sábado, 22 de novembro de 2014
terça-feira, 9 de setembro de 2014
motivação... procura-se...
Estou prestes a iniciar o 7.º dia útil de trabalho numa escola, sem saber se será aí que trabalharei ao longo deste ano letivo. Pode acontecer, a mim e a muitos outros*, que amanhã já estejamos noutra escola a tentar digerir as novas informações, a recomeçar o trabalho que tínhamos iniciado noutro local, a tentar recuperar o tempo perdido. Tudo dentro da normalidade, portanto.
* o ministro diz que são apenas 5%, mas tal como desconhece o significado de "normalidade" e "atempadamente" também me parece que não tem noções de quantidade.
* o ministro diz que são apenas 5%, mas tal como desconhece o significado de "normalidade" e "atempadamente" também me parece que não tem noções de quantidade.
terça-feira, 2 de setembro de 2014
burrice, incompetência ou má-fé... eis a questão
Diz o ministro da educação do alto da sua
sapiência:
"Qualquer pessoa tem 90 dias para se apresentar num centro de emprego, não precisa ir no primeiro dia em que suspeita que pode vir a estar sem emprego". Talvez devesse acrescentar que
os desempregados só recebem o subsídio a partir do dia em que se dirigem ao
centro de emprego e tratam da papelada. Sim, têm 90 dias, mas….entretanto pagam as
contas com o quê?
"Não há atraso na publicação das listas, a colocação de professores tem um processo, são formadas as turmas, são conhecidos os professores, são conhecidas, este ano, as rescisões por mútuo acordo e, a partir dai, as vagas sobrantes são distribuídas num processo que termina, no essencial, antes da abertura do ano lectivo". Eu diria até que se o professor for colocado, sair de casa a correr e conseguir entrar na sala antes do toque de saída da última aula do dia, foi colocado atempadamente. Senhor ministro, há de facto um processo, mas, por favor, não diga disparates, pois ficam-lhe muito mal.
Os professores regressaram às escolas ontem.
Apresentaram-se nas escolas e, até ao início das aulas (entre 11 e 15 de
setembro) têm vários tipos de reuniões: geral, departamento, grupo disciplinar
ou conselho de docentes, grupos de trabalho, nomeadamente nos grupos de
elaboração de projeto educativo, regulamento interno, equipa de autoavaliação
e, talvez as mais importantes, conselhos de turma. Nestas reuniões recebem e
partilham informação fundamental para o trabalho a realizar, sobre as turmas
que irão lecionar, elaboraram planificações, testes diagnósticos e os primeiros
materiais a utilizar.
Neste ano letivo, os diretores não sabem quem são muitos
dos professores que vão ter nas suas escolas: há pedidos de rescisão que só
estão a ter a resposta esta semana, os professores que concorreram à mobilidade
interna ontem apresentaram-se na última escola em que trabalharam, mas ainda
não sabem em que escola irão trabalhar, os professores contratados aguardam que
todas as decisões sejam tomadas. Nas escolas, os diretores têm dificuldade em
distribuir o trabalho. Pelos vistos o ministro não sabe, mas existem alguns
critérios, nomeadamente a continuidade pedagógica, que costumam ser seguidos.
Mas sem as listas de colocação os diretores não podem ter a certeza de que
determinado professor vai continuar a trabalhar na escola, pelo que têm de
ponderar todas as hipóteses antes de distribuir o serviço.
Está tudo a decorrer conforme o planeado, diz o
ministro. Pois com certeza que sim. Não há datas, não há previsões, não há
qualquer compromisso… Quem se atreveria a duvidar de que está tudo a decorrer
conforme o planeado? O problema é que o imbecil que planeou não percebe nada do
trabalho que está a fazer e está a pôr em causa o trabalho que as escolas e os
professores já deviam estar efetivamente a planificar.
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
quarta-feira, 20 de agosto de 2014
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
O que tens a dizer sobre a tua 987976ª dieta, Descalça?
Pela primeira vez, estou a interessar-me menos por comida e mais por alimentação.
Parecendo que não,
sexta-feira, 11 de julho de 2014
o ovo ou a galinha
No meu local de trabalho, a maioria das pessoas procura meticulosa e ansiosamente um esquecimento, um atraso, um lapso... qualquer coisa que possa ser apontada como uma falha ou incompetência de terceiros. Por outro lado, no meu local de trabalho, a maioria das pessoas, quando questionada sobre um procedimento, um documento, o cumprimento de um prazo... defende-se com unhas e dentes, assegurando a sua inquestionável competência, ainda que se trate de uma conversa casual.
Embora eu me tenha apercebido dos dois comportamentos, mais ou menos, em simultâneo, não tenho muitas dúvidas de que há aqui uma relação de causa-efeito, mas não sei qual dos dois se terá evidenciado primeiro, dando origem ao segundo.
Tenho pena de ter reparado, é uma forma triste de (quase) terminar mais um ano de trabalho.
quinta-feira, 3 de julho de 2014
motivação externa (2)
Há alturas da nossa vida em que vemos que temos uns quilinhos a mais e pensamos que temos de fazer uma dieta, mais ou menos rigorosa. Há outras alturas em que vemos que temos uns quilinhos a mais, mas sabemos que não vale a pena pensar em fazer dieta porque não vamos cumprir e adiamos essa penosa tarefa para outro momento mais propício ao sucesso. E é esta segunda hipótese que, agora, me assenta como uma luva. Ou melhor, me assentava. Apareceram outras variáveis: (i) os vestidos de verão, leves, soltos e vaporosos; (ii) a idade em que os outros decidem que "tens de te despachar!"; (iii) o cansaço e (algum) calor que me provocam dor de cabeça; (iv) as noites mal dormidas e as consequentes olheiras. Não há outra opção: vou ter de fazer dieta antes que me comecem a oferecer prendas para o bebé.
quarta-feira, 2 de julho de 2014
a descalcinha das feiras
Gosto de feiras. Populares, medievais, de artesanato... tanto faz. Gosto de todas. O meu périplo estival pelas feiras e feirinhas já começou e mal posso esperar pelo fim de semana para lhe dar continuidade. A culpa do post anterior? Ah! Posso bem com isso!
terça-feira, 1 de julho de 2014
culpa
O que, de vez quando, me causa algum arrependimento e me leva a questionar se valerá a pena investir tanto de mim e da minha vida no atual doutoramento, ou noutros cursos anteriores, não é a falta de tempo para ler, ir ao cinema ou ao teatro, passear, namorar, dormir, descansar, conviver... Para aquilo que me é, de facto, importante eu consigo arranjar tempo que vou roubar a prazeres menores. O que me causa algum arrependimento e me obriga a questionar-me é o sentimento de culpa que se apodera de mim quando, incauta e feliz, usufruo do meu tempo.
Sentimentos de culpa, de traição e de infidelidade. É tramado...
segunda-feira, 30 de junho de 2014
ah!... la langue française...
Gostava que em português também houvesse verbos que fizessem, facilmente, a distinção entre "discuter" e "se disputer".
Dessa forma eu compreenderia melhor de que é que as pessoas falam quando dizem que discutir é saudável, o sal das relações, etc...
Se se trata de "discuter", concordo. Caso contrário, não consigo perceber* o interesse em "se disputer" com pessoas a quem se quer bem...
*nem me submeteria jamais a isso (espero!)
Dessa forma eu compreenderia melhor de que é que as pessoas falam quando dizem que discutir é saudável, o sal das relações, etc...
Se se trata de "discuter", concordo. Caso contrário, não consigo perceber* o interesse em "se disputer" com pessoas a quem se quer bem...
*nem me submeteria jamais a isso (espero!)
sexta-feira, 27 de junho de 2014
terça-feira, 24 de junho de 2014
tempo é sempre tempo
O tempo (livre) de umas pessoas não é mais importante do que o tempo (livre) das outras.
Todos poderemos ter as nossas opiniões e tecer considerações sobre as atividades extremamente interesses ou socialmente relevantes que alguns desenvolvem no pouco tempo (livre) que têm. Poderemos pensar que outros desperdiçam o tempo em banalidades inconsequentes ou, pior, com consequências negativas. Seja como for. Tempo é sempre tempo. Cada um usa o seu como lhe aprouver. E não. Ninguém tem o direito de decidir sobre o tempo (livre) dos outros.
segunda-feira, 16 de junho de 2014
(quase) descalça na sapataria
- tempo despendido na tarefa de escolher e comprar uns sapatos:
exatamente o mesmo tempo que demoraram a fazer um "prego com tudo" na Portugália.
- critério de seleção:
modelo cujo exemplar exposto fosse do número
37 ou 38 (dependendo do formato).
- motivo da compra:
Descalça passou de nome a adjetivo no
local de trabalho.
sexta-feira, 13 de junho de 2014
quinta-feira, 12 de junho de 2014
verbo do dia: sant'antonicar
eu sant'antonico
tu sant'antonicas
ele sant'antonica
nós sant'antonicamos
vós sant'antonicais
eles sant'antonicam
tu sant'antonicas
ele sant'antonica
nós sant'antonicamos
vós sant'antonicais
eles sant'antonicam
sexta-feira, 30 de maio de 2014
motivação externa
De acordo com as notícias de ontem, apenas 4% das suecas e norueguesas têm excesso de peso, contra os nossos 27%. Ou seja, 96% são, provavelmente, "gajas boas". Tenho, por isso, dois meses para me pôr fina, que eu não quero ir para lá fazer má figura.
Saladinhas e passadeira, vinde a mim!
sexta-feira, 23 de maio de 2014
a mesma tarde, duas versões
versão nerd:
Saí do trabalho. Fui à biblioteca para devolver uns livros dos quais já fiz apontamentos e requisitar outros com o mesmo objetivo. Comi qualquer coisa rápida e dirigi-me para casa, onde me dediquei ao desenvolvimento do meu projeto de doutoramento.
versão trendy:
Saí do trabalho. Resolvi uns assuntos pendentes e em seguida fui ao Mercado de Campo de Ourique petiscar e beber sangria de frutos silvestres. Arruinei a minha dieta! Fiz umas fotos giras que ainda não coloquei no instagram. Quando voltei para casa, sentei-me em frente do meu MacBook Air.
segunda-feira, 19 de maio de 2014
autoconhecimento
Eu sou extremamente consciente dos meus pontos fracos e das minhas limitações.
Ao contrário do que possa parecer, raramente isto é uma qualidade.
quinta-feira, 15 de maio de 2014
quarta-feira, 14 de maio de 2014
O que é preciso, a partir de hoje, para dar aulas
... era o título de um artigo na Visão.
Muita paciência! - foi a minha mais rápida e honesta resposta.
eu também tenho muito interesse no jogo desta noite...
... preciso de ir ao supermercado e tenho pouco tempo para desperdiçar.
sexta-feira, 9 de maio de 2014
talvez pela primeira vez
Apercebi-me que hoje quase não me senti constrangida quando a mãe de um adolescente me disse aquilo que mais ouço estas mães dizerem sobre os seus filhos: "Já não sei o que lhe hei de fazer."
Quando este comentário se torna banal é preocupante.
quinta-feira, 8 de maio de 2014
terça-feira, 29 de abril de 2014
empreendedorismofóbica
Pelas razões que nós bem sabemos, nos últimos tempos, muitas colegas e conhecidas descobriram talentos escondidos e desataram a costurar, bordar e tricotar, ou a vender para uma ou várias marcas de cosméticos. Nada contra. Ou melhor, quase nada. A parte que me começa a incomodar é que se tornou impossível tomar um café ou ir à casa de banho sem que me tentem impingir um pano de cozinha com umas rendinhas muito catitas, um saquinho bordado para guardar não sei o quê, uma máscara de pestanas ou um gel de banho. E muitas delas estão de tal forma embrenhadas no papel de empresárias que desenvolveram técnicas de marketing agressivo e pouca capacidade de aceitar uma recusa, mesmo quando lhes é explicado que na minha família sou, provavelmente, o único elemento do género feminino que não tem mãos de fada para os labores, pelo que não me faltam prendas de todos os modelos e feitios, ou que o creme exfoliante que já lhes comprei ainda nem começou a ser usado.
É que eu, que não tenho mais talentos, também vivo em Portugal e não posso gastar o que ainda não me cortaram do ordenado a comprar tudo aquilo que me queiram vender.
quarta-feira, 23 de abril de 2014
sexta-feira, 18 de abril de 2014
No dia em que se fala da morte do autor dos "Cem anos de solidão",
All-But-Dissertation (ABD)
"There is no cleaner, better organized apartment than that of a dissertation candidate..."
(Cone &Foster, 1998, p. 54)
quinta-feira, 17 de abril de 2014
a queda de um mito
Tendo em conta a multiplicação de cabelos brancos que se vislumbram na minha cabeça, quase me convenço de que aquela conversa de nascerem sete cabelos brancos por cada um que se arranca afinal não é um mito.
Sim, eu sei que não devo arrancar os cabelos brancos, mas cada um tem os seus hobbies.
domingo, 6 de abril de 2014
terça-feira, 25 de março de 2014
studies show
Se continuar a ler única, exclusiva e intensamente estudos, corro o sério risco de começar a falar como a Dra. Isles.
quarta-feira, 5 de março de 2014
vira o disco e toca o mesmo
Lava roupa. Estende roupa. Recolhe roupa. Dobra roupa. Arruma roupa.
Quase tenho saudades dos dias de chuva.
terça-feira, 18 de fevereiro de 2014
salsichas frescas de aves, com sal e pimenta, em cama de azeite e cebolas
vai ao forno 30 ou 40 minutos e já está!
Bom apetite.
domingo, 16 de fevereiro de 2014
diz que é uma espécie de férias
Dezoito horas (18!) sentada em frente do computador a reler, definir, limar as últimas arestas para poder entregar os derradeiros três trabalhos do semestre. Tudo lido, relido e confirmado. Foi preciso enviar e desligar o computador para me lembrar, assim do nada, que me faltava acrescentar uma referência bibliográfica. Consegui enviar um documento novo, vá lá... Estou a esforçar-me para não pensar mais nisto e não me lembrar de mais algum pormenor, mas, caramba, não consigo desligar!
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
a minha opinião é melhor do que a tua
Eu costumava sentir algum desprezo por pessoas que não gostam de ler ou são pouco conhecedoras da língua portuguesa. Depois cresci. Cresci e percebi que o mundo se estende para lá do meu umbigo e que não me pareceria muito correto também eu ser merecedora de desprezo por não ser uma praticante regular de desporto, e quando o pratico fazê-lo com dois pés esquerdos; por ter como principal critério na escolha de uma refeição o fator "vontade" e não "índice nutricional" e/ou "índice calórico"; por ter tendência a alterar as regras dos jogos de tabuleiro, de forma a torná-los mais rápidos; por adormecer a ver o Matrix. Por.... por... por...
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
insistir... é preciso insistir
Há umas semanas, decidi tomar um suplemento para estimular a concentração e a memória. Aparentemente, sem grande resultado: já fui três vezes à cozinha beber água e de todas as vezes me esqueci de tomar o comprimido. Sinto o estômago cheio e continuo com o cérebro vazio.
sábado, 8 de fevereiro de 2014
descalça + google translate = best friends forever!
Encontrei, finalmente, o texto completo de um artigo muito recente que me interessa para um trabalho que estou a fazer. Fiquei radiante! Fiz o download do pdf...
... em persa...
sábado, 1 de fevereiro de 2014
Saramago, o grande cientista
Eu percebo que não se concorde com as regras e imposições estruturais de um artigo ou trabalho científico, mas usar como argumento o facto de Saramago escrever parágrafos longos e não cumprir as regras convencionais da escrita parece-me desonestidade intelectual ou, ainda mais grave, estupidez natural.
sábado, 25 de janeiro de 2014
ideia para start-up
Bibliotecas com serviço de entrega rápida ao domicílio, para estudantes que não querem despir o pijama e o roupão.
terça-feira, 21 de janeiro de 2014
Perguntar não ofende
Essa mania de toda a gente dizer que está gorda e que (ó, coitada!) não pode comer isto e (ó, infeliz!) não pode beber aquilo, serve exatamente para quê?
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
abaixo de totó
Passei o fim de semana a ler (além de alguns artigos) uma espécie de "Estatística aplicada às Ciências Sociais para Totós". Continuo sem perceber.
Utilizei os meus parcos conhecimentos, analisei probabilidades, fiz umas médias e resolvi desinvestir nesse trabalho e investir nos restantes da mesma disciplina.
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
dúvida estratégica de 2ª à noite
Depois de um fim de semana em que quase todos os planos me saíram furados e de uma segunda-feira que já anunciou o início de uma semana pouco simpática, não sei se me hei de dedicar à depressão e a viver a intensidade da tristeza ou se me faça de forte e valente e me dedique ao trabalho na expetativa de terminar o dia com alguma sensação de satisfação. Seja qual for o caminho a seguir, vou acompanhá-lo de uma taça de Häagen-Dazs; uma pessoa tem de iniciar a tomada de decisões pelos aspetos mais importantes.
terça-feira, 7 de janeiro de 2014
1º balanço
Eu tomo novas resoluções (ou uma renovação das mesmas, para ser mais precisa)
praticamente todas as segundas-feiras. Algumas semanas até me dou ao luxo de
ter resoluções de 4ª ou de 6ª feira. Normalmente andam à volta da mesma coisa:
fazer uma melhor gestão do tempo, não me dispersar, não procrastinar, comer
(menos e) melhor, fazer mais exercício.
Fazer uma boa gestão do tempo, já disse? Pois, isso é importante: fazer uma boa
gestão do tempo.
De vez em quando, num acesso de loucura, decido que também
devo dar mais oportunidades às pessoas, conviver mais no local de trabalho, ser
mais fofinha... Foi dentro desta última linha que decidi agir ontem e
desperdicei completamente uma hora de almoço que me teria servido para trabalhar,
libertando-me uma hora em casa para outras atividades.
Esta semana já não me deixo levar pelas boas intenções mais
vez nenhuma... talvez na próxima segunda-feira.
segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
facebook, o evangelizador
Durante a minha infância e adolescência, não tive uma educação para o que agora se designa de educação para o otimismo, para a felicidade e outras coisas positivas. Fui educada para o trabalho, o esforço, a seriedade, a responsabilidade, o rigor e outras características e valores que nos remetem imediatamente para caras carrancudas e azedas.
Não havia nessa forma de educação qualquer fundamento religioso ou uma linha pedagógica, era apenas uma forma de ser e de se estar na vida. Brincadeiras, gargalhadas, diversão? Também aconteciam, pois claro. Imediatamente seguidas de um alerta: cuidado! tanta galhofa hoje, deve estar quase a acontecer alguma coisa!! Animais? Nem pensar! Sujam a casa. Brinquedos espalhados pelo chão? Nunca! A casa tem de estar sempre impecável! Palavras amorosas? Para quê? A vida não é assim.
Felizmente, saí de casa antes de ter perdido todo e qualquer resquício de sentido de humor e a capacidade de me rir de mim e de alguns percalços da vida. A tempo de saber que a melhor forma de encarar a vida é com leveza. Que o copo não está sempre meio vazio.
Saí a tempo e nunca desisti de "evangelizar" a minha mãe. A vida não é só trabalho, obrigações, dever. Nunca me pareceu que estivesse a conseguir provocar grandes alterações e eis que, vindo do nada, o facebook revela-me uma mãe que partilha fotos pirosas de animaizinhos fofinhos e repletas de frases piegas. Revela-me uma mãe que acha piada às gracinhas das crianças e que fica maravilhada com paisagens e dizeres espirituosos. Podias ter chegado mais cedo, facebook.
Subscrever:
Mensagens (Atom)















