entropia - desordem ou imprevisibilidade.
segunda-feira, 5 de novembro de 2018
domingo, 4 de novembro de 2018
ressuscita! ... e ressuscitou (quem sabe?)
Quis entrar e ressuscitar o blogue, mas tinha-me esquecido completamente da password. Penso que voltará a acontecer-me o mesmo na próxima vez.
Porquê resolvi reentrar e publicar qualquer coisa?
Lia umas entrevistas... lia sobre o porquê de se escreverem estes diários (quando o são) públicos (quando o são) e lembrei-me que, além dos blogues profissionais, também eu já me dei a este trabalho de ter diário público e anónimo apenas porque sim. Resposta que, normalmente, não se admite, mas que neste caso é a única admissível.
Ontem assisti, na Gulbenkian, ao "Gosto dos outros". Talvez use esta página para partilhar o meu gosto... ou não.
quinta-feira, 31 de agosto de 2017
domingo, 13 de março de 2016
quarta-feira, 19 de agosto de 2015
sexta-feira, 26 de junho de 2015
faço questão de explicar
Para pedir esclarecimentos, não se faz uma questão. Faz-se uma pergunta. As questões colocam-se.
segunda-feira, 18 de maio de 2015
adeptos inaptos
Quando perdem, destroem, vandalizam, apedrejam, arremessam garrafas, pedras ou mesmo cadeiras dos estádios.
Quando ganham, destroem, vandalizam, apedrejam, arremessam garrafas, pedras ou mesmo cadeiras dos estádios.
Deve ser triste viver com tão pouca capacidade de vencer a frustração, mas sobretudo com evidente incapacidade de saborear a vitória.
Quando ganham, destroem, vandalizam, apedrejam, arremessam garrafas, pedras ou mesmo cadeiras dos estádios.
Deve ser triste viver com tão pouca capacidade de vencer a frustração, mas sobretudo com evidente incapacidade de saborear a vitória.
segunda-feira, 11 de maio de 2015
subjetividade
Dizia eu hoje a uma colega que gosto muito de vinho tinto e petiscos. Ela também gosta e dizia-me que "uma vez ou outra" não faz mal nenhum.
Uma vez ou outra... o que quereria dizer com isso?
quinta-feira, 7 de maio de 2015
reciclagem terminológica
Atualmente, nas escolas falam de projetos e dizem que criam materiais.
Eu continuo a falar de trabalho e a preparar aulas, elaborando toda a documentação de suporte (motivacional, (in)formativa, de avaliação, etc).
Às vezes, acho que me enganei e fui parar a um atelier.
quinta-feira, 26 de março de 2015
descalça nas compras
Impressões de uns momentos de compras:
- a mango do colombo é uma miséria
- pela primeira vez, consegui atravessar a primark e comprar duas camisas
- continuo a não perceber como é que ir às compras se pode considerar um "programa divertido"
quinta-feira, 19 de março de 2015
gratidão online
Essa gente toda que hoje andou a apregoar que tem o melhor pai do mundo, acredita mesmo nisso ou apenas achou que, neste dia, ficava bem dizê-lo?
A ser verdade, nos restantes dias do ano também se lembram de lhe dedicar atenção, carinho e palavras de agradecimento e amor? Também o sabem fazer fora das redes sociais?
domingo, 1 de fevereiro de 2015
quarta-feira, 31 de dezembro de 2014
em 2014...
... fui muito ao teatro. por outro lado, à exceção da festa do cinema francês, penso que não fui ao cinema. vi alguns filmes em casa. não muitos.
só assisti a concertos de música portuguesa, não por princípio mas porque assim calhou e foram poucos. assisti a vários espetáculos. o número de livros que li corresponde a cerca de metade dos lidos em 2013, mas não foi mau. é provável que 2013 tenha sido o meu ano mais literário, pelo menos é o mais literário desde que criei conta no goodreads.
fora de portugal fui a berlim, copenhaga, estocolmo, gotemburgo e bruges. por cá, não subi para além de óbidos, e é pena. continuei a ser uma assídua frequentadora da costa alentejana. e também do interior.
tentei contrariar o ambiente de desencanto que me rodeia no local de trabalho. muitas vezes com sucesso, outras nem tanto. vou-me esforçar mais.
depois de alguma luta interior decidi ser, oficialmente, estudante a tempo parcial. continuo a procrastinar e a ter dificuldade em me focar. arranjar estratégias para melhorar a capacidade de concentração e de disciplina são objetivos (necessidades?) para 2015.
aumentei de peso, mas consegui emagrecer o dobro. comecei a preocupar-me com a alimentação. aprendi ou criei e confecionei novos pratos e fiz algumas alterações alimentares que me parecem definitivas. iniciei um blogue sobre alimentação, mas deixei-o ao abandono pouco tempo depois. não creio que valha a pena incluí-lo nas resoluções de ano novo.
(re)comecei a correr, mas o bichinho das corridas não se apoderou de mim da forma avassaladora que vejo por aí e não creio que isso venha a acontecer.
tive uma fase de jantar fora quase todos os dias, que substituí, com algum esforço inicial, pela fase de comer exclusivamente em casa. consegui encontrar o equilíbrio no que a esse aspeto diz respeito.
estou a criar o meu 1 second everyday. falhei alguns dias, mas agrada-me bastante e tenciono continuar em 2015. é mais uma ajuda para os meus futuros biógrafos (sim, sim... presunção e água benta...)
estou mais tolerante. assumi-me como alguém que prefere a tranquilidade e o silêncio ao alvoroço constante e ambientes histriónicos. por outro lado, aumentou o número de pessoas com quem gosto de estar, conversar e rir. sinto-me feliz e completa com a pessoa que tenho ao meu lado.
"devemos valorizar os pequenos momentos" é um cliché, mas quem disse que não há clichés verdadeiros?
terça-feira, 23 de dezembro de 2014
fora das revistas
A pretexto do Natal tenho lido e ouvido
algumas pessoas comentarem as piores prendas que já receberam. Entusiasmam-se e
entram numa espécie de concurso. A conversa começa a aborrecer-me assim que
aparece o adjetivo. Ora, se foi uma prenda deduzo que não se pagou por ela.
Nesse caso, pode ser mais ou menos útil, mais ou menos bonita. Mas entrar num
concurso para a pior prenda não será um pouco excessivo?
Aparentemente, muita gente espera
que todos os outros sejam entendidos em questões de moda e estilo e profundos
conhecedores de regras e etiqueta. Além de endinheirados, obviamente.
Há quem fique ofendido porque a
tia-avó ofereceu à sua princesa uma sacola do Noddy, (um horror!), pois a
criança apenas idolatra a Hello Kitty. Eu explico: para a tia-avó, bem como
para um elevado número de pessoas, são todos bonecos com nomes estrangeiros,
ok?
Também há quem sinta a sua
feminilidade beliscada por receber um trem de cozinha. Nem toda a gente
considera que quando se oferece uma panela se está a dizer que o lugar da mulher
(ou homem) é na cozinha. Quando se oferece umas chuteiras quer dizer que o
lugar do destinatário é no campo de futebol? Um pijama significa que deve
passar a vida na cama? E uma lingerie mais ousada?
O que dizer de quem se melindra com
o pacote de bolachas que a velhota do 3.º esquerdo embrulhou num papel de
presentes do ano anterior e ofereceu, juntamente com os votos de feliz Natal?
Nem sei... com duzentos euros de reforma eu ficar-me-ia pelos votos natalícios.
As meias, os naperons, as cuecas,
as canecas... Sim. Faz tudo parte. No fundo, o mais importante é a presença, o
sorriso, a lembrança, mesmo quando acompanhados de uma qualquer expressão
pirosa. Porque tudo isso faz parte da vida fora das revistas.
sábado, 22 de novembro de 2014
terça-feira, 9 de setembro de 2014
motivação... procura-se...
Estou prestes a iniciar o 7.º dia útil de trabalho numa escola, sem saber se será aí que trabalharei ao longo deste ano letivo. Pode acontecer, a mim e a muitos outros*, que amanhã já estejamos noutra escola a tentar digerir as novas informações, a recomeçar o trabalho que tínhamos iniciado noutro local, a tentar recuperar o tempo perdido. Tudo dentro da normalidade, portanto.
* o ministro diz que são apenas 5%, mas tal como desconhece o significado de "normalidade" e "atempadamente" também me parece que não tem noções de quantidade.
* o ministro diz que são apenas 5%, mas tal como desconhece o significado de "normalidade" e "atempadamente" também me parece que não tem noções de quantidade.
terça-feira, 2 de setembro de 2014
burrice, incompetência ou má-fé... eis a questão
Diz o ministro da educação do alto da sua
sapiência:
"Qualquer pessoa tem 90 dias para se apresentar num centro de emprego, não precisa ir no primeiro dia em que suspeita que pode vir a estar sem emprego". Talvez devesse acrescentar que
os desempregados só recebem o subsídio a partir do dia em que se dirigem ao
centro de emprego e tratam da papelada. Sim, têm 90 dias, mas….entretanto pagam as
contas com o quê?
"Não há atraso na publicação das listas, a colocação de professores tem um processo, são formadas as turmas, são conhecidos os professores, são conhecidas, este ano, as rescisões por mútuo acordo e, a partir dai, as vagas sobrantes são distribuídas num processo que termina, no essencial, antes da abertura do ano lectivo". Eu diria até que se o professor for colocado, sair de casa a correr e conseguir entrar na sala antes do toque de saída da última aula do dia, foi colocado atempadamente. Senhor ministro, há de facto um processo, mas, por favor, não diga disparates, pois ficam-lhe muito mal.
Os professores regressaram às escolas ontem.
Apresentaram-se nas escolas e, até ao início das aulas (entre 11 e 15 de
setembro) têm vários tipos de reuniões: geral, departamento, grupo disciplinar
ou conselho de docentes, grupos de trabalho, nomeadamente nos grupos de
elaboração de projeto educativo, regulamento interno, equipa de autoavaliação
e, talvez as mais importantes, conselhos de turma. Nestas reuniões recebem e
partilham informação fundamental para o trabalho a realizar, sobre as turmas
que irão lecionar, elaboraram planificações, testes diagnósticos e os primeiros
materiais a utilizar.
Neste ano letivo, os diretores não sabem quem são muitos
dos professores que vão ter nas suas escolas: há pedidos de rescisão que só
estão a ter a resposta esta semana, os professores que concorreram à mobilidade
interna ontem apresentaram-se na última escola em que trabalharam, mas ainda
não sabem em que escola irão trabalhar, os professores contratados aguardam que
todas as decisões sejam tomadas. Nas escolas, os diretores têm dificuldade em
distribuir o trabalho. Pelos vistos o ministro não sabe, mas existem alguns
critérios, nomeadamente a continuidade pedagógica, que costumam ser seguidos.
Mas sem as listas de colocação os diretores não podem ter a certeza de que
determinado professor vai continuar a trabalhar na escola, pelo que têm de
ponderar todas as hipóteses antes de distribuir o serviço.
Está tudo a decorrer conforme o planeado, diz o
ministro. Pois com certeza que sim. Não há datas, não há previsões, não há
qualquer compromisso… Quem se atreveria a duvidar de que está tudo a decorrer
conforme o planeado? O problema é que o imbecil que planeou não percebe nada do
trabalho que está a fazer e está a pôr em causa o trabalho que as escolas e os
professores já deviam estar efetivamente a planificar.
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
quarta-feira, 20 de agosto de 2014
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