sorte de crescer com adultos que lhes transmitem que os erros fazem parte do crescimento, que não conseguimos evitar todas as quedas (e que elas contribuem para nos fortalecer) e que mesmo quando tudo corre mal é importante levantar a cabeça, olhar em frente, procurar um novo caminho e sorrir. E eu sinto tanta inveja!
A mim ensinaram-me (ou tentaram ensinar-me) que não se pode errar, que cair é uma vergonha e que sorrir quando tudo corre mal é sinal de falta de responsabilidade e de maturidade.
Até ao fim do secundário foi-me incutida a obrigação de ter sempre a melhor nota e não me recordo de me terem perguntado se me sentia feliz. Perante os meus desejos de aprender ou realizar actividades extra-escolares as reacções oscilavam entre “Isso vai servir-te para quê?” e “Não vais ser capaz.”
Com persistência (sim, que eu não sou teimosa!)segui o caminho que decidi ser o melhor para mim e o que me fazia mais feliz, mesmo que para isso tenha sido olhada de soslaio muitas vezes e tenha ouvido muitas palavras de desencorajamento e de desconfiança.
Sozinha, aprendi (e continuo a aprender) que não há percursos sem obstáculos, que recomeçar é sempre uma opção e que a vida, quando encarada com optimismo, pode ser muito melhor.
Agora, sinto-me em condições para afirmar que, se aquilo que somos é em grande parte o reflexo da educação que tivemos, a verdade é que os valores e as prioridades que nos foram incutidos não nos condicionam de forma definitiva e aquilo que temos dentro de nós pode sempre vir à tona, basta darmo-nos essa oportunidade.



quinta-feira, 7 de julho de 2011

pequeno contributo para a diminuição da rotulagem infantil



Nem todas as crianças desinquietas são hiperactivas; nem todas as pessoas que dão muitos erros ortográficos são disléxicas.



segunda-feira, 4 de julho de 2011

sobre os comentários, ou a ausência deles


devo confessar que, no fundo no fundo, eu nem sempre sou uma pessoa muito democrática.



sexta-feira, 1 de julho de 2011

A economia ao serviço dos pirómanos



Como é natural, ninguém achou piada ao facto de, no próximo Natal, ver o seu subsídio emagrecer.
Existem aqueles que não gostaram, mas, ainda assim, entendem que a medida é necessária; por outro lado, há uma maioria (parece-me) que não concorda, de todo, com a mesma.
Este segundo grupo divide-se em quatro subgrupos: I – os que consideram que outras medidas seriam mais eficazes, justas ou qualquer outro adjectivo; II – os que acreditam que a dívida não deveria ser paga e ponto final; III – aqueles que não concordam simplesmente porque... não!; e, finalmente, há um IV – este último grupo, ou "grupo crente", é constituído por aqueles que acreditam num milagre.
Respeito a opinião de todos, sem excepção (e devo admitir que, bem no fundo, invejo o quarto subgrupo). O que não respeito , não compreendo e, de certa forma, me deixa indignada são aqueles que, parecendo ter um qualquer fetiche pirómano, apregoam em alta voz (ou letras) que vamos todos ficar sem 50% do subsídio de Natal.
A iliteracia voluntária não devia ser exibida e, ainda menos, ser considerada motivo de orgulho.



quinta-feira, 30 de junho de 2011

“Estes gnomos não me largam”, em exibição numa sala (sempre) perto de mim




Durante uma breve viagem a Glasgow, uma miúda, vamos chamar-lhe Descalça, vê uns marcadores de livros giríssimos e decide comprar um para oferecer a uma amiga, coleccionadora feroz dos mesmos. Uns dias depois, já no seu doce lar, telefonicamente, faz esta revelação à amiga que, seguindo o social e politicamente correcto, responde “- Ah, não era preciso, blá blá blá, fico à espera!”; “- Agora não tenho tido tempo de passar pelos ctt, mas na próxima semana envio-to!”; “- Ok!”
Descalça tem a certeza de que guardou este e outros souvenirs num sítio onde JAMAIS se esqueceria. Toda a casa foi revirada. Houve o feliz reencontro com outros objectos muito bem guardados, mas de Glasgow nem sinal. Algumas semanas mais tarde, Descalça recebe um telefonema de aniversário da amiga. O assunto Glasgow /marcador é evitado.

Drama actual: Descalça tem saudades de conversar com a amiga, mas não sabe se será preferível deixar o assunto cair no esquecimento ou confessar-lhe que coabita com gnomos marotos. Qualquer uma das hipóteses lhe parece bastante confrangedora.

(Descalça pensou apresentar esta questão à Maria, mas pareceu-lhe que não se enquadra na sua linha editorial e continua, por isso, a debater-se sozinha na árdua procura de uma solução rápida e eficaz.)



pequeno contributo para uma definição de romantismo




"Há sempre um conflito entre o amor e a vida. Chama-se a isso romantismo, que é, no fim de contas, mais uma posição perante a vida do que diante da arte. Se se diz e se repete: «Sou um romântico incurável», está a admitir-se que se sofre de uma doença. Isto é, um estado crónico, uma espécie de gripe do espírito, e a única coisa que pode curar essa doença é outra doença incurável. O medo, por exemplo."

A Ninfa Inconstante, Guillermo Cabrera Infante


quarta-feira, 29 de junho de 2011

(muitos) dias assim...

Recentemente, o país ficou chocado com os casos de violência juvenil. Surpreendi-me com o facto de haver tanta gente que os desconhecia. Não raras vezes, muita gente fica horrorizada quando percebe que há pais negligentes que descuram os seus filhos. Perante a surpresa dos outros, eu penso "O quê?! Pensavam que todos os progenitores eram bons pais?!" Hoje, lê-se nos comentários dos jornais on-line a indignação dos comentadores perante a confissão da CPCJ (Comissão de Protecção de Crianças e Jovens em Risco) de que há famílias a "entregar" os filhos aos cuidados desta instituição por já não conseguirem "fazer nada". E eu, que passo parte dos dias a tentar "apagar fogos", a relatar as situações para as entidades competentes e a quem uma mãe já quis entregar um filho, começo a perceber a razão pela qual, muitas vezes, me sinto emocionalmente esgotada e fisicamente de rastos.


sexta-feira, 24 de junho de 2011

Informação a ter em conta na próxima vez que me esquecer do código do cartão multibanco

- tentar combinações idiotas apenas leva à capturação do cartão e a ter de esperar, pacientemente, pelo seu envio para o lar doce lar.

prioridades



- Ó "setora", não! Anule-me o exame, mas deixe-me ficar com o telemóvel!







quarta-feira, 22 de junho de 2011

Prometo*



* com os dedos cruzados





Estado actual: só falta crescer-me a tromba



"Entre falar e calar, um elefante preferirá sempre o silêncio, por isso é que lhe cresceu tanto a tromba que, além de transportar troncos de árvores e trabalhar de ascensor para o cornaca, tem a vantagem de representar um obstáculo sério para qualquer descontrolada loquacidade."
A Viagem do Elefante, José Saramago




segunda-feira, 20 de junho de 2011

de manhãzinha, antes de sair, sorrio sempre com ele








Público, 20/Junho/2011



Efeito imediato

Sempre que me deparo com a expressão "um must have da próxima [ou desta] estação" visualizo, instantânea e inconscientemente, isto:






sexta-feira, 17 de junho de 2011

Para mais tarde recordar (e emendar?)




Fiquei satisfeita com a nomeação do Nuno Crato para a pasta da Educação.
Gosto de pensar na escola como um local onde ensinar não é uma ideia absurda.



sábado, 11 de junho de 2011

101/1001



Nunca me ocorreu que pensar em 101 coisas para realizar em 1001 dias fosse tão complicado. Com muito esforço, já consegui 98. Está quase...


http://dayzeroproject.com/


ADENDA: Tarefa cumprida!

quinta-feira, 2 de junho de 2011

As mulheres que se maquilham ganham mais


"A conclusão é de um estudo feito nos Estados Unidos da América.

De acordo com o jornal "i", basta perder sete minutos por dia para tratar da sua imagem e pode conseguir um aumento de 30 por cento no seu ordenado. Esta é a grande conclusão de um estudo realizado nos EUA sobre a importância da maquilhagem no mercado de trabalho.

O estudo foi publicado na "America Economic Review", que diz que as mulheres que se maquilham, para além de terem melhores empregos e serem promovidas mais depressa, ganham em média mais 30 por cento do que as que não o fazem." DN - 02/06/2011


Tenho tantas teorias sobre este estudo... mas não tenho tempo, preciso de ir ali pôr um pouco de batom.



terça-feira, 24 de maio de 2011

Duma vez por todas

Entre magreza e beleza não há, necessariamente, uma relação de causa-efeito.

sábado, 14 de maio de 2011

O que o dinheiro não compra



Volta e meia deparo-me com pessoas que estão em pulgas para ir à praia desfilar com o biquíni da marca X; adoram correr com os ténis da marca Y; têm belas jantaradas nos restaurantes da moda, nos quais usam a roupa da marca Z e a mala da marca W; passam "n" fins-de-semana fantásticos em resorts de luxo e, quando viajam, têm como itinerário uma lista de compras. Eu, que também me permito alguns luxos, que gosto de restaurantes bons (e, por vezes, caros) e que sou uma snob que não gosta de campismo e prefere hotéis, pousadas e turismo rural, mas que sou igualmente feliz quando visto um vestidinho da feira, calço uns chinelos da loja chinesa, preparo um farnel caseiro e faço um piquenique em boa companhia, tenho pena desta gente cujos momentos de prazer estão directamente relacionados com o poder de compra.




sexta-feira, 29 de abril de 2011

considerações toponímicas (2)








Encontro, frequentemente, uma carrinha que faz publicidade a uma sex shop que se chama "Rapidinha". Quando a vejo coloca-se-me a seguinte questão logística: para uma rapidinha valerá a pena fazer o investimento?







quinta-feira, 28 de abril de 2011

Aperta os cordões à bolsa, Descalça!



STOMP

Estes tipos não se limitam a fazer barulho, eles sabem fazer barulho.
Além disso, ainda dançam, dramatizam e divertem.




terça-feira, 26 de abril de 2011

É muito fácil reconhecer-me



Sou aquela parva que desce as escadas do Metro a correr e quando ouve o sinal de aviso de fecho de portas e se encontra a um metro do mesmo, em vez de saltar lá para dentro, fica bloqueada, a ver passar os outros, a porta a fechar-se e o metro a partir. Provavelmente, esta fobia nem merece um nome ou a atenção dos psis, mas lá que me atrapalha, atrapalha.

(E sim, eu sei [ou julgo saber] que as portas têm sensores e que se abrem quando detectam a nossa presença, mas exactamente por ser um medo irracional é que o designei de fobia)








sábado, 23 de abril de 2011

Fico com os nervos em franja

... quando oiço pessoas adultas dizerem que não querem saber de política, que é um assunto chato e sobre o qual não se interessam minimamente.
Muito bem, é uma opção. Podem continuar a interessar-se apenas por futebol e revistas cor-de-rosa, mas é importante ter consciência de que, nesse caso, se perde toda a legitimidade para queixumes porque a vida está cara e o salário não permite ter o estilo de vida ostentado pelas Mimis e Tetés deste país.

Expressões populares – Chave d’Ouro (2)


Onde Judas perdeu as botas


Significado: Longe, distante, inacessível


Origem: Depois de trair Jesus e receber 30 dinheiros, Judas enforcou-se numa árvore. Estava descalço. Por isso, os soldados partiram à procura das botas de Judas, onde, provavelmente, estaria o dinheiro. Não sabemos se acharam ou não as botas e o dinheiro. Mas a expressão atravessou vinte séculos.


quarta-feira, 20 de abril de 2011

Azul



Vila Nova de Milfontes - Abril/2011

uma questão de prioridades



Eu e a minha irmã somos completamente diferentes. Temos gostos e preferências diferentes, objectivos de vida distintos, formas de ver o mundo que se opõem. No entanto, num aspecto somos idênticas: deixamos que a família ocupe um lugar de destaque na nossa vida. Por essa razão, além de lhe dedicarmos alguns fins-de-semana e algum do nosso tempo de férias, pelo menos uma vez por mês usamos a tarde de sábado para, juntamente com a nossa mãe, passear, ir às compras, lanchar... Falamos de futilidades e de assuntos importantes, partilhamos preocupações ou alegrias, desenvolvemos a capacidade de aceitar as nossas diferenças e, por vezes, também nos desentendemos e chego, por instantes, a arrepender-me dos 300 kms percorridos para usufruir daquele momento.
Às vezes, parece-me que somos bichos raros num mundo em que os jovens adultos parecem não ter família. Contudo, para mim, não faz sentido que façamos sacrifícios para conseguir conciliar a vida profissional com a vida social e amorosa e que a família – aqueles que desde que nascemos nos orientaram e, à sua maneira, nos deram apoio – seja esquecida como as roupas que deixámos de usar ou os brinquedos que guardámos no sótão, sendo ultrapassados por tudo e por todos, até mesmo pelos 500 amigos do Facebook.


sábado, 16 de abril de 2011

Expressões populares – Chave d’Ouro


Feito em cima do joelho


Significado: Trabalho com pouca qualidade, feito à pressa.

Origem: Os romanos empregavam escravos que faziam telhas ussando como molde a própria coxa. Conforme o tamanho da coxa de cada um, as telhas eram maiores ou mais pequenas. Nasceu assim a expressão para designar um trabalho que não prima pela regularidade.



café e sabedoria popular

Os pacotes de açucar Chave d’Ouro apresentam uma colecção de expressões populares que, logo de manhãzinha, me despertam muito mais do que o café, ou não fossem elas, juntamente com os provérbios e a toponímia, uma das minhas paixões.



quarta-feira, 6 de abril de 2011

estado de espírito

Na minha família, passou de geração em geração a mensagem de que não devemos viver acima das nossas possibilidades. Foi assim que me educaram. Parecerá uma educação saloia, mas a mim sempre me pareceu bastante coerente e inteligente. Talvez por isso me sinta tão triste, e até envergonhada, por constatar que o meu país se comportou durante anos e anos como um novo-rico vaidoso, esbanjador e inconsequente. A tristeza, por vezes, leva-me a ingerir calorias em quantidades gigantescas. Malditos esbanjadores que me fazem engordar!

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Toda a verdade sobre a saída de casa dos pais e sobre o mercado de arrendamento



Saímos de casa dos pais com 18 anos e, desde então, só lá voltamos alguns fins-de-semana ou passamos alguns dias de férias. Que fantásticas que nós somos! Orgulhamo-nos da nossa independência e até olhamos com algum desprezo para aqueles que não se atrevem a prescindir do conforto do lar parental – “Meninos da mamã,bah!”
Mas, na realidade, e ao contrário do que se vê nos filmes, nem sempre encontramos aquele apartamento relativamente bem localizado, com mobiliário de base apresentável e onde basta colocarmos aquele candeeiro que conseguimos a bom preço na Feira da Ladra (ou comprámos na IKEA) e os posters vintage que trouxemos de Paris para ficar com a nossa cara.
Muitas vezes (quase sempre?) a casa que se arrenda tem os móveis abandonados pelo casal de septuagenários que é proprietário do imóvel. Quantas vezes tive a companhia de simpáticos bichos da madeira que trabalhavam de dia e de noite e me embalavam ao ritmo da sua lida? Também não é raro hesitarmos em levar para o nosso “lar” alguns dos nossos livros mais estimados porque a sua destruição pela humidade é uma ameaça real e muito presente. E não falemos de conforto, ok? Não falemos...
E quanto às casas partilhadas? Bem... a nossa colega nem sempre é uma miúda gira e bem-disposta (como nós!) com quem organizamos sessões de cinema ou com quem fazemos animadas patuscadas. Às vezes, temos de lidar com o mau-humor, o mau feitio ou, simplesmente, com a amargura de quem não está satisfeito com o que tem e decide que os maus momentos (e apenas esses) devem ser contagiantes.
Também podemos ter como flatmate uma mãe de família cujos petizes passam a vida à pancada e agarrados à PlayStation, não permitindo um minuto de silêncio. Ou com uma aspirante a mulher fatal que nos leva a ter as esposas dos maridos assediados à porta, prontas a mostrar toda a sua indignação.
E por que razão não nos mudamos para uma casa melhor? Com melhores condições, em melhor companhia... Porque nem sempre o orçamento o permite e porque nem sempre há oferta. Exactamente. As situações mais graves são aquelas em que, de facto, não há outras opções, pois, ao contrário do que muita gente pensa, nem todos os jovens com pretensões de independência vivem em Lisboa (pasme-se!). Tal como nem todos os empregos se conseguem em grandes cidades. E, por vezes, conseguir uma das três ou quatro casas existentes para arrendamento é uma grande sorte.
Olhando para trás, no conforto do meu sofá (escolhido por mim), na minha sala(que ainda estou a decorar), muitas das situações que, no momento, foram difíceis e me deixaram com os cabelos em pé me parecem, agora, divertidas e tenho a certeza de que me serviram para aprendizagem.
No entanto, pergunto-me: teremos assim tanta razão quando condenamos aqueles que optam por se demorar na casa dos pais enquanto aguardam por dias melhores?




Somewhere

Algures... Algures gostava que tivesse havido alguma coisa neste filme que tivesse a capacidade de me prender e de não me levar a contar os minutos que faltavam para terminar.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Missão cumprida


E no ano da graça de dois mil e onze, pelas vinte e três horas e quatro minutos do dia vinte e sete de Fevereiro, Descalça concretiza o objectivo de ver os dez filmes nomeados na categoria de melhor filme antes da cerimónia de entrega dos Óscares.
Para objectivo não é grande coisa? Pois.. talvez não, mas nem todos os objectivos têm de ser grandiosos.

Preferências, em jeito de SMS (sem qualquer autoridade cinematográfica e sem um pingo de imparcialidade)


FILME:
’127 Horas’
‘The Fighter – Último Round’
‘O Discurso do Rei’

REALIZADOR:
Darren Aronofsky - ‘Cisne Negro’

ACTOR PRINCIPAL:
Colin Firth - ‘O Discurso do Rei’
James Franco - ’127 Horas’

ACTRIZ PRINCIPAL:
Natalie Portman - ‘Cisne Negro’
Jennifer Lawrence - ‘Winter’s Bone’

ACTOR SECUNDÁRIO:
Christian Bale - ‘The Fighter – Último Round’

ACTRIZ SECUNDÁRIA:
Helena Bonham Carter - ‘O Discurso do Rei’
Melissa Leo - ‘The Fighter – Último Round’

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

É imperativo



Abandonar a esplanada e fazer-me à pista para peões.


quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Cru. Tão cru que até dói.

Como eu gosto.

Desaconselhado a românticos patológicos e outros utópicos que acreditam em príncipes e princesas encantados. (a menos que pretendam iniciar uma cura, claro.)

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

A minha nova parceira de trabalho é uma vaca

e chama-se Carlota Joana.

Espero que não faça como a sua antecessora, que desapareceu, sem deixar rasto, levando-me uma grande quantidade de documentos importantes.
Foto da Carlota Joana

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

A galinha da vizinha não é sempre melhor do que a minha

Hoje, junto do metro, fui abordada por uma senhora que me perguntou se eu queria uma empregada doméstica. Depois de declinar a oferta (mantendo-me a única mulher portuguesa com um vencimento acima do ordenado mínimo que não tem empregada) olhei-me de alto a baixo para ver se se notaria muito que mais umas mãozinhas lá em casa me dariam muito jeito: a roupa estava limpa e engomada, as botas devidamente engraxadas; o meu brushing estava perfeito e eu ligeiramente maquilhada (estes dois últimos aspectos não se verificam diariamente). Estranhamente, hoje nem tinha olheiras ou um ar cansado. Deduzo, por isso, que a oferta não foi uma tentativa de me ajudar por estar com um ar estafado e desmazelado, mas sim uma procura activa de alguém que precisa de pagar as contas. No que me diz respeito, senti-me aliviada e, amanhã às 6h50, lembrar-me-ei de não refilar quando tiver de me levantar para enfrentar mais uma jornada.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

50% - 50%

(Melhor filme)

E a dez dias da cerimónia da entrega dos óscares, em termos de
visionamento, estou assim:



- Cisne Negro
- Os Miúdos Estão Bem
- O Discurso do Rei
- A Rede Social
- Toy Story 3





- Indomável

- Winter’s Bone - Despojos de Inverno
- 127 Horas
- The Fighter - Último Round
- A Origem

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

A todos aqueles que hoje tentaram converter-me à sua causa


Não tenho nada contra os que defendem que a comemoração do dia de S. Valentim é um apelo ao consumismo e/ou um comportamento de saloios.
Não tenho nada contra os que dizem que este dia deve ser vivido com paixão, muitos corações, rosas vermelhas e declarações mais ou menos lamechas.
Não tenho nada contra os que aceitam a comemoração, mas só se for feita com muita criatividade (seja lá isso o que for) e glamour.
Não sei se há outro grupo, mas se houver também não tenho nada contra eles. Afinal, se é o dia dos namorados, a comemoração ou a ausência dela diz respeito ao casal e não ao povinho todo.
Mas, por favor, não aproveitem esta minha tolerância (ou falta de posição, pode ser) para me tentarem vender os vossos argumentos e conseguirem mais uma seguidora da vossa causa. Eu acredito piamente que não é necessário ter uma opinião formada sobre tudo e sobre todos. E este é mesmo um daqueles assuntos que não me aquece nem me arrefece, tal como este é um dia que vou comemorando, ou não, de acordo com a disponibilidade, vontade... e outras .... "ades"...

domingo, 13 de fevereiro de 2011

O senhor Henri

Do Gonçalo M. Tavares conheço muito pouco, mas ao ler O Senhor Henri, que me está a divertir imenso, não consigo deixar de imaginar qualquer professora de Língua Portuguesa, de caneta em riste, a anotar "Texto muito repetitivo. É necessário fazer algumas substituições. Excesso de parágrafos... e patati patata..."
1ª conclusão: tudo tem o seu tempo;
2ª conclusão: o estilo não é para todos;
3ª conclusão (e, para mim, a mais importante): encontrar o equilíbrio entre a transmissão de normas e a liberdade criativa é fundamental.



"O senhor Henri disse: a estatística foi inventada em Londres em 1662.
... antes também existiam acasos e repetições, mas ninguém os via.
O senhor Henri coçou depois a barriga com o dedo indicador da mão direita.
O senhor Henri tinha umas calças pretas que não chegavam aos sapatos.
O senhor Henri tinha uns sapatos castanhos antigos. E estes, vindos de baixo, também não chegavam às calças.
Uma admirável coincidência – disse o senhor Henri, ao mesmo tempo que recordava a importância da estatística inventada em Londres em 1662."
O Senhor Henri, Gonçalo M. Tavares

sábado, 5 de fevereiro de 2011

considerações toponímicas

Francamente, não consigo ter motivação para ir a um restaurante que se auto-intitula Plano B.