quinta-feira, 15 de março de 2012

e agora dava-me jeito uma mezinha para a dor de cabeça



Às vezes admiro aquelas pessoas que são verdadeiros compêndios médicos falantes. Dizemos “Sinto-me zonza” e, em seguida, ouvimos “Ah, isso é porque tens a tensão jdeyh, tens de beber kdieoffh e tomar kjdif.”. Noutro dia, “Tenho uma dor no pescoço”, “Ah, isso é porque fizeste uma dofjif . Tens de pôr o creme rfiifhh e fazer uma massagem ififio”. Numa nova ocasião “Não sei onde fiz esta nódoa negra.”, “Ah, para isso há um tratamento muito bom, é o hiefh. Mas tens de ter cuidado porque kjririfhh”. São pessoas fantásticas. E excelente companhia. Se nos faltar tema de conversa,  mas quisermos fugir ao silêncio, podemos sempre arranjar um joanete no dedo mindinho do pé esquerdo e ficamos com assunto para preencher umas horas vazias. 

domingo, 4 de março de 2012

ou eles ou eu




Papel, vidro, plástico, tampinhas, rolhas de cortiça e cápsulas de café. Se resolver reciclar mais alguma coisa, vou ser obrigada a mudar de casa.


quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

ainda tenho "The Tree of Life" e "War Horse" à espera...





... mas isto hoje só lá vai com pizza, vinho tinto, Marretas e uma mantinha no chão da sala.








Informação posterior: o filme não vale nada.
(15/03/2012)

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

E, de repente, parece que o contexto deixou de servir para contextualizar



Às pessoas que ficam em pânico porque deixaram de conseguir fazer a distinção entre a preposição “para”  e a forma verbal “para”, da 3ª pessoa do singular, do verbo “parar”, no presente do indicativo, pergunto:

Durante todos os anos da vossa vida como distinguiram a sede que vos motiva a beber um copo de água fresca da sede do vosso clube de futebol? E como fizeram para distinguir o molho bechamel de um molho de coentros? E nunca houve diferença entre a forma como se confeciona um pudim e a forma onde o mesmo solidifica? E como conseguiram perceber se o pároco lá da terra esteve a pregar um prego ou a pregar um valente sermão aos infiéis?

Pois é... contexto.


segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

talvez me dedique à pesca ao achigã








Todos os meus hobbies estão, de alguma forma, relacionados com o meu trabalho. Para aqueles que, aparentemente, não estavam, em momentos de perda de lucidez,  arranjei pontos de ligação e passaram a estar. Isso tem aspetos positivos? Sem dúvida que sim, mas hoje só me ocorrem os negativos.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

slogans anti-crise (ou um título corriqueiro que irrita a autora do post)



Eu até nem sou daquelas pessoas que se sentem muito agastadas porque nos noticiários só se fala de crise e desemprego e falências e dificuldades e... e... e... Preocupa-me o que isso significa. Mas se são esses os factos que marcam a atualidade (eu já li/ouvi isto), são esses os  factos que têm de ser noticiados (sim, eu sei, às vezes já não são factos e é bater na mesma tecla e patati e patata). Ponto. Para notícias bonitas e fofinhas também há programas e revistas próprios. Agora, o que me cansa e me parece tão corriqueiro e sensaborão é a utilização da palavra “crise” em todos os slogans, sejam de alimentação, vestuário, cultura e lazer, chegando até  ao Salão Erótico do Porto, que  se lembrou do lema “O teu sexo não está crise.” É suposto que este slogan atraia visitantes? Não me atrairia. Na minha opinião, são dois temas que não necessitam mesmo nada de estar associados e este tipo de ligação até me parece contraproducente. Opinião pessoal, claro está.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

é bem provável que eu me transforme numa velhinha solitária

Muita gente defende que os amigos são aqueles que estão sempre presentes, nos bons e nos maus momentos. Não, para mim. No meu conceito de amigo é fundamental que se saiba respeitar o tempo e o espaço do outro e que se tenha capacidade para compreender que nem todos os momentos ou decisões importantes serão partilhados, simplesmente porque não se quer partilhar.
No meu conceito de amizade há liberdade e qualquer sentimento de ciúme ou de posse não tem lugar. Os meus amigos são aqueles que, após uma ausência, não fazem um interrogatório para saber se devem ou não perdoar um silêncio prolongado, mas que, naturalmente, ao fim de cinco minutos já estão ao corrente de tudo o que se passa. 
Entre os meus amigos  não há obrigatoriedade de presença, há a confiança que nos permite decidir quando queremos estar presentes sem imposições nem julgamentos.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

e eu ainda continuo numa fase (muito lenta) de assimilação


A propósito desta ordem de Vasco Graça Moura, tenho-me divertido com os apoiantes, que enchem algumas caixas de comentários dos jornais online, que afirmam estar a "favôr" desta medida e defendem a "rejeicção" deste acordo abominável bem como a extensão desta "práctica" a outras instituições, porque temos de defender a nossa língua.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

as palavras andam a fazer-me falta noutras paragens

encontrada, algures, na internet

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

três em um



Pessoas, livros e fotografia. 
Uma ideia que eu gostava de ter tido, aqui.



quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

no meio do trabalho apareceu-me isto e eu gostei



“O nosso tempo desaprendeu a capacidade de se maravilhar, porque se deixou fascinar com aquilo que tem para ostentar e não com aquilo que é capaz de ser. O nosso tempo é o tempo do anti-maravilhoso, é o tempo da comunicação sem comunicabilidade, é o tempo “light” em que tudo é bom desde que seja política e culturalmente correcto e ainda na condição de não ter cafeína, calorias a mais ou outras substâncias consideradas perniciosas para o corpo, que não para o espírito.” 
José Jorge Letria, Manifesto para a Salvação do Maravilhoso

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

romantismo aos pacotes



Eu não percebo o conceito de comprar um jantar ou um fim de semana romântico. Isso significa o quê? Que é à luz das velas, com guardanapos vermelhos, rosas e muitos corações? 
E pode-se passar o tempo todo agarrado ao telemóvel a mandar sms aos amigos? Pode-se abordar aquele assunto obscuro e mal resolvido que provoca sempre amuos e discussões? E se um dos intervenientes tiver uma enorme enxaqueca e responder apenas com uns grunhidos mal humorados? Continua a ser um jantar  ou um fim de semana romântico?
Provavelmente sim e depois diz-se aos amigos "O Tó Mané ofereceu-me um jantar (ou fim de semana) romântico, mas discutimos o tempo todo". E os amigos vão dizer "Oh! Que azar! Agora oferece-lhe tu um jantar romântico a ele"






sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Self-made man





Quem vê best sellers não vê corações...


De acordo com o Público, O Céu existe mesmo é o livro mais vendido do ano em Portugal.
O que é que se pode dizer? Nada, pois... 

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Empadão de grandes e pequenas ideias, recheado de dúvidas e acompanhado de pânico de paralisação



Tive uma grande ideia que pode originar um bom projeto. Para pôr em prática essa grande ideia preciso de desenvolver várias pequenas ideias, que também tive. No entanto, para que a grande ideia possa ver luz, há um trabalho paralelo às pequenas ideias que me absorverá muito tempo, deixando-me com pouca disponibilidade para executar as pequenas ideias. Por outro lado, se me dedicar às pequenas ideias, fico sem tempo para o trabalho paralelo sem o qual a grande ideia nunca passará disso mesmo: uma ideia.
Posto isto, corro o sério risco de ficar sentada no sofá a pensar na melhor estratégia e deixar as ideias esturrarem.

                                                       daqui, onde há receitas maravilhosas

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Esqueci-me disto enquanto trincava as passas, mas


há duas coisas que me fazem muita falta e que dependem menos de mim  do que parece: para 2012, e os anos seguintes, gostava muito de diminuir os níveis de ansiedade e aumentar os de organização espontânea.

mudam-se os anos, mantêm-se as listas


Eu gosto imenso de listas. Faço-as (quase) diariamente e por tudo e por nada. Tendo em conta que não tenho propriamente uma memória de elefante e a minha organização não me é inata mas autoimposta, acredito que as minhas listas me salvam os dias. Não me recordo se foi por gostar tanto de listas que me diverti bastante com a leitura deste livro ou se foi depois de o ler que a frequência e a tipologia de listas aumentaram... Adiante. Serviu esta introdução para dizer que, não fugindo à regra, também eu tive o hábito de fazer listas de resoluções para o ano novo. Mas essas minhas listas padeciam de tendências megalómanas e, ainda durante o mês de janeiro, ao olhar para uma lista que apontava em todas as direções e que me exigia muito mais do que eu podia ou estava disposta a dar, considerava-as inexequíveis e esqueci-as. Já não as faço. Continuo com as minhas listas diárias ou semanais, ou, no trabalho, mensais e trimestrais. Em situações muito específicas, dou um passo um pouco maior e faço uma de médio ou longo prazo. Tenho tido melhores resultados.

Descalça, dona de casa







Disseram-me as verdadeiras fadas do lar  (pelo menos as que eu conheço - mãe e avó) que para arrumar a casa devemos começar por uma divisão e só quando essa divisão estiver perfeita é que devemos passar para outra, para não perdermos tempo a andar às voltas pela casa. Eu faço exatamente o contrário. Passo por todas as divisões várias vezes e, simultaneamente, faço um pouco em cada uma delas até me parecer que o resultado já é aceitável. Quando isso acontece (aconteceu há cerca de 10 minutos :)) fico numa situação bastante confortável: nada está perfeito, mas está tudo apresentável e agora posso decidir se ainda há algo para aperfeiçoar ou se prefiro dedicar-me a outra tarefa que me seja mais prazerosa.
NOTA: Esta técnica só pode ser usada se não esperar a visita da minha mãe, caso contrário o tempo e o rigor implicados na tarefa centuplicam, bem como os níveis de stress.

sábado, 31 de dezembro de 2011

fui aos saldos e safei-me




Era uma vez um casaco que eu tinha andado a namoriscar, mas que não encaixava muito bem no meu orçamento. Quando soube que os saldos tinham começado, fui propositadamente  à loja procurá-lo. Encontrei-o com 50% de desconto e ainda havia um exemplar no meu número. Confirmámos que o universo conspirava a nosso favor e viemos juntos para casa, onde pretendemos ser muito felizes. Fim.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

conjunto de conjunções coordenativas copulativas provoca locução coordenativa conclusiva


Bem sei que tive uns dias de férias, mas também tive o Natal e a família. E horas sentada à volta de uma mesa ou passadas em viagens. E antes e depois do Natal tive remodelações em casa. E roupa que, provavelmente desde setembro, esperava pela oportunidade de ser lavada e arrumada. E tive receitas para procurar e confecionar. E conversas saborosas em volta dos resultados.
E tive documentos e outra papelada que se acumulavam havia algumas semanas e que era urgente organizar. E por todo o lado encontro post-its com ideias de materiais para construir e trabalhos e projetos que devo delinear, pois  quero iniciá-los já em janeiro. E tenho artigos do curso para ler e também trabalhos para avaliação que devo começar a redigir. E tinha o Jonathan Franzen para terminar e filmes que quero ver.
E quero tempo para mim. Tempo que apenas existe. Sem marcações, nem agenda.
Às vezes parece mal querer ter tempo para poder não fazer nada com ele. O que fica bem é olhar para a agenda preenchida e fazer um ar aflito "Oh! estou tão ocupada" para logo a seguir acrescentar, com um sorriso condescendente "mas ainda arranjo aqui um tempinho!"
Não sei se foi a infância na planície ou os muitos anos a viver sozinha, mas mais do que qualquer outra coisa, muitas vezes, do que eu preciso mesmo é desse tempo, o tempo literalmente livre. Por isso, mais uma vez, houve telefonemas que ficaram por fazer. Encontros e cafés que serão marcados num próximo fim de semana.