quarta-feira, 2 de maio de 2012

Freud explica?



Hoje tenho uma reunião à qual pretendia faltar porque tenho uma aula, que me interessa bastante, na universidade. 
A reunião deixou de ter um caráter obrigatório (não haverá marcação de faltas) e passou a ser um encontro de trabalho. 
Vou faltar à aula da universidade para estar, voluntariamente, presente na reunião.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Factor de despiste


Não quero ter por perto as pessoas que hoje acorreram a determinada rede de hipermercados, considerando que estavam a ser agraciadas com uma pechincha imperdível.
E, por favor, estabelecer comparações com médicos, polícias e afins apenas vos imbeciliza mais. Sigam, juntamente com o vosso umbigo e o porta-moedas,  esse caminho (que, acredito,  não vos levará a lugar nenhum).

sexta-feira, 20 de abril de 2012

o trabalho de investigação tem destas coisas

Toda a gente ficava muito admirada porque eu não conhecia a música do "Ai  se eu te pego". Depois do espanto inicial, tive direito a ouvir as mais diversas versões de crianças e adultos. Hoje, não sei a que propósito, decidi que era tempo de procurar o original no youtube. Não é que o raio da música me ficou no ouvido o dia todo? E há pior: até me imagino a dançar aquilo. 
No momento em que iniciei este post decidi procurar, também, a versão original  da "Sexta-feira" (outra das tais que conhecia em versões mais ou menos infantis). O "bom, bom, bom" ficou a ecoar cá dentro. Vou deixar-me de pesquisas.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Lunch Beat

Gosto deste conceito e acredito na sua eficácia. 
Cá por casa, praticamos algo que se poderia designar como breakfast show, não sei se com contributos diretos na produtividade, mas, sem dúvida, com muitos benefícios imediatos na felicidade(zinha) diária.





quinta-feira, 5 de abril de 2012

ir para fora cá dentro, com o alto patrocínio da ryanair e do bcp



A história é breve. Com alguma antecedência, marquei um voo baratucho pela ryanair. Como me acontece frequentemente, verifiquei mais tarde que na data prevista teria outras atividades que se sobrepunham e alterei as datas. Escusado será dizer que os valores em causa passaram a ser equivalentes aos de um voo na tap, em executiva, mas dinheiro não é tudo e patati patata... viagem marcada e (supostamente) paga com o cartão de crédito do bcp. Há vários dias recebi um mail da ryanar a solicitar a impressão dos bilhetes, mas como ainda faltava muito tempo, aguardei e  apenas tentei imprimi-los no sábado. Primeiro choque: de acordo com as datas, eu deveria estar nesse momento dentro do avião. Consultei a minha reserva e apercebi-me de que se referia às primeiras datas indicadas. No meio de muitas perguntas e respostas verifiquei que caso não se consiga “efectuar o pagamento do montante relativo à alteração do voo, o seu novo voo será consequentemente cancelado e os seus voos originais serão restabelecidos” (e pagos, pois claro). E foi o que aconteceu. Assim, sem mais contactos telefónicos ou via email. Ainda tentando perceber o que se passava, lembrei-me de que, há algum tempo, diminuí o limite do cartão de crédito (usado apenas para estes fins) e, além disso, já tinha feito outra despesa, pelo que o limite máximo já tinha sido atingido. Também não me contactaram por nenhuma via, para me darem conta da situação, o que no mínimo seria simpático,  já que nas contas bancárias existia a quantia necessária e, por enquanto, no meu CV ainda não consta a atividade de caloteira.
De acordo com a viagem baratucha que paguei, estarei de regresso já amanhã. De acordo com a viagem com preço de executiva que não está marcada, mas que me aparece à espera de pagamento (o que não ocorrerá, pois amanhã já terei tempo para tratar do assunto!) parto amanhã bem cedinho. Com isto, aqui estou eu,  entre viagens e  sem sair da minha casinha. Muito cómodo e (quase) económico.

quarta-feira, 28 de março de 2012

os benefícios de uma boa limpeza


Já aqui falei de um marcador de livros desaparecido desde fevereiro de 2011. Pois bem, os senhores que hoje lavaram e aspiraram o meu carro (bem aspiradinho, não restam dúvidas), encontraram-no e colocaram-no na porta. Estou muito grata, mas se eu me lembrasse quando e onde mandei fazer as limpezas anteriores teria uma boa justificação para pedir uma indemnização, pelo mau serviço e também pelos danos morais e psicológicos provocados.


terça-feira, 27 de março de 2012

rato da cidade, rato do campo



Para a maior parte das pessoas não passará de um fait-divers, mas a mim tocou-me. Falo da morte do adolescente em Lloret del Mar. E tocou-me porque assisti várias vezes ao entusiasmo e empenho com que os grupos de estudantes preparam estas viagens, muitas vezes logo a partir do 10ºano.  E não, não se trata apenas de querer ir passar uns dias de copos, sexo e droga como muita gente gosta de afirmar, como se por cá nada disso fosse possível. Em alguns grupos trata-se de fazer a primeira “grande” viagem. É a primeira experiência sem os pais, é uma experiência de grupo.  É muito difícil recordarmo-nos da importância que o grupo tem durante a adolescência?
Já sei, todos sabemos, que grande parte dos comentadores dos jornais online sofre de profundas frustrações e destila ódio contra tudo o que mexe, contra o que não mexe também, mas não deixa de me incomodar a insensibilidade que se apregoa com orgulho. Querem adolescentes que nunca, mas nunca, falham, pais que educam de tal forma que garantem que os filhos nem sequer torcerão um pé, controlo apertado para todos, para tudo. Quanto aos ofendidos porque a autarquia adiantou o pagamento das viagens de regresso, nota-se que não sabem o que é viver num local onde as pessoas se conhecem, onde a morte de uma pessoa não é tratada com desprezo, onde se protege quem é da terra (saloiice, já sei).
Por vezes acho que me adaptei muito bem à cidade, que aqui é o meu lugar. Mas fico sempre muito feliz porque tive a oportunidade de conhecer o outro lado.

segunda-feira, 26 de março de 2012

vamos lá falar do que é importante


Homens lisboetas estão entre os mais bonitos do mundo, de acordo com a revista Travelers Digest. Por isso, nada de andarmos por aí distraídas ou ensimesmadas. 



quinta-feira, 22 de março de 2012

no divã


Estou a frequentar dois cursos que, em grande parte do tempo, defendem ideias contrárias e rivalizam entre si. Na minha cabeça, quase tudo o que defendem faz sentido, o que me leva a questionar se estarei com uma grande capacidade de encaixe, filtragem e acomodação das ideias ou se, por outro lado,  estarei a desenvolver uma espécie de esquizofrenia.


quinta-feira, 15 de março de 2012

e agora dava-me jeito uma mezinha para a dor de cabeça



Às vezes admiro aquelas pessoas que são verdadeiros compêndios médicos falantes. Dizemos “Sinto-me zonza” e, em seguida, ouvimos “Ah, isso é porque tens a tensão jdeyh, tens de beber kdieoffh e tomar kjdif.”. Noutro dia, “Tenho uma dor no pescoço”, “Ah, isso é porque fizeste uma dofjif . Tens de pôr o creme rfiifhh e fazer uma massagem ififio”. Numa nova ocasião “Não sei onde fiz esta nódoa negra.”, “Ah, para isso há um tratamento muito bom, é o hiefh. Mas tens de ter cuidado porque kjririfhh”. São pessoas fantásticas. E excelente companhia. Se nos faltar tema de conversa,  mas quisermos fugir ao silêncio, podemos sempre arranjar um joanete no dedo mindinho do pé esquerdo e ficamos com assunto para preencher umas horas vazias. 

domingo, 4 de março de 2012

ou eles ou eu




Papel, vidro, plástico, tampinhas, rolhas de cortiça e cápsulas de café. Se resolver reciclar mais alguma coisa, vou ser obrigada a mudar de casa.


quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

ainda tenho "The Tree of Life" e "War Horse" à espera...





... mas isto hoje só lá vai com pizza, vinho tinto, Marretas e uma mantinha no chão da sala.








Informação posterior: o filme não vale nada.
(15/03/2012)

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

E, de repente, parece que o contexto deixou de servir para contextualizar



Às pessoas que ficam em pânico porque deixaram de conseguir fazer a distinção entre a preposição “para”  e a forma verbal “para”, da 3ª pessoa do singular, do verbo “parar”, no presente do indicativo, pergunto:

Durante todos os anos da vossa vida como distinguiram a sede que vos motiva a beber um copo de água fresca da sede do vosso clube de futebol? E como fizeram para distinguir o molho bechamel de um molho de coentros? E nunca houve diferença entre a forma como se confeciona um pudim e a forma onde o mesmo solidifica? E como conseguiram perceber se o pároco lá da terra esteve a pregar um prego ou a pregar um valente sermão aos infiéis?

Pois é... contexto.


segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

talvez me dedique à pesca ao achigã








Todos os meus hobbies estão, de alguma forma, relacionados com o meu trabalho. Para aqueles que, aparentemente, não estavam, em momentos de perda de lucidez,  arranjei pontos de ligação e passaram a estar. Isso tem aspetos positivos? Sem dúvida que sim, mas hoje só me ocorrem os negativos.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

slogans anti-crise (ou um título corriqueiro que irrita a autora do post)



Eu até nem sou daquelas pessoas que se sentem muito agastadas porque nos noticiários só se fala de crise e desemprego e falências e dificuldades e... e... e... Preocupa-me o que isso significa. Mas se são esses os factos que marcam a atualidade (eu já li/ouvi isto), são esses os  factos que têm de ser noticiados (sim, eu sei, às vezes já não são factos e é bater na mesma tecla e patati e patata). Ponto. Para notícias bonitas e fofinhas também há programas e revistas próprios. Agora, o que me cansa e me parece tão corriqueiro e sensaborão é a utilização da palavra “crise” em todos os slogans, sejam de alimentação, vestuário, cultura e lazer, chegando até  ao Salão Erótico do Porto, que  se lembrou do lema “O teu sexo não está crise.” É suposto que este slogan atraia visitantes? Não me atrairia. Na minha opinião, são dois temas que não necessitam mesmo nada de estar associados e este tipo de ligação até me parece contraproducente. Opinião pessoal, claro está.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

é bem provável que eu me transforme numa velhinha solitária

Muita gente defende que os amigos são aqueles que estão sempre presentes, nos bons e nos maus momentos. Não, para mim. No meu conceito de amigo é fundamental que se saiba respeitar o tempo e o espaço do outro e que se tenha capacidade para compreender que nem todos os momentos ou decisões importantes serão partilhados, simplesmente porque não se quer partilhar.
No meu conceito de amizade há liberdade e qualquer sentimento de ciúme ou de posse não tem lugar. Os meus amigos são aqueles que, após uma ausência, não fazem um interrogatório para saber se devem ou não perdoar um silêncio prolongado, mas que, naturalmente, ao fim de cinco minutos já estão ao corrente de tudo o que se passa. 
Entre os meus amigos  não há obrigatoriedade de presença, há a confiança que nos permite decidir quando queremos estar presentes sem imposições nem julgamentos.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

e eu ainda continuo numa fase (muito lenta) de assimilação


A propósito desta ordem de Vasco Graça Moura, tenho-me divertido com os apoiantes, que enchem algumas caixas de comentários dos jornais online, que afirmam estar a "favôr" desta medida e defendem a "rejeicção" deste acordo abominável bem como a extensão desta "práctica" a outras instituições, porque temos de defender a nossa língua.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

as palavras andam a fazer-me falta noutras paragens

encontrada, algures, na internet

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

três em um



Pessoas, livros e fotografia. 
Uma ideia que eu gostava de ter tido, aqui.



quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

no meio do trabalho apareceu-me isto e eu gostei



“O nosso tempo desaprendeu a capacidade de se maravilhar, porque se deixou fascinar com aquilo que tem para ostentar e não com aquilo que é capaz de ser. O nosso tempo é o tempo do anti-maravilhoso, é o tempo da comunicação sem comunicabilidade, é o tempo “light” em que tudo é bom desde que seja política e culturalmente correcto e ainda na condição de não ter cafeína, calorias a mais ou outras substâncias consideradas perniciosas para o corpo, que não para o espírito.” 
José Jorge Letria, Manifesto para a Salvação do Maravilhoso

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

romantismo aos pacotes



Eu não percebo o conceito de comprar um jantar ou um fim de semana romântico. Isso significa o quê? Que é à luz das velas, com guardanapos vermelhos, rosas e muitos corações? 
E pode-se passar o tempo todo agarrado ao telemóvel a mandar sms aos amigos? Pode-se abordar aquele assunto obscuro e mal resolvido que provoca sempre amuos e discussões? E se um dos intervenientes tiver uma enorme enxaqueca e responder apenas com uns grunhidos mal humorados? Continua a ser um jantar  ou um fim de semana romântico?
Provavelmente sim e depois diz-se aos amigos "O Tó Mané ofereceu-me um jantar (ou fim de semana) romântico, mas discutimos o tempo todo". E os amigos vão dizer "Oh! Que azar! Agora oferece-lhe tu um jantar romântico a ele"






sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Self-made man





Quem vê best sellers não vê corações...


De acordo com o Público, O Céu existe mesmo é o livro mais vendido do ano em Portugal.
O que é que se pode dizer? Nada, pois...