sexta-feira, 6 de julho de 2012

frustração ao quadrado



Passei 25 horas numa formação, que poderia ter sido muito interessante, e quando fui preencher a ficha de avaliação do formador percebi que a nota mínima contemplada é "satisfaz". 
Fui obrigada a fazer um upgrade.

NO 2



segunda-feira, 2 de julho de 2012

quinta-feira, 28 de junho de 2012

(in)definição


Ter sentido de humor não significa contar muitas anedotas.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Quando sabemos que atingimos o auge da estupidez?


Quando, num dia de meis-finais do euro, decidimos ligar a televisão e colocá-la num canal generalista, durante o noticiário. 
É mesmo necessário ver os jogadores a reproduzir o comportamento de adolescentes numa visita de estudo? Não, não é. Televisor desligado.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

sim, não, talvez...



Estes questionários rápidos da doodle recordam-me os bilhetinhos de infância: "queres ser minha amiga?", "queres namorar comigo?" etc.. e os respetivos quadradinhos para indicar a resposta: sim, não, talvez... vou pensar, respondo amanhã...


sexta-feira, 22 de junho de 2012

Já foi ao Intendente, Sr. Presidente? aplicado ao povo



Fiz o meu percurso escolar no ensino público. Foi aí que aprendi as bases que depois me levaram a aprofundar ou negligenciar conhecimentos em diversas áreas. Nunca me pagaram aulas de línguas, de música ou desporto, mas não penso que isso tenha tido muita influência no meu desinteresse pelas atividades desportivas, no interesse por línguas e na minha relação assim-assim com a música.
Partilhei as aulas com alunos inteligentes e outros que nunca conseguiram mostrar que o eram, com gente interessada e interessante, mas também com os que apenas queriam passar o tempo, com pessoas educadas e generosas e com outros que nem se preocuparam em saber o que isso significa. Alguns esforçavam-se e tinham objetivos para o futuro, outros dedicavam-se a inventar estratégias de boicote às aulas. Aprendi ao lado do filho do senhor doutor xpto, do filho da empregada do primeiro, do filho do cigano ou do filho daquela senhora muito dada e que ganhava a vida de forma duvidosa. Passávamos juntos os intervalos, frequentávamos as festas de aniversário uns dos outros, e não me consta que tenha havido proibições ou indicações para não nos misturarmos.
Os meus pais nunca me levaram a ver os pobres nem me disseram que tinha de ser educadinha com os meninos que estão na feira. Também não me lembro de me terem explicado que havia famílias com hábitos culturais diferentes e que eu devia  respeitar. Tal como não me disseram para compreender os que tinham triciclos muito giros, jogos caros ou casas com piscina, que eu não tinha. Todos eram os meus colegas e amigos. Ponto final.
Quando cresci, decidi que queria continuar a viver com todos e não apenas com os inteligentes, bonitos e ricos. Foi por essa razão que quis trabalhar no ensino público, não foi por causa das regalias (!?). Tenho toda a certeza de que a vida diária de quem trabalha com e para todos é muito diferente, e também muito mais rica, do que a dos que trabalham em ambientes controlados e higienizados e continuo convencida de que fiz a escolha certa.
Por tudo isto, às vezes falta-me a paciência para aturar pessoas que cresceram numa redoma, protegidas por colégios caros e relações de amizade baseadas no estatuto social das famílias, quando decidem perorar sobre os direitos dos fracos e oprimidos, mas que, no fundo, apenas sabem que há gente pobre, sim, já viram alguns a pedir no metro. Também sabem que há desemprego, porque leem os jornais e conhecem desempregados, pois é... a filha da empregada doméstica, coitada, perdeu o trabalho lá no restaurante... Ah!! E admiram muito os ciganos. Adoram-nos. Têm uns quantos CDs dos Gipsy Kings lá em casa.


inspira e expira


Quando faço vigilâncias de exames, apetece-me sair por aí e desatar a dar abracinhos solidários a todos os seguranças que têm essa entediante tarefa todos os dias.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Para consultar antes de ir à sapataria


Toda a gente sabe que não se pode ir ao supermercado de estômago vazio, pois as consequências para a carteira e para a dieta são, invariavelmente, muito nefastas. 
Devia ser, igualmente, do conhecimento geral que não se devem ir comprar sapatos depois de se ter passado um dia com os pés apertadíssimos e doridos, quase impossibilitada de andar, sob pena de se gastar uma pequena fortuna nos primeiros sapatinhos, próprios para reformadas com joanetes, com um aspeto fofo e confortável. Quando as dores passarem e o olhar estiver menos turvo, não vai ser bonito de ser ver.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

analisando a caixa de entrada do telemóvel



Ultimamente, recebo mais sms de instituições bancárias, lojas, empresas de vendas online, marcas  e afins do que de pessoas reais. 
Este facto suscita-me uma dúvida: deverei rever as minhas relações sociais ou os meus hábitos de consumo?

Relativismo: caso prático


Num café, em Tróia, duas amigas/conhecidas/vizinhas (?) encontram-se. Beijinho, beijinho e, em simultâneo, "Ah!!! Estás cá?!". As respostas atropelam-se:
- Não, não estou. Vim hoje e vou amanhã.
- Sim, estou. Vim hoje e vou amanhã.
Beijinho, beijinho. 

quinta-feira, 14 de junho de 2012

um jarro de água, por favor



Uma pessoa tem uns dias de cão. Sente-se zangada, triste, injustiçada e sabe que precisa de uns minutos ou de umas horas em que possa estar sozinha e viver essa tristeza, mas não pode. Tem trabalho para fazer, prazos apertados a cumprir, está sempre rodeada de gente, tem de sorrir, participar, parecer feliz. Ao recordar, mentalmente, a agenda vê que só terá 2 ou 3 horas para dedicar a esta peninha de si própria na 5ª feira de manhã e, até lá,  a ocasião é propícia à diversão. Define uma estratégia: até 4ª à noite vai dedicar-se à alegria e ao esquecimento, mas sempre de olhos postos na 5ª de manhã.
Quinta-feira de manhã. Passou muito tempo. A tristeza e zanga ainda espreitam, mas já não merecem que se lhes dedique uma manhã inteira.
Não sei se estarei a ver o copo meio vazio, mas não estou certa de que isto seja positivo.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

à terceira vez, isto começa a parecer-me uma regra das vendas na internet





A situação desenvolve-se da seguinte forma: eu quero vender determinado objeto e coloco-o num site de vendas online. Sou contactada, via email, por alguém que mostra muito interesse. Essa pessoa quer mais detalhes, quer acertar pormenores da venda, etc..  e eu respondo a todas as perguntas. Pede-me o número de telefone.
Num período de duas ou três horas, envia mais um ou dois mails a renovar o pedido do número de telefone, para um contacto mais imediato. Envio o número de telefone.
E acaba aqui.
Em poucas semanas, aconteceu três vezes, com pessoas (ou emails) diferentes e com dois produtos também distintos.
Será uma espécie de machismo aplicado ao consumo? Os compradores pensarão que dar o número de telefone é sinal de que se trata de uma venda fácil? 




quinta-feira, 17 de maio de 2012

constância – peça em três atos e um epílogo



(Monólogo interior)

às 9h00

Estou cansada. Tanto trabalho, nem sei por onde começar. Meu querido mês de agosto, por onde andas? No próximo ano vou ter juízo. Preciso de tempo para dormir, ler ficção, voltar às aulas de guitarra, contemplar os transeuntes, descobrir aldeias e lugarejos escondidos, caminhar, aperfeiçoar o meu inglês.

às 9h20

O quê? Abriram as candidaturas para doutoramento? Ainda tenho um mês para preparar a candidatura? Tenho de conseguir arranjar um espaço para fazer isso. Tem de ser agora. Estou a fervilhar de ideias, não quero perder o entusiasmo. Descanso em agosto e em outubro já estou pronta para recomeçar.


às 9h45

Estou cansada. No próximo ano vou ter juízo. Preciso de tempo para dormir, ler ficção, voltar às aulas de guitarra, contemplar os transeuntes, descobrir aldeias e lugarejos escondidos, caminhar, aperfeiçoar o meu inglês.
Um ano para reflexão vai ajudar-me a elaborar um projeto com pés e cabeça.

às 9h47

Mas não perderei o entusiasmo?
Voltar ao início.


sexta-feira, 11 de maio de 2012

quem nasceu para burro, nunca chega a cavalo



Não sou uma deslumbradinha com novas tendências ou com cosméticos que prometem mundos e fundos, mas, como também não possuo uma inteligência superior à do comum dos mortais, de vez em quando lá me deixo levar por uma ou outra maravilha. A publicidade feita aos BB Creams convenceu-me. A ideia de ter um simples cremezinho que hidrata, protege, dá cor e patati patata  pareceu-me tentadora. Decidi-me pelo da Estée Lauder, que estou a usar há cincou ou seis dias. Resultados? Tenho, neste momento, quatro borbulhas. Um número superior à minha média anual, desde os 15 anos. Mantenho a esperança de que seja uma reação passageira e necessária e que nos próximos dias os resultados  me façam esquecer desta etapa.