quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

é bem provável que eu me transforme numa velhinha solitária

Muita gente defende que os amigos são aqueles que estão sempre presentes, nos bons e nos maus momentos. Não, para mim. No meu conceito de amigo é fundamental que se saiba respeitar o tempo e o espaço do outro e que se tenha capacidade para compreender que nem todos os momentos ou decisões importantes serão partilhados, simplesmente porque não se quer partilhar.
No meu conceito de amizade há liberdade e qualquer sentimento de ciúme ou de posse não tem lugar. Os meus amigos são aqueles que, após uma ausência, não fazem um interrogatório para saber se devem ou não perdoar um silêncio prolongado, mas que, naturalmente, ao fim de cinco minutos já estão ao corrente de tudo o que se passa. 
Entre os meus amigos  não há obrigatoriedade de presença, há a confiança que nos permite decidir quando queremos estar presentes sem imposições nem julgamentos.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

e eu ainda continuo numa fase (muito lenta) de assimilação


A propósito desta ordem de Vasco Graça Moura, tenho-me divertido com os apoiantes, que enchem algumas caixas de comentários dos jornais online, que afirmam estar a "favôr" desta medida e defendem a "rejeicção" deste acordo abominável bem como a extensão desta "práctica" a outras instituições, porque temos de defender a nossa língua.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

as palavras andam a fazer-me falta noutras paragens

encontrada, algures, na internet

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

três em um



Pessoas, livros e fotografia. 
Uma ideia que eu gostava de ter tido, aqui.



quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

no meio do trabalho apareceu-me isto e eu gostei



“O nosso tempo desaprendeu a capacidade de se maravilhar, porque se deixou fascinar com aquilo que tem para ostentar e não com aquilo que é capaz de ser. O nosso tempo é o tempo do anti-maravilhoso, é o tempo da comunicação sem comunicabilidade, é o tempo “light” em que tudo é bom desde que seja política e culturalmente correcto e ainda na condição de não ter cafeína, calorias a mais ou outras substâncias consideradas perniciosas para o corpo, que não para o espírito.” 
José Jorge Letria, Manifesto para a Salvação do Maravilhoso

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

romantismo aos pacotes



Eu não percebo o conceito de comprar um jantar ou um fim de semana romântico. Isso significa o quê? Que é à luz das velas, com guardanapos vermelhos, rosas e muitos corações? 
E pode-se passar o tempo todo agarrado ao telemóvel a mandar sms aos amigos? Pode-se abordar aquele assunto obscuro e mal resolvido que provoca sempre amuos e discussões? E se um dos intervenientes tiver uma enorme enxaqueca e responder apenas com uns grunhidos mal humorados? Continua a ser um jantar  ou um fim de semana romântico?
Provavelmente sim e depois diz-se aos amigos "O Tó Mané ofereceu-me um jantar (ou fim de semana) romântico, mas discutimos o tempo todo". E os amigos vão dizer "Oh! Que azar! Agora oferece-lhe tu um jantar romântico a ele"






sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Self-made man





Quem vê best sellers não vê corações...


De acordo com o Público, O Céu existe mesmo é o livro mais vendido do ano em Portugal.
O que é que se pode dizer? Nada, pois... 

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Empadão de grandes e pequenas ideias, recheado de dúvidas e acompanhado de pânico de paralisação



Tive uma grande ideia que pode originar um bom projeto. Para pôr em prática essa grande ideia preciso de desenvolver várias pequenas ideias, que também tive. No entanto, para que a grande ideia possa ver luz, há um trabalho paralelo às pequenas ideias que me absorverá muito tempo, deixando-me com pouca disponibilidade para executar as pequenas ideias. Por outro lado, se me dedicar às pequenas ideias, fico sem tempo para o trabalho paralelo sem o qual a grande ideia nunca passará disso mesmo: uma ideia.
Posto isto, corro o sério risco de ficar sentada no sofá a pensar na melhor estratégia e deixar as ideias esturrarem.

                                                       daqui, onde há receitas maravilhosas

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Esqueci-me disto enquanto trincava as passas, mas


há duas coisas que me fazem muita falta e que dependem menos de mim  do que parece: para 2012, e os anos seguintes, gostava muito de diminuir os níveis de ansiedade e aumentar os de organização espontânea.

mudam-se os anos, mantêm-se as listas


Eu gosto imenso de listas. Faço-as (quase) diariamente e por tudo e por nada. Tendo em conta que não tenho propriamente uma memória de elefante e a minha organização não me é inata mas autoimposta, acredito que as minhas listas me salvam os dias. Não me recordo se foi por gostar tanto de listas que me diverti bastante com a leitura deste livro ou se foi depois de o ler que a frequência e a tipologia de listas aumentaram... Adiante. Serviu esta introdução para dizer que, não fugindo à regra, também eu tive o hábito de fazer listas de resoluções para o ano novo. Mas essas minhas listas padeciam de tendências megalómanas e, ainda durante o mês de janeiro, ao olhar para uma lista que apontava em todas as direções e que me exigia muito mais do que eu podia ou estava disposta a dar, considerava-as inexequíveis e esqueci-as. Já não as faço. Continuo com as minhas listas diárias ou semanais, ou, no trabalho, mensais e trimestrais. Em situações muito específicas, dou um passo um pouco maior e faço uma de médio ou longo prazo. Tenho tido melhores resultados.

Descalça, dona de casa







Disseram-me as verdadeiras fadas do lar  (pelo menos as que eu conheço - mãe e avó) que para arrumar a casa devemos começar por uma divisão e só quando essa divisão estiver perfeita é que devemos passar para outra, para não perdermos tempo a andar às voltas pela casa. Eu faço exatamente o contrário. Passo por todas as divisões várias vezes e, simultaneamente, faço um pouco em cada uma delas até me parecer que o resultado já é aceitável. Quando isso acontece (aconteceu há cerca de 10 minutos :)) fico numa situação bastante confortável: nada está perfeito, mas está tudo apresentável e agora posso decidir se ainda há algo para aperfeiçoar ou se prefiro dedicar-me a outra tarefa que me seja mais prazerosa.
NOTA: Esta técnica só pode ser usada se não esperar a visita da minha mãe, caso contrário o tempo e o rigor implicados na tarefa centuplicam, bem como os níveis de stress.

sábado, 31 de dezembro de 2011

fui aos saldos e safei-me




Era uma vez um casaco que eu tinha andado a namoriscar, mas que não encaixava muito bem no meu orçamento. Quando soube que os saldos tinham começado, fui propositadamente  à loja procurá-lo. Encontrei-o com 50% de desconto e ainda havia um exemplar no meu número. Confirmámos que o universo conspirava a nosso favor e viemos juntos para casa, onde pretendemos ser muito felizes. Fim.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

conjunto de conjunções coordenativas copulativas provoca locução coordenativa conclusiva


Bem sei que tive uns dias de férias, mas também tive o Natal e a família. E horas sentada à volta de uma mesa ou passadas em viagens. E antes e depois do Natal tive remodelações em casa. E roupa que, provavelmente desde setembro, esperava pela oportunidade de ser lavada e arrumada. E tive receitas para procurar e confecionar. E conversas saborosas em volta dos resultados.
E tive documentos e outra papelada que se acumulavam havia algumas semanas e que era urgente organizar. E por todo o lado encontro post-its com ideias de materiais para construir e trabalhos e projetos que devo delinear, pois  quero iniciá-los já em janeiro. E tenho artigos do curso para ler e também trabalhos para avaliação que devo começar a redigir. E tinha o Jonathan Franzen para terminar e filmes que quero ver.
E quero tempo para mim. Tempo que apenas existe. Sem marcações, nem agenda.
Às vezes parece mal querer ter tempo para poder não fazer nada com ele. O que fica bem é olhar para a agenda preenchida e fazer um ar aflito "Oh! estou tão ocupada" para logo a seguir acrescentar, com um sorriso condescendente "mas ainda arranjo aqui um tempinho!"
Não sei se foi a infância na planície ou os muitos anos a viver sozinha, mas mais do que qualquer outra coisa, muitas vezes, do que eu preciso mesmo é desse tempo, o tempo literalmente livre. Por isso, mais uma vez, houve telefonemas que ficaram por fazer. Encontros e cafés que serão marcados num próximo fim de semana. 

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

provavelmente o último post fashion de 2011 (e talvez também o primeiro)


A técnica da cebola é muito boa. É mesmo. Mas não há bela sem senão e o que eu gostava  verdadeiramente de saber é o que é que fazemos à cascas que vamos largando quando não andamos com uma mochila ou um malão, perdão uma XL Bag (voilà!). É que eu sou especialista em deixar pedaços de mim pelos sítios por onde passo e corro o sério risco de ficar com os armários vazios em pouco mais de uma semana.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

E dizem que sim, que já chegou o Natal

Andy Warhol - Christmas Tree

decisão de 5ª feira à tarde



Esta decisão seria boa para iniciar uma daqueles listas de boas intenções para o novo ano, mas nunca as cumpro e tenho alguma urgência em colocar isto em prática, por isso, aqui vai: 
a partir da próxima hora, vou dedicar menos tempo a acumular filmes que quero ver e dedicar mais tempo a vê-los.

Se resultar, pensarei numa adaptação a aplicar aos livros, embora a situação esteja muito mais controlada. Mas uma coisa de cada vez.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

treinadores de bancada



Muitos dos que se indignaram com o apelo à emigração feito pelo primeiro-ministro são os mesmos que, no café, gostam de dizer que esta malta nova não quer trabalhar, quer é ter um emprego, que quem quer trabalhar, trabalha e que a Maria, a empregada lá de casa, faz limpezas durante o dia, à noite trabalha num call center e nos fins de semana ainda vai trabalhar num supermercado. E rematam, do alto da sua sabedoria, afirmando que "não há falta de trabalho, o que há é falta de quem queira trabalhar!"
Também conheço quem acredite que por ser "doutor" merece encontrar o trabalho ideal, de preferência na mesma rua, para não gastar tempo e dinheiro em transportes... 
Mas acredito, sobretudo, que cada um sabe de si. E acredito na capacidade que cada pessoa tem de decidir, num determinado momento, o que é prioritário: trabalhar na profissão que a faz feliz, mesmo que seja noutro continente, ou ficar junto da família e amigos,  trabalhando noutra área.. ou sem trabalhar? Desdobrar-se em 4 ou 5 empregos e ter algum conforto financeiro, embora fique sem tempo para viver, ou ter mais tempo e menos dinheiro? Limitar-se às ofertas do mercado ou correr o risco de  criar o seu próprio projeto?
São verdades de La Palisse, mas há quem se esqueça de que o que é bom para uns é péssimo para outros, que o que parece perfeito num momento específico é absolutamente impensável noutra ocasião.
E não acreditar que pessoas adultas têm capacidade para avaliar e decidir e que, por isso, o Passos Coelho ou o Zé da Tasca da Esquina é que sabem o que é certo para todos, é dar-lhes muito pouco valor.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

no início do século passado era assim...


A minha avó, nascida em 1908,  não concebia a hipótese de haver uma mulher solteira na família. Se uma mulher ficasse solteira isso significava que era uma mulher “falada”, uma vergonha, portanto. Para garantir que não se via a braços com essa  situação  tentava ensinar as filhas e as netas mais velhas a lidar com os homens (com pouco sucesso, diga-se em abono da verdade).
Lembro-me de ouvi-la aconselhar a minha irmã: “Filha, nós temos de fazê-los acreditar que têm sempre razão, que são sempre eles que têm as ideias e que decidem tudo. Mesmo quando não concordamos, dizemos que sim e tentamos, a pouco e pouco e de forma muito discreta, levá-los a fazer o que nós queremos. E, enquanto falamos, é preciso cuidado, se vemos que eles estão a ficar irritados com o que dizemos, ficamos caladas e deixamos que sejam eles a orientar a conversa. Não devemos aborrecê-los com as nossas coisas porque senão começam a vir tarde para casa e um homem na rua... nunca se saber...”
Se ainda vivesse, a minha avó teria mais de 100 anos e, certamente, ainda pensaria da mesma forma. Surpreendentemente, alguns jovens jovens de trinta e poucos também.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

contributo para uma definição do conceito de anonimato na blogosfera


Se a lili das pantufas, que tem um blogue onde mostra as unhas dos pés e as pontas do cabelo, faz um comentário pouco simpático num outro blogue, toda a gente defende que está a dar a cara (!) e a assumir o que pensa. Por outro lado,  se a Maria Albertina de Albuquerque Fonseca e Castro, que não tem blogue, mas que envia o comentário devidamente identificado a partir do email pessoal e profissional (que consta dos contactos de 90% da população letrada informaticamente), fizer o mesmo comentário é uma anónima invejosa que se esconde atrás do anonimato (!).


quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

programa para esta noite





À primeira vista, num contacto muito rapidinho, pareceu-me que a minha manta com mangas é um belo embuste: pequena, leve, pouco envolvente... 
Temos encontro marcado para logo à noite. Já está no sofá à minha espera. Pela minha parte, espero (mas poucas ilusões) que me surpreenda.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

preciosismos linguísticos à parte


Com o tempo, e as pessoas e as aprendizagens que ele me trouxe, deixei de me sentir chocada com o cartaz do senhor Joaquim a anunciar o "concerto" de sapatos ou com o toldo da dona Maria a informar que "aça" frangos. Desde que sejam bons naquilo que fazem, quem sou eu para lhes apontar o dedo ao português? Mas quando, depois de ler e reler um título, tenho de ler a notícia para perceber o que se pretendia transmitir, esta tolerância já muda de figura. Vejamos - "PJ caça violador de jovem com atraso vendido a ciganos":
- o jovem estava atrasado? para as aulas? perdeu o comboio?
- o jovem estava com um atraso menstrual? será por isso que se pretende caçar o violador?
- a PJ descuidou-se com as horas e atrasou-se a caçar o violador?
- o jovem foi vendido aos ciganos mais tarde do que o que fora acordado?

Ou será que o jornalista se atrasou e escreveu a notícia às três pancadas?
Esta "notícia" não estava num blogue ou página pessoal e, ao contrário do senhor Joaquim ou da dona Maria, o trabalho do jornalista consiste em escrever.




quinta-feira, 24 de novembro de 2011

dúvida estatístico-comportamental



Não estou na instituição que, oficialmente, é a minha entidade empregadora, mas estou em casa a trabalhar arduamente e a usufruir daqueles luxos que no local de trabalho não me são permitidos, por exemplo, ter espaço para colocar o computador e um livro, imprimir um texto ou consultar um dicionário que está na mesma sala em que trabalho. Regalias e gorduras, pois claro.
Estarei a fazer greve?


quarta-feira, 23 de novembro de 2011

domingo, 13 de novembro de 2011

considerações toponímicas (3)



Um centro de explicações que se denomina "O Cábula" suscita-me grandes dúvidas quanto à seriedade e eficácia da metodologia de trabalho desenvolvida.





quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Onde está o Wally?




De acordo com o Público, parece que o Wally vai saltar para as salas de cinema (detector de clichés activado!)
Não há pormenores, mas, assim de repente, ocorreu-me que poderá (poderia?) contribuir para aumentar os níveis de concentração e persistência das novas gerações.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

eu já disse que gosto mesmo do Bartoon

Público, 09/Nov/2011


quarta-feira, 2 de novembro de 2011

em processo de assimilação



Sempre que posso, continuo a escrever utilizando a grafia anterior ao acordo, no entanto, hoje ao passar por uma rua denominada "Actor... qualquer coisa"  o meu detector interno de erros ortográficos deu sinal e olhei novamente para ver de que se tratava. Penso que isto significará que estou a começar a interiorizar algumas das regras. Já não era sem tempo, tenho de admitir.
(sim, sim, nest post continuo a não usar o acordo)

para averiguar do seu grau de pureza




Parece que muitas pessoas distinguem vertical de horizontal usando como mnemónica para horizontal a linha do horizonte. Eu recorro ao conceito de subir na vida "na horizontal" e, até há pouco, acreditava que esta associação de ideias era usada por todos.

sábado, 29 de outubro de 2011

a galinha dos ovos de ouro


Desde que o verbo “poupar” começou a bombardear-nos de todos os lados, tudo quanto é economista ou avozinha com truques na manga desatou a publicar livros com dicas infalíveis para economia doméstica.
Eu, que também me sei comportar como qualquer treinador de bancada, deixo mais uma dica para quem quer poupar e precisa de instruções: consultar os tais livros numa fnac ou secção de livraria de um supermercado e registar, mentalmente ou por escrito, as dicas que pode utilizar, poupando os primeiros 14 ou 15 euros. Esta dica, garantidamente, nenhum livro fornecerá.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Um dia... vou ter formigas em casa


Hoje é o dia.

À falta de outra técnica de extermínio, estou a usar o aspirador, mas parece-me uma espécie de tortura...

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Caro Gardner, esta é para ti



As pessoas que conseguem detectar, rápida e eficazmente, com quem lhes vale a pena serem simpáticas, flexíveis, cooperantes, adoráveis e por aí fora, e que são umas bestinhas arrogantes, displicentes, mal-humoradas com todos os outros, foram bafejadas por uma grande dose de inteligência interpessoal ou de chico-espertismo?


big brother



Estou a seguir uma encomenda via DHL. Está nas mãos do estafeta há mais de duas horas.
O serviço até é interessante, mas se tivesse uma estimativa sobre a hora de entrega seria perfeito.


quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Essa conversa dos "sinais" até pode ser bem simpática


Embora contrariada, deixei o que estava a fazer e fui lavar o chão da cozinha. Mal tinha iniciado a tarefa, parti a esfregona. Ainda pensei em ir comprar uma imediatamente, mas isso seria contrariar o sinal que me foi enviado e voltei para o trabalho anterior. Contra sinais não há argumentos!

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Em pouco mais de meia duzia de frases: estado actual


Penso no trabalho o dia todo. Tenho dificuldades em adormecer porque as preocupações nao me deixam. Levanto-me para registar ideias a qualquer hora da noite. Distraio-me do que me estao a dizer porque estou sempre a tentar encontrar soluções. Continuo com dificuldades em convencer-me de que nem todos os problemas do mundo precisam da minha intervenção. Para nao falar constantemente de trabalho, ando a ficar cada vez mais calada.
Conclusão: estou exausta e a precisar de desligar urgentemente.



PS: O computador hoje esta temperamental e so aceita os acentos que entende.


quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Sobre o uso de maiúsculas



Tenho pena que o Valter Hugo Mãe tenha deixado de utilizar exclusivamente minúsculas. Detesto letras maiúsculas. mesmo!




O filho de mil homens


Quando li “o remorso de baltazar serapião” achei-o muito duro e excessivamente violento. Nunca ponderei abandonar a sua leitura, mas sentia urgência de chegar ao fim e libertar-me daquela família e daquelas personagens. Durante muito tempo não voltei a pegar num livro do Valter Hugo Mãe. Não me atrevia. Agora não resisti à esmagadora campanha de marketing que tem sido feita para o lançamento d' "O filho de mil homens" e às entrevistas que o autor tem dado a vários jornais e revistas. Ainda meio desconfiada, e porque agora não me sinto com disposição mental para murros no estômago, li alguns excertos na fnac, mas acabei por trazê-lo para casa.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Desmistificando a não adesão ao facebook


Há pessoas que se espantam muito por haver quem ainda não se tenha rendido ao facebook. Acham que tem de haver uma razão muito forte ou, quiçá, uma filosofia de vida recheada de argumentos pertinentes e muito bem fundamentados. Confesso que, à falta de outro assunto, já me deixei arrastar no discurso da defesa da privacidade e da primazia que, actualmente, é dada à vida virtual em detrimento da vida real e outras balelas que serviram para ocupar os minutos que teriam sido passados a falar do tempo. No entanto, a verdade é que não aderi ao facebook pela mesma razão que me faz não comprar um triciclo: neste momento não me serviria para nada. Apenas isso. Sem qualquer floreado ou justificação.