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quinta-feira, 31 de agosto de 2017
quinta-feira, 26 de julho de 2012
mudam-se os tempos e os locais, mantêm-se as vontades
A minha infância e adolescência foram passadas numa vila,
onde tudo o que se fazia era controlado e criticado por um grupo de pessoas
(velhas e menos velhas) que não tinha mais que fazer. Criticava-se o
comprimento da saia da Maria, o penteado da Joana, os quilos de carne de porco
que a vizinha do lado comprava para o marido, o tempo que a Adélia passava no
café, o carrão que os vizinhos da frente tinham comprado, as gargalhadas da
Adelina, o mau humor do Manel e muito mais. Sempre estive convencida de que este
interesse pela vida alheia e esse deixar-se irritar pelo que os outros vestem,
compram e fazem da sua vida era o reflexo de vidas muito vazias, numa terra com
pouca oferta em termos de entretenimento e que era uma forma de passar o tempo.
Mas eis que surgiram os blogues e vejo pessoas com vidas ativas, (supostamente)
preenchidas e que têm, certamente, muito
com que se ocupar, ficarem incomodadas com as alças de soutien que se veem
debaixo do top de algumas mulheres, com
as calças justas que alguns homens vestem, com as unhas de gel que dão um ar
pimba, com o facto de as pessoas gordas também andarem na rua, e até nas praias,
e a lista poderia continuar. E se no primeiro caso percebo que a maledicência fosse
uma forma de ocupação no segundo não lhe encontro qualquer justificação e considero-a
uma perda de tempo.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
mudam-se os anos, mantêm-se as listas
Eu gosto imenso de listas. Faço-as (quase) diariamente e por tudo e por nada. Tendo em conta que não tenho propriamente uma memória de elefante e a minha organização não me é inata mas autoimposta, acredito que as minhas listas me salvam os dias. Não me recordo se foi por gostar tanto de listas que me diverti bastante com a leitura deste livro ou se foi depois de o ler que a frequência e a tipologia de listas aumentaram... Adiante. Serviu esta introdução para dizer que, não fugindo à regra, também eu tive o hábito de fazer listas de resoluções para o ano novo. Mas essas minhas listas padeciam de tendências megalómanas e, ainda durante o mês de janeiro, ao olhar para uma lista que apontava em todas as direções e que me exigia muito mais do que eu podia ou estava disposta a dar, considerava-as inexequíveis e esqueci-as. Já não as faço. Continuo com as minhas listas diárias ou semanais, ou, no trabalho, mensais e trimestrais. Em situações muito específicas, dou um passo um pouco maior e faço uma de médio ou longo prazo. Tenho tido melhores resultados.
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
big brother
O serviço até é interessante, mas se tivesse uma estimativa sobre a hora de entrega seria perfeito.
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Essa conversa dos "sinais" até pode ser bem simpática
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Sobre o uso de maiúsculas
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Desmistificando a não adesão ao facebook

Há pessoas que se espantam muito por haver quem ainda não se tenha rendido ao facebook. Acham que tem de haver uma razão muito forte ou, quiçá, uma filosofia de vida recheada de argumentos pertinentes e muito bem fundamentados. Confesso que, à falta de outro assunto, já me deixei arrastar no discurso da defesa da privacidade e da primazia que, actualmente, é dada à vida virtual em detrimento da vida real e outras balelas que serviram para ocupar os minutos que teriam sido passados a falar do tempo. No entanto, a verdade é que não aderi ao facebook pela mesma razão que me faz não comprar um triciclo: neste momento não me serviria para nada. Apenas isso. Sem qualquer floreado ou justificação.
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
É por estas e por outras que, para mim, as teorias de gestão de tempo são apenas isso, teorias!
1 - preparar o trabalho para amanhã (Importante e Urgente)
2 - passar a ferro a roupa que preciso para amanhã (Importante e Urgente)
3 - terminar o livro do David Lodge (Importante)
Todo e qualquer manual de Gestão de Tempo me diria para realizar já uma das duas primeiras tarefas, deixando a terceira para o fim, mas a minha vontade diz-me que se terminar o livro agora ficarei com uma maior disponibilidade mental para as outras duas. Neste caso, como em muitos outros, é a minha vontade que manda.
terça-feira, 20 de setembro de 2011
a vida social do A
Quando se tem um nome iniciado por uma das primeiras letras do alfabeto, existem muitas probabilidades de se ser o primeiro contacto no telemóvel de muita gente: amigos e nem por isso, colegas queridos e intragáveis, conhecidos e assim-assim. Isso pode ser bom ou não ter qualquer importância, mas também pode tornar-se desagradável quando recebemos algumas mensagens que, claramente, não nos eram destinadas ou quando recebemos telefonemas por acidente. Neste último caso a situação pode tornar-se ainda mais confrangedora se a pessoa em causa decide omitir que telefonou por lapso e finge que tinha mesmo interesse em ligar, inventando uma conversa desinteressante e forçada e obrigando-nos a compactuar nessa farsa, fazendo-nos lamentar não nos chamarmos Zuleica.
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Malgré les chaussures...
Claro que não há almoços grátis e estou certa de que em breve os meus braços acusarão a falta de exercício diário, mas em Novembro, findos os três meses, lá voltaremos a encontrar-nos para sessões diárias de tonificação muscular com recurso ao secador e à escova. A beleza natural é um mito.
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Pode ser deformação profissional,

terça-feira, 6 de setembro de 2011
Religião e futebol: descubra as diferenças
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Sacudir a água do capote
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
As férias toldaram-me as memórias
Ou isso, ou quem cresce numa vilazinha do interior, por muitos banhos de cidade que leve, continua a ter dificuldades em fazer uma adaptação rápida à hostilidade urbana.
Só para dizer que não me lembrava que 90% do meus colegas não responde a um cumprimento.
Observação: não foram considerados para esta estatística sons semelhantes a grunhidos, nem as respostas obtidas após uma abordagem muito, mesmo muito, directa.
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Depois de os meus ouvidos terem sido sujeitos a 40 minutos de tortura...
Senhores músicos (ou aspirantes a tal), por favor, façam as experiências que entenderem em casa ou numa garagem bem longe de mim e convidem-me para assistir apenas quando for possível ouvir música a partir dos vossos instrumentos.
Sim, sou uma insensível e ignorante musical, mas, para mim, os conceitos de ritmo e harmonia ainda são importantes.
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Eu nunca, mas mesmo nunca, poderia ser fotógrafa e trabalhar no ramo turístico
sexta-feira, 22 de julho de 2011
quinta-feira, 21 de julho de 2011
A língua portuguesa e a ressurreição
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