domingo, 6 de maio de 2012

definição pessoal de "fim de semana"



Período de 48 horas em que existe mais tempo disponível para poder trabalhar.



quarta-feira, 2 de maio de 2012

amigas não de sempre, mas para sempre


Quando eu era adolescente, era quase obrigatório ter um livro de autógrafos com lindas dedicatórias dos amigos, inimigos, conhecidos ou desconhecidos. Na realidade quem se desse ao trabalho de ler as várias páginas rabiscadas não saberia distinguir uns dos outros, pois todas as dedicatórias eram igualmente afetuosas e reveladoras de sentimentos de amizade eternos. O funcionamento era  o seguinte: quem estivesse com uma caneta na mão e disposto a autografar recebia todos os livros de autógrafos das redondezas e depois era levar essa tarefa toda a eito. Eu, já nessa altura, nutria um particular desagrado pela expressão “da tua amiga não de sempre, mas para sempre”. Que nervos que me dava! Nunca tínhamos sido amigas e agora íamos ser amigas para sempre? Só por causa de umas palavritas naquele livro? Muitas vezes, eu comprovava que a minha teoria estava certa logo no intervalo seguinte.

Lembrei-me desta situação por outra que é, em certa medida, diferente. Por vezes, aparecem-nos  pessoas que vêm imbuídas desse espírito de amizade eterna e decidem, unilateralmente, que temos mesmo de ser amigas inseparáveis. A tempo inteiro. E então, de repente, marcam cafezinhos, cinemas e outros que tais. Disponibilizam-se para nos ajudarem a fazer aqueles bolinhos, molho bechamel  ou alheira à moda de Mirandela, decidem em que momentos podemos caminhar juntas pelo jardim ou qual o ginásio que devemos frequentar e consideram que a sua presença é essencial nas 24 horas do nosso dia. Mas não é. Podem ser pessoas queridas, com quem gostamos de conversar um pouco e, uma vez ou outra, beber o tal café, mas não partilhamos o mesmo entusiasmo e ansiedade pelos momentos em conjunto. E, sobretudo, não sentimos necessidade de passar com elas todos os momentos de lazer de que dispomos.  Eu tenho a certeza de que há mais pessoas a serem “perseguidas” desta forma, mas dizê-lo não é, de facto, socialmente correto.







Freud explica?



Hoje tenho uma reunião à qual pretendia faltar porque tenho uma aula, que me interessa bastante, na universidade. 
A reunião deixou de ter um caráter obrigatório (não haverá marcação de faltas) e passou a ser um encontro de trabalho. 
Vou faltar à aula da universidade para estar, voluntariamente, presente na reunião.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Factor de despiste


Não quero ter por perto as pessoas que hoje acorreram a determinada rede de hipermercados, considerando que estavam a ser agraciadas com uma pechincha imperdível.
E, por favor, estabelecer comparações com médicos, polícias e afins apenas vos imbeciliza mais. Sigam, juntamente com o vosso umbigo e o porta-moedas,  esse caminho (que, acredito,  não vos levará a lugar nenhum).

sexta-feira, 20 de abril de 2012

o trabalho de investigação tem destas coisas

Toda a gente ficava muito admirada porque eu não conhecia a música do "Ai  se eu te pego". Depois do espanto inicial, tive direito a ouvir as mais diversas versões de crianças e adultos. Hoje, não sei a que propósito, decidi que era tempo de procurar o original no youtube. Não é que o raio da música me ficou no ouvido o dia todo? E há pior: até me imagino a dançar aquilo. 
No momento em que iniciei este post decidi procurar, também, a versão original  da "Sexta-feira" (outra das tais que conhecia em versões mais ou menos infantis). O "bom, bom, bom" ficou a ecoar cá dentro. Vou deixar-me de pesquisas.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Lunch Beat

Gosto deste conceito e acredito na sua eficácia. 
Cá por casa, praticamos algo que se poderia designar como breakfast show, não sei se com contributos diretos na produtividade, mas, sem dúvida, com muitos benefícios imediatos na felicidade(zinha) diária.





quinta-feira, 5 de abril de 2012

ir para fora cá dentro, com o alto patrocínio da ryanair e do bcp



A história é breve. Com alguma antecedência, marquei um voo baratucho pela ryanair. Como me acontece frequentemente, verifiquei mais tarde que na data prevista teria outras atividades que se sobrepunham e alterei as datas. Escusado será dizer que os valores em causa passaram a ser equivalentes aos de um voo na tap, em executiva, mas dinheiro não é tudo e patati patata... viagem marcada e (supostamente) paga com o cartão de crédito do bcp. Há vários dias recebi um mail da ryanar a solicitar a impressão dos bilhetes, mas como ainda faltava muito tempo, aguardei e  apenas tentei imprimi-los no sábado. Primeiro choque: de acordo com as datas, eu deveria estar nesse momento dentro do avião. Consultei a minha reserva e apercebi-me de que se referia às primeiras datas indicadas. No meio de muitas perguntas e respostas verifiquei que caso não se consiga “efectuar o pagamento do montante relativo à alteração do voo, o seu novo voo será consequentemente cancelado e os seus voos originais serão restabelecidos” (e pagos, pois claro). E foi o que aconteceu. Assim, sem mais contactos telefónicos ou via email. Ainda tentando perceber o que se passava, lembrei-me de que, há algum tempo, diminuí o limite do cartão de crédito (usado apenas para estes fins) e, além disso, já tinha feito outra despesa, pelo que o limite máximo já tinha sido atingido. Também não me contactaram por nenhuma via, para me darem conta da situação, o que no mínimo seria simpático,  já que nas contas bancárias existia a quantia necessária e, por enquanto, no meu CV ainda não consta a atividade de caloteira.
De acordo com a viagem baratucha que paguei, estarei de regresso já amanhã. De acordo com a viagem com preço de executiva que não está marcada, mas que me aparece à espera de pagamento (o que não ocorrerá, pois amanhã já terei tempo para tratar do assunto!) parto amanhã bem cedinho. Com isto, aqui estou eu,  entre viagens e  sem sair da minha casinha. Muito cómodo e (quase) económico.

quarta-feira, 28 de março de 2012

os benefícios de uma boa limpeza


Já aqui falei de um marcador de livros desaparecido desde fevereiro de 2011. Pois bem, os senhores que hoje lavaram e aspiraram o meu carro (bem aspiradinho, não restam dúvidas), encontraram-no e colocaram-no na porta. Estou muito grata, mas se eu me lembrasse quando e onde mandei fazer as limpezas anteriores teria uma boa justificação para pedir uma indemnização, pelo mau serviço e também pelos danos morais e psicológicos provocados.


terça-feira, 27 de março de 2012

rato da cidade, rato do campo



Para a maior parte das pessoas não passará de um fait-divers, mas a mim tocou-me. Falo da morte do adolescente em Lloret del Mar. E tocou-me porque assisti várias vezes ao entusiasmo e empenho com que os grupos de estudantes preparam estas viagens, muitas vezes logo a partir do 10ºano.  E não, não se trata apenas de querer ir passar uns dias de copos, sexo e droga como muita gente gosta de afirmar, como se por cá nada disso fosse possível. Em alguns grupos trata-se de fazer a primeira “grande” viagem. É a primeira experiência sem os pais, é uma experiência de grupo.  É muito difícil recordarmo-nos da importância que o grupo tem durante a adolescência?
Já sei, todos sabemos, que grande parte dos comentadores dos jornais online sofre de profundas frustrações e destila ódio contra tudo o que mexe, contra o que não mexe também, mas não deixa de me incomodar a insensibilidade que se apregoa com orgulho. Querem adolescentes que nunca, mas nunca, falham, pais que educam de tal forma que garantem que os filhos nem sequer torcerão um pé, controlo apertado para todos, para tudo. Quanto aos ofendidos porque a autarquia adiantou o pagamento das viagens de regresso, nota-se que não sabem o que é viver num local onde as pessoas se conhecem, onde a morte de uma pessoa não é tratada com desprezo, onde se protege quem é da terra (saloiice, já sei).
Por vezes acho que me adaptei muito bem à cidade, que aqui é o meu lugar. Mas fico sempre muito feliz porque tive a oportunidade de conhecer o outro lado.

segunda-feira, 26 de março de 2012

vamos lá falar do que é importante


Homens lisboetas estão entre os mais bonitos do mundo, de acordo com a revista Travelers Digest. Por isso, nada de andarmos por aí distraídas ou ensimesmadas. 



quinta-feira, 22 de março de 2012

no divã


Estou a frequentar dois cursos que, em grande parte do tempo, defendem ideias contrárias e rivalizam entre si. Na minha cabeça, quase tudo o que defendem faz sentido, o que me leva a questionar se estarei com uma grande capacidade de encaixe, filtragem e acomodação das ideias ou se, por outro lado,  estarei a desenvolver uma espécie de esquizofrenia.


quinta-feira, 15 de março de 2012

e agora dava-me jeito uma mezinha para a dor de cabeça



Às vezes admiro aquelas pessoas que são verdadeiros compêndios médicos falantes. Dizemos “Sinto-me zonza” e, em seguida, ouvimos “Ah, isso é porque tens a tensão jdeyh, tens de beber kdieoffh e tomar kjdif.”. Noutro dia, “Tenho uma dor no pescoço”, “Ah, isso é porque fizeste uma dofjif . Tens de pôr o creme rfiifhh e fazer uma massagem ififio”. Numa nova ocasião “Não sei onde fiz esta nódoa negra.”, “Ah, para isso há um tratamento muito bom, é o hiefh. Mas tens de ter cuidado porque kjririfhh”. São pessoas fantásticas. E excelente companhia. Se nos faltar tema de conversa,  mas quisermos fugir ao silêncio, podemos sempre arranjar um joanete no dedo mindinho do pé esquerdo e ficamos com assunto para preencher umas horas vazias. 

domingo, 4 de março de 2012

ou eles ou eu




Papel, vidro, plástico, tampinhas, rolhas de cortiça e cápsulas de café. Se resolver reciclar mais alguma coisa, vou ser obrigada a mudar de casa.


quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

ainda tenho "The Tree of Life" e "War Horse" à espera...





... mas isto hoje só lá vai com pizza, vinho tinto, Marretas e uma mantinha no chão da sala.








Informação posterior: o filme não vale nada.
(15/03/2012)

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

E, de repente, parece que o contexto deixou de servir para contextualizar



Às pessoas que ficam em pânico porque deixaram de conseguir fazer a distinção entre a preposição “para”  e a forma verbal “para”, da 3ª pessoa do singular, do verbo “parar”, no presente do indicativo, pergunto:

Durante todos os anos da vossa vida como distinguiram a sede que vos motiva a beber um copo de água fresca da sede do vosso clube de futebol? E como fizeram para distinguir o molho bechamel de um molho de coentros? E nunca houve diferença entre a forma como se confeciona um pudim e a forma onde o mesmo solidifica? E como conseguiram perceber se o pároco lá da terra esteve a pregar um prego ou a pregar um valente sermão aos infiéis?

Pois é... contexto.


segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

talvez me dedique à pesca ao achigã








Todos os meus hobbies estão, de alguma forma, relacionados com o meu trabalho. Para aqueles que, aparentemente, não estavam, em momentos de perda de lucidez,  arranjei pontos de ligação e passaram a estar. Isso tem aspetos positivos? Sem dúvida que sim, mas hoje só me ocorrem os negativos.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

slogans anti-crise (ou um título corriqueiro que irrita a autora do post)



Eu até nem sou daquelas pessoas que se sentem muito agastadas porque nos noticiários só se fala de crise e desemprego e falências e dificuldades e... e... e... Preocupa-me o que isso significa. Mas se são esses os factos que marcam a atualidade (eu já li/ouvi isto), são esses os  factos que têm de ser noticiados (sim, eu sei, às vezes já não são factos e é bater na mesma tecla e patati e patata). Ponto. Para notícias bonitas e fofinhas também há programas e revistas próprios. Agora, o que me cansa e me parece tão corriqueiro e sensaborão é a utilização da palavra “crise” em todos os slogans, sejam de alimentação, vestuário, cultura e lazer, chegando até  ao Salão Erótico do Porto, que  se lembrou do lema “O teu sexo não está crise.” É suposto que este slogan atraia visitantes? Não me atrairia. Na minha opinião, são dois temas que não necessitam mesmo nada de estar associados e este tipo de ligação até me parece contraproducente. Opinião pessoal, claro está.